LOCAL: Sala de Reuniões do CES - Rua
Esteves Júnior, 160 - 8º Andar - Centro - Florianópolis
DATA : 18/06/01
HORÁRIO: 14:00 horas
PRESENTES
CONSELHEIROS TITULARES:
João José Cândido da Silva (SES)
Geraldo Swiech (Sindicato Profissionais Área Saúde)
Silvana Maria Pereira (Associações Profissionais
Áreas da Saúde)
Carlos Alberto Landerdahl (Associações Profissionais
Área Saúde)
Canísio Isidoro Winkelmann (AHESC)
Telma Rodrigues Li (Comissões Direitos Humanos e Cidadania)
Fátima Terezinha Pelachini (Org. Religiosas/Saúde)
Ronald Ferreira dos Santos (Sind. Profissionais Saúde)
Tércio Egon Paulo Kasten (Federação dos Hospitais)
Gilson Pinheiro do Amaral (Associações Moradores)
Júlio César Marchi (Associações Profissionais
Área da Saúde)
Edmo Barbosa Santos (Assoc.Aposentados 3ª Idade)
Jânio Silva (Sindicato Profissionais Área Saúde)
Abel Just (Assoc. Patronais Ligadas à Agricultura)
Osvaldo de Oliveira Maciel (Trabalhadores Urbanos)
Claudia Boeira da Silva (Movimentos Sociais Populares Área
Saúde)
Antoninho Rovaris (Representante Trabalhadores Rurais)
Adélia Schmitz (Representante Trabalhadores Rurais)
Kellen Cristine Medeiros Justus (Associações Patronais
Ligadas à Indústria)
Jocélio Voltolini (SES)
Maria Isabel Vargas Cunha (Conselhos Regionais Área da Saúde)
CONSELHEIROS SUPLENTES:
Braz Vieira (FEHOSC/SC)
DOCUMENTOS EXPEDIDOS E RECEBIDOS
- Justificativa de ausência do conselheiro Rubens Fernando
Sanches de Andrade;
- Comunicação de resultados preliminares do Projeto
sobre Acidentes com Produtos Perigosos, encaminhada pelo conselheiro
Maciel;
- Carta 074/2001-CUT/SC, indicando a conselheira Marilene Rossoni
para compor a Comissão de Saúde do Trabalhador e
Recursos Humanos;
- E'mail do conselheiro Luiz Henrique Costa, colocando-se à
disposição para compor a Comissão de Saúde
do Trabalhador e Recursos Humanos;
- Ofício 085/2001, do SINDFAR/SC, indicando o conselheiro
Luiz Henrique Costa para compor a Comissão de Saúde
do Trabalhador e Recursos Humanos;
- Despacho do conselheiro Norival Silva, indicando o professor
Paulo Orsini para compor a Comissão de Saúde do
Trabalhador e Recursos Humanos;
- Carta do conselheiro Osvaldo Maciel, colocando-se à disposição
para compor a Comissão de Saúde do Trabalhador e
Recursos Humanos;
- Ofício do Ministério da Saúde/SC nº 639,
da conselheira Deyse M. R. Rodrigues, colocando-se à disposição
para compor a Comissão de Saúde do Trabalhador e
Recursos Humanos;
- Folder do X Seminário Sulbrasileiro de Acupuntura e II
Jornada Catarinense de Estudos da Dor;
- Ofício circular da Comissão de Comunicação
e Divulgação, solicitando aos conselheiros o envio
de material para compor o jornal do CES;
- Ofício 010/2001, da Federação das Associações
de Aposentados e Pensionistas de Santa Catarina, solicitando espaço
na reunião do CES, para uma palestra sobre a nova lei dos
idosos;
- Ofício 00101/CCT/SC, justificando a ausência da
conselheira Marilene Rossoni na reunião do CES;
- E'mail da conselheira Magda D. Scherer, justificando sua ausência
na reunião do CES;
- Ofício Conselho Regional de Serviço Social nº
2359/1999-2002, solicitando a participação da conselheira
Maria Isabel Vargas da Cunha na Comissão Permanente pelo
Cumprimento dos Princípios Éticos e Legislação
do SUS;
- Carta da Comissão de Comunicação e Divulgação,
solicitando disponibilização de recursos humanos,
bem como, de empresa para o processo de montagem e confecção
do Jornal do CES;
- Ofício 194/01, da Secretaria de Saúde de Criciúma,
manifestando parecer sobre a implantação do Curso
de Graduação em Enfermagem da UNESC;
- Ofício 152/01, do Conselho Regional de Nutricionistas,
indicando Francine Ferrari como representante no CES;
- Fax do Conselho Regional de Nutricionistas, justificando a ausência
da conselheira Francine Ferrari na reunião do CES;
- Ofício SINDPREVS nº 136/2001, indicando Cleusa Maria
Pereira como sua representante, em substituição
de Nilton Lourenço Júnior;
- Justificativa de ausência do conselheiro Jorge Cobra;
- Ofício nº 175/2001, FIESC/SESI, indicando como representantes
no CES, os nomes de Kellen Cristine Medeiros Justus e Eder Fagotti
Buranelli, na qualidade de titular e suplente respectivamente.
DESENVOLVIMENTO DOS TRABALHOS
A LXXVII Reunião Ordinária do Conselho
Estadual de Saúde teve início às 14:20 horas,
sob a presidência de João José Cândido
da Silva, com a presença dos conselheiros acima nominados.
APROVAÇÃO DE ATAS
A Ata da LXXVI Reunião Ordinária
do dia 25/04/01, e a da Reunião Extraordinária do
dia 09/05/01 foram aprovadas com as seguintes ressalvas. Na ata
do dia 25/04, ressalva da conselheira Telma, 1- quando do relato
das Comissões, acrescentar suas colocações,
sobre a postura autoritária do conselheiro Cobra em dificultar
os encontros da Comissão de Ética e Legislação.
Acrescentar também, que havia se conseguido reunião
com a equipe técnica da SES para discutir e expor sobre a
NOAS, e o conselheiro desmarcou a reunião de um dia para
o outro; 2 - acrescentar na linha 5 da Aprovação da
Ata que, àquela altura, naquela data, já teria que
se ter em mãos o Plano de Aplicação do 2º trimestre
também, já que ele tem que anteceder o trimestre que
está por vir.
Na Ata da sessão Extraordinária do
dia 09/05/01, ressalva da conselheira Isabel, na linha 26: substituir
ampliação da equipe, por ampliação na
equipe.
1.ITEM I - RELATO DAS COMISSÕES
2.Comissão Permanente pelo Cumprimento
dos Princípios Éticos e Legislação do
SUS: a conselheira Telma disse que a Comissão não
conseguiu se reunir, apesar de três tentativas, e que estão
agendando uma próxima reunião. Solicitou o respaldo
do plenário para que não se repita a postura do Conselheiro
Cobra de desmarcar um agendamento com a Secretaria Executiva.
3.Comissão de Vigilância em Saúde
- O Conselheiro Ronald disse que a Comissão esteve reunida
com a Câmara Técnica de Medicamentos para tratar sobre
a reformulação da Resolução que trata
da Política de Medicamentos. Disse que após algumas
discussões, chegaram à conclusão de que a Câmara
Técnica ainda não estava estruturada, que não
tinham papel definido, e que os profissionais integrantes da mesma
tinham uma visão apenas técnica das questões
dos medicamentos, sem entrar na discussão de políticas
públicas em torno do acesso e da qualidade. Acrescentou que
a Comissão irá se reunir para definir reformulação
e encaminhamentos a respeito da Resolução 001/01.
4.Comissão de Educação
- O conselheiro Maciel fez a leitura do parecer sobre o curso de
enfermagem da Universidade do Extremo Sul Catarinense (anexo), pedindo
que, se aprovado pelo Conselho, fosse feito o encaminhamento ágil
à Instituição de ensino para que, na data limite
(final de junho), o curso pudesse ser habilitado.
5.O Presidente colocou em votação
o parecer, tendo sido aprovado, com abstenção de voto
do conselheiro Júlio.
6.Comissão de Comunicação
e Divulgação - o conselheiro Gilson fez a leitura
dos temas escolhidos pela Comissão para divulgação
no jornal do CES, conforme ata da comissão, em anexo. Acrescentou
que a proposta do jornal será elaborada em três páginas,
solicitando aos conselheiros, material para a confecção
do mesmo.
7.O conselheiro Canísio propôs que
fosse disponibilizado aos Conselhos Municipais de Saúde,
as atas e materiais discutidos no CES.
8.O Secretário Executivo disse que todo
o material do Conselho, como atas, resoluções, sua
composição e outros, estavam disponibilizados na Internet.
9.O conselheiro Geraldo sugeriu que fosse feita
uma página do Conselho, bem como, que uma vez por ano a reunião
do CES fosse realizada em uma macrorregião, pois dessa forma,
o Conselho estaria fisicamente presente.
10.O Presidente colocou que as sugestões
eram viáveis, e que podem ser analisadas.
11.ITEM II - PLANO DE APLICAÇÃO /
PRESTAÇÃO DE CONTAS
12.O Gerente de Orçamentação
Mafra, colocou que do final do ano passado até agora, tentaram
elaborar um sistema de acompanhamento do Plano de Aplicação
e da execução do orçamento. Disse que, dessa
forma, o documento apresentado (anexo), não é propriamente
a Prestação de Contas, pois não está
formatado dentro dos critérios legais e formais, mas apresenta
uma comparação entre o que está programado
para a SES junto com o executado. O Plano de Aplicação
foi elaborado baseado no modelo sugerido pela Comissão de
Orçamento com algumas mudanças, e está apresentado
exatamente de acordo como é publicado no Diário Oficial,
porém com quantificação de medidas, quantidade
e valores. Explicou que existem duas Unidades Orçamentárias
chamadas de Gabinete do Secretário, que está ligada
diretamente à Administração Central, e o Fundo
Estadual de Saúde, que concentra todos os recursos direcionados
às ações finalísticas de saúde.
Acompanhando o documento, citou as atividades que compõem
o orçamento das Unidades, Gabinete do Secretário e
Fundo Estadual de Saúde. Gabinete do Secretário -
Administração de Recursos Humanos - cuida dos pagamentos,
proventos em que a unidade de medida é o servidor (solicitou
alteração no valor de R$ 12.150.610,00, para R$ 126.450.610,00);
Manutenção de Serviços Administrativos - são
as despesas realizadas com os serviços de apoio, mão
de obra especializada, serviços terceirizados; Manutenção
de Serviços e Equipamentos de Informática - atividade
que destina-se a pagamento de serviços prestados por empresas
de informática, despesas com softwears, modernização
e aquisição de equipamentos, implantação
e expansão da rede, chegando a comprometer praticamente 100%
dos valores alocados; Auxilio Alimentação - cujo valor
mensal é de seis reais por dia útil; Encargos com
Inativos; Apoio Financeiro a Instituições Privadas
sem fins lucrativos - é utilizada apenas quando necessário;
Aquisição de Equipo-Odontológico e Aparelhos
de Ultrassonografia para os municípios - é uma proposta
apresentada pela Secretaria da Fazenda através de emenda
parlamentar. Fundo Estadual de Saúde - quanto à atividade
Encargos com Estagiários - disse que está relacionada
com um programa de governo chamado "Primeira Chance",
que atende estudantes do ensino médio e superior, existente
em todas as Secretarias; Manutenção dos Serviços
Técnicos Administrativos do Setor Saúde - esta atividade
tem recebido incrementos do Tesouro do Estado, Ministério
da Saúde e também da fonte 40; Desenvolvimento de
Recursos Humanos - destina-se ao treinamento e capacitação
de servidores da área da saúde, fornecidos pela SES
ou por entidades terceirizadas; Ações de Promoção
à Saúde - são aquelas ações de
promoção à saúde pública ou de
Vigilância Epidemiológica ou Vigilância Sanitária,
que recebem recursos do Ministério da Saúde, do Estado
e da fonte 40, havendo também contrapartidas de convênios
com o Ministério. Essa contrapartida varia de acordo com
a negociação de cada convênio ou com a população;
Aquisição de Ambulância - decorre de uma emenda
parlamentar, e alguns municípios estão contemplados;
Hospitais Conveniados - destina-se exclusivamente ao convênio
que a SES tem com algumas entidades, e também com Prefeituras
para administrar aquelas unidades hospitalares que são de
propriedade do Estado, mas que estão sendo administradas
por terceiros; Gestão Plena Estadual - são todos aqueles
recursos direcionados às entidades públicas e privadas
credenciadas pelo SUS, que de acordo com suas produções
apresentadas, a SES empenha os valores e repassa; Manutenção
da rede hospitalar pertencente à SES - mantém todos
os hospitais da SES, menos a parte de produção do
SIA/SUS, que é a produção dos laboratórios
não decorrente da AIH; Fiscalizar e Controlar Ações
de Saúde através do CES - mantém a fiscalização
e controle das ações de saúde; Manutenção
das Regionais de Saúde - promove a manutenção
das dezoito Regionais de Saúde. Essa atividade desmembra
mais oito atividades relacionadas às macrorregiões
de saúde, que conforme apresentado no CES ano passado, os
projetos do orçamento/2000 para 2001 destinaram e orientaram
que todos os investimentos do Estado fossem realizados através
das oito macrorregionais de saúde. Concluindo sua explanação,
disse que o Prestação de Contas do mês de junho
seria apresentado em meados de julho, devido o fechamento contábil
se dar a partir do dia 15 de julho. Com relação ao
Demonstrativo Orçamentário do Setor Saúde (anexo),
explanou sobre cada item, explicando que, a relação
de todas as atividades do Fundo Estadual de Saúde ali descritas,
refere-se ao total geral de todas as fontes de recursos, ou seja,
fonte 10 do Ministério da Saúde, fonte 40 da arrecadação
própria e fonte 00 do Tesouro do Estado.
13.O conselheiro Abel colocou que sua preocupação
é quanto ao orçamento anual e sua execução,
pois fora empenhado quase tudo em cinco meses.
14.O gerente Mafra colocou que tem despesas
que são certas para todos os anos, como o caso do pagamento
da rede de saúde pública que já está
aprovado quinze milhões, e empenhados onze milhões.
Disse que quando se trata de obras e equipamentos, são valores
aplicados diretamente pelo Estado. Acrescentou que há recursos
que são transferidos ao município ou às entidades
privadas sem fins lucrativos. Explicou cada item do documento Demonstrativo
Orçamentário, acrescentando que o Hospital Infantil
de Joinville não foi feito dentro da previsão orçamentária
para este ano, porque o orçamento é feito nos meses
de agosto e setembro para o ano seguinte. Disse que a obra estava
em juízo no Tribunal de Contas, e o retorno para a continuidade
da mesma só foi dado em 20/12, quando o orçamento
já estava aprovado. O Tribunal considerou em vigência
o contrato feito entre a SES e a empresa Espaço Aberto, tendo
sido feito um termo aditivo para a execução da obra.
Disse que a obra está orçada nos valores contratados,
e que as correções serão através de
leituras efetuadas pelo Departamento de Obras do Estado. Acrescentou
que foi feita uma readequação no orçamento,
alguns remanejamentos de recursos, pois a obra está em andamento,
e a empresa quer receber recurso.
15.O conselheiro Tércio perguntou
se no início da obra não havia orçamento do
Ministério da Saúde.
16.O Presidente respondeu que, em março
deste ano, o Ministério cedeu financiamento de R$ 3.304.000,00
para a obra. Disse que o Tribunal de Contas determinou uma série
de correções no contrato, tendo sido feitas pela SES
para sua legalidade. Que o Tribunal de Contas manifestou-se na questão
da vigência do contrato somente após a aprovação
do orçamento. Disse que o hospital terá 180 leitos,
e será Hospital da Criança, Mãe e Adolescente,
o primeiro hospital do adolescente no Brasil.
17.O conselheiro Ronald disse que o assunto de
orçamentação é complicado de entender,
sugerindo que o gerente Mafra apresentasse mais didaticamente e
com mais tempo, tendo em vista que o colegiado do CES, com a PEC/29,
ganhou caráter institucional, e com isso a responsabilidade
aumenta. Perguntou com relação ao Plano de Aplicação,
por que que os números da aplicação e do orçado/2001
aprovado, são diferentes.
18.O gerente Mafra respondeu que há
uma variação, pois é transferido recurso de
um lugar para outro, para completar certo tipo de despesa. Respondendo
às indagações do conselheiro Jânio, disse
que os cento e vinte e seis milhões previstos para os recursos
humanos, são para pessoal efetivo, contratado e hora plantão.
Com relação à questão do Fundo Estadual
de Saúde, os quarenta e três milhões são
para todas as firmas terceirizadas que atuam em atividades comuns
em todas as unidades, bem como, para serviços contratados
a exemplo dos serviços técnicos.
19.O conselheiro Jânio perguntou por que
que as firmas prestadoras de serviços de pessoal são
praticamente permanentes.
20.O Presidente respondeu que os serviços
de limpeza e vigilância são permanentes, e os serviços
para consertos, pintura e outros são eventuais.
21.O conselheiro Jânio perguntou se o orçamento
já estava aprovado e em execução, bem como
a respeito dos bloqueios dos recursos feitos pela Secretaria da
Fazenda.
22.O gerente Mafra respondeu que o orçamento
já estava aprovado e em execução, e com relação
aos bloqueios, disse que a exemplo do ano passado, os recursos bloqueados
ficaram até o final do exercício, quando o governo
negociou com a Assembléia que iria liberar uma certa quantia
para atender às emendas parlamentares, e as sobras foram
suplementadas/remanejadas para a folha de pagamento.
23.O conselheiro Jânio disse achar complicado
enquanto conselheiro, aprovar o orçamento ao qual os parlamentares
fazem as emendas, pois não tem condições de
deliberar para onde vai e para onde foi. Acrescentando que, como
no caso das ambulâncias, tem deputados fazendo campanha política
em cima disso.
24.O Presidente disse que o orçamento não
veio para aprovação, que já veio aprovado pela
Assembléia Legislativa, acrescentando que o orçamento
pode ser contestado em parte, como no caso das ambulâncias,
pois com relação aos programas, esses são justificáveis.
Disse que a questão da ambulância, ela é justificada
dentro de um programa de regulação que a SES tem que
implantar nas oito macrorregiões, em função
das Portarias do Ministério que regulam o transporte dos
doentes, que é responsabilidade do município. Acrescentou
que, para não haver uso indevido das ambulâncias, está
sendo implantado na macrorregião de Florianópolis,
em caráter experimental, o SAMU - Sistema de Regulação.
25.O conselheiro Jânio colocou que seus questionamentos
não foram em relação aos programas, e sim,
a forma como foi colocado, pois entende que os municípios
poderiam receber este equipamento sem necessidade de emenda parlamentar,
para que no final da gestão, isso não fosse usado
de forma politiqueira.
26.A conselheira Isabel colocou que o Conselho
precisa estudar/apreciar o Plano de Aplicação antecipadamente,
até porque os conselheiros não têm envolvimento
com o assunto. Perguntou se caso a Secretaria da Fazenda não
desbloquear o recurso, este ficaria de saldo.
27.O gerente Mafra disse que o orçamento
é aprovado para um exercício financeiro, dessa forma
não seria executado, pois não pode avançar
para o exercício seguinte. Respondendo outro questionamento
da conselheira Isabel, disse que, com relação ao pagamento
dos estagiários é feito remanejamento.
28.A conselheira Telma fez duas considerações
pedindo que constasse em ata. 1 - A lei orçamentária
que basicamente foi reproduzida, foi aprovada já na Assembléia
Legislativa pelos deputados, e não nos cabe analisar. O Plano
de Aplicação que os Conselhos Estaduais, Municipais
e Nacional têm avaliado a cada três meses, dá
conta de uma especificidade muito maior de cada atividade dessa.
Disse que gostaria que o setor de Planejamento e Programação
pudesse dizer, quanto é que pretende aplicar na produção
de medicamentos para o próximo trimestre, e quais os programas
de combate ao tabagismo, ou acompanhamento de diabéticos,
ou que as ações viessem programadas pelo setor de
Planejamento. Dessa forma, seria um Plano de Aplicação,
e se avaliaria previamente, porque, na verdade, se tem uma semana
para avaliar do trimestre que vem, pois começa julho/agosto/setembro
e o resto desse mês apenas, e isso se vem insistindo ano após
ano. 2 - Outra questão citada, foi com relação
à Emenda Constitucional que fala da vinculação.
Foi calculado que quem aplicou no mínimo 7% em 2000, terá
que aplicar 8% em 2001, isso o Estado. Para poder efetivamente controlar,
precisamos ter transparência, mês a mês ou trimestralmente,
da arrecadação real do Estado, para se ter a noção
se realmente este percentual está sendo aplicado ou não,
e principalmente quando acaba o ano, que percentual tem que ser
colocado complementarmente.
29.O Presidente colocou à conselheira Telma
que a SES presta contas mensalmente ao sistema SIOPS do Ministério,
que é acompanhado pelo grupo de fiscalização
da Câmara Federal e do Conselho Nacional de Saúde.
30.O conselheiro Abel perguntou se todas as verbas
federais na área da saúde vêm para o Estado,
para depois serem distribuídas.
31.O gerente Mafra respondeu que não, pois
entra direto no Fundo Municipal de Saúde, e vem para o Estado
apenas as verbas de convênio com o Ministério da Saúde.
32.O conselheiro Canísio elogiou a explanação
do gerente Mafra, sugerindo que fosse acrescentado uma coluna com
percentuais dos saldos, dizendo que dessa forma teria-se uma leitura
mais rápida e fácil. Disse que, analisando o documento,
observou uma grande concentração de investimentos
para a Grande Florianópolis. Solicitou orientação
com relação à Fonte 40 (arrecadação
própria), dizendo que em algumas fontes e despesas, fica
difícil saber se vai ter orçamento até o final
ou não, que deveria ter algum indicativo nesse sentido. Perguntou
se o Plano de Aplicação é uma mera peça
fictícia. Sugeriu que na elaboração do próximo
orçamento, houvesse espaço para proposições
de emendas do Conselho na área sindical, profissionais ou
prestadores, bem como, espaço para os laudos represados que
somam um montante considerável para os prestadores de serviços.
33.O gerente Mafra colocou que em relação
à Fonte 40, a SES faz duas ou três produções
de serviços. Dentro da rede hospitalar, 80% de atendimento
é pelo SUS, e nessa produção de internações
o Estado produz a despesa e o SUS paga, por isso é que paga
igual para toda a rede privada e passa a ser receita do Fundo Estadual
de Saúde. Dentro dessa receita do Fundo, algumas vem de acordo
com negociações pactuadas com o Ministério,
e que agora vem também dentro da fonte 40, que são
recursos pactuados para aplicar em programas. Outra produção
da fonte 40 é o SIA, que é a produção
ambulatorial através das Unidades de Apoio como o LACEN e
LAFESC. Disse que, o que impulsiona a fonte 40 no orçamento
são os recursos que vêm das redes privadas e estaduais.
A SES apenas repassa. Quanto ao Plano de Aplicação,
disse que é estático, mas que é alterado no
seu percurso, e que com a implantação da NOAS, acredita
que os investimentos serão renegociados.
34.O conselheiro Canísio perguntou como
o Conselho vai saber o que se soma e agrega de recursos durante
o período de 2001, em relação ao plano estático.
35.O gerente Mafra disse que foi agregado algo
de execução, e que a questão de novos recursos,
transferências e contas a pagar, tudo isso é dentro
do Relatório de Prestação de Contas.
36.O conselheiro Júlio falou da necessidade
da Comissão de Orçamento ter antecipadamente os documentos
em mãos, para poder estudá-los. Elogiou a forma da
apresentação, dizendo que embora não seja ainda
a ideal, podem ter a idéia do que foi empenhado e o que foi
aplicado. Ressaltou da necessidade do CES se debruçar sobre
a aplicação de 2002 para avaliação,
solicitando que as peças orçamentárias encaminhadas
para a Secretaria da Fazenda sejam debatidas antes do seu envio.
Pediu esclarecimentos em relação às notas e
documentos que geram os empenhos.
37.O Presidente disse que os documentos estão
disponíveis e acessíveis na contabilidade com o gerente
Iran, acrescentando que a qualquer momento o Tribunal de Contas
faz fiscalização, como também a auditoria da
Secretaria da Fazenda faz pesquisa dessa documentação.
38.O conselheiro Júlio retomou seu pedido
quanto a um detalhamento maior sobre a questão das horas-plantão,
pró-labore, gratificações, formulado ao setor
de recursos humanos em setembro de 2000, pois até o momento
não recebeu. Propôs que a Comissão de Orçamento
pudesse requisitar técnicos, independentes da SES, para que
fizesse uma melhor avaliação dos documentos aprovados.
39.O gerente Mafra disse que, com relação
à consultoria para análise das prestações
ou interpretações de números, iria verificar
como poderia ser feito esse tipo de despesa.
40.O conselheiro Maciel pergutou se esse tipo de
ação poderia ser por conveniamento.
41.O gerente Mafra disse que no Estado, convênio
só pode ser feito quando for uma parceria entre o Estado,
relacionado com um objetivo comum. Completou dizendo que, contratar
uma consultoria para analisar e prestar um serviço de interpretação
de dados, ou elaboração de relatórios, não
pode ser através de convênio, e sim de contrato.
42.A conselheira Claudia questionou sobre os medicamentos
antiretrovirais, e os para conter as doenças oportunistas,
dizendo que isso não estava caracterizado no plano.
43.O Presidente esclareceu que a questão
dos medicamentos está na Coordenadoria de Saúde Pública,
e quanto aos retrovirais, são de responsabilidade do Ministério
da Saúde.
44.A conselheira Claudia disse que na lista do
Ministério, constam outros medicamentos retrovirais, e que
a cada seis meses é lançado um novo retroviral para
a AIDS, não conseguindo acompanhar a evolução
da doença.
45.O Presidente esclareceu que existe um gestor
nacional - ANVISA, que autoriza a entrada desses retrovirais, e
que autorizados pela ANVISA, é automaticamente incluído
no rol do Ministério. Completou dizendo que, quanto aos medicamentos
para combater as doenças oportunistas, isso é de responsabilidade
dos municípios.
46.O conselheiro Ronald disse que ficou claro que
o orçamento pode ser remodelado através da sua aplicação,
que um recurso pode ser retirado de uma rubrica e passado para outra,
ou seja, remanejamento.
47.O Presidente concluiu, dizendo que o orçamento
é previamente autorizado pela Secretaria da Fazenda e pelo
Governador, e aprovado ou não lá.
48.ASSUNTOS GERAIS
49.O Presidente disse que o assunto Prestação
de Contas/Plano de Aplicação continuaria na próxima
reunião, pois aconteceria uma reunião com a Comissão
de Orçamento do CES, Gerência de Orçamentação
e Planejamento para tirar todas as dúvidas e fazer encaminhamentos
definitivos. Sugeriu como itens de pauta da próxima reunião,
Cartão SUS e Prestação de Contas/Plano de Aplicação.
50.A conselheira Telma sugeriu o agendamento de
uma reunião extraordinária, e abordou sobre a eleição
para Vice-Presidente do CES.
51.O conselheiro Canísio sugeriu como ponto
de pauta, a Programação do INTEGRA/SUS
52.A conselheira Silvana comunicou sobre o Seminário
sobre a Violência nos Ciclos de Vida da Mulher.
53.O conselheiro Edmo solicitou como ponto de pauta,
a Política de Saúde do Idoso.
54.O Presidente sugeriu que se falasse do assunto
do Idoso até esgotá-lo, em uma reunião com
a presença de um especialista, passando para sugestões
dos assuntos da pauta da próxima reunião. Definidos
como pontos de pauta para a LXXVIII Reunião Ordinária
do dia 27/06/01 - 1) Relato das Comissões; 2) Cartão
SUS; 3) Plano de Aplicação/Prestação
de Contas; 4) Informe INTEGRASUS.
Nada mais havendo a tratar, o Presidente deu por
encerrada a sessão, da qual eu, Marcelo Pinter Alves, lavrei
a presente ata, que vai assinada por mim, pelo Presidente e Vice-Presidente.
Florianópolis, 18 de junho de 2001.
|