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Controle de Infecção Hospitalar
 
 

   No ano de 1997 o Ministério da Saúde pela Lei 9431 de 06 de janeiro, instituiu a obrigatoriedade dos hospitais brasileiros de manterem um Programa de Controle de Infecções Hospitalares e constituírem uma Comissão de Controle de Infecções (CCIH).
   As diretrizes e normas que nortearam este programa foram definidas pela Portaria GM nº 2616, de 12 de maio de 1998.
   De acordo com esta Portaria, as Comissões de Controle de Infecções Hospitalares devem ser compostas por membros consultores e executores, sendo esses últimos representantes do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e responsáveis pela operacionalização das ações programadas do controle de infecção hospitalar. Devem ter representantes dos serviços médico,  enfermagem, farmácia, microbiologia e administração.

   Existem algumas competências que devem ser cumpridas pela CCIH do hospital como elaborar, implementar, manter e avaliar programa de controle de infecção hospitalar, adequando às características e necessidades da instituição, contemplando no mínimo ações relativas a implantação de um Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares,  implementando e supervisando as normas e rotinas técnico-operacionais, visando à prevenção e controle das infecções hospitalares. A educação também é de grande importância para o controle das infecções, assim a capacitação do quadro de funcionário e profissionais da instituição, no que diz respeito à prevenção e controle das infecções hospitalares faz parte de suas atribuições.


CCIH no HIJG

     A Comissão de Controle de Infecção do Hospital Infantil Joana de Gusmão (CCIH), constituída por ato formal da Direção, é composta por:

Defendente Debiasi

- Médico - Presidente

Carlos César Vieira

- Gerente de Administração

Lélia Mesquita Santana

- Gerente de Enfermagem

Darlene Maria Stollmeier

- Farmacêutica

Sandra do Valle Pereira

- Bioquímica

José Antônio de Souza

- Cirurgião Pediátrico

Sônia Maria de Faria

- Médica Infectologista - SCIH

Rosana Beatriz Reis Gandin

- Enfermeira - Chefe de Seção do SCIH

Epidemiologia das Principais Infecções Hospitalares
 
A freqüência de complicações infecciosas hospitalares manifesta-se como complicações naturais de pacientes gravemente enfermos, decorrentes de um desequilíbrio entre sua flora microbiana normal e seus mecanismos de defesa.
Esse desequilíbrio é provocado por determinadas doenças responsáveis pela hospitalização e procedimentos invasivos ou imunosupressivos a que o doente, correta ou incorretamente, foi submetido. Conseqüentemente, algumas infecções hospitalares são evitáveis, outras não. As infecções hospitalares são resultantes de interações complexas,  e múltiplos fatores causais que interagem diferentemente, predispondo a infecções de diversos tipos.
Dentre as principais infecções hospitalares endêmicas, temos a infecção do trato urinário onde a sondagem vesical representa o fator de risco mais importante na aquisição de ITU. Nos pacientes mantidos sob sondagem vesical, em que a urina é drenada para reservatórios abertos (sistema aberto), o risco de infecção pode atingir 100% após quatro dias. A segunda topografia em incidência de infecção hospitalar em muitas instituições é a ferida cirúrgica. O principal fator predisponente é o potencial de contaminação da cirurgia, mas a duração do procedimento e as condições pré-operatórias do paciente também têm grande importância, tanto que estes fatores determinam o risco de  infecção cirúrgica, de acordo com a metodologia NNISS (National Nosocomial Infections Surveillance System).
Outros fatores podem influir na ocorrência de infecção como a permanência pré-operatória do paciente predispondo-o  à infecção por cepas hospitalares mais virulentas  e resistentes aos antibióticos, a presença de infecção concomitante, a utilização de corpos estranhos, como drenos e próteses, o estado nutricional dos tecidos operados e, principalmente, a técnica cirúrgica.
A infecção do trato respiratório é geralmente a terceira principal topografia de infecção hospitalar. Fatores como idade, patologia de base, instrumentação do trato respiratório, colonização da orofaringe com flora intestinal favorecida pela neutralização do pH do estômago e pelo uso de sondas, endoscopia, equipamentos de terapia respiratória, broncoaspiração e biópsia transbrônquica predispõem ao aparecimento dessas infecções.
As bacteremias primárias ocupam, muitas vezes, o quarto lugar dentre as infecções hospitalares. O avanço tecnológico, contribuindo para uma maior sobrevida do paciente, introduziu também o uso de  novas terapias mais invasivas, e entre elas destaca-se o acesso vascular, favorecendo maior incidência de infecções da corrente sangüínea. Os fatores de risco associados às bacteremias são: idade, alterações dos mecanismos de defesa local ou sistêmicos (perda da integridade da pele, diminuição da função dos granulócitos, imunodeficiência ou imunodepressão), utilização de insumos contaminados, emulsões lipídicas, severidade da doença de base, dentre outros. Salienta-se que as bacteremias primárias são documentadas por cultura positiva da corrente sanguínea, onde nenhum outro sítio de infecção foi achado como de origem, sendo somente estas consideradas hospitalares, como já definido nos critérios diagnósticos.

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Taxa de Infecção Hospitalar no HIJG

   A incidência de infecção no ano de 2006 foi de 3,4%, ocorrendo 354 episódios de infecção, com um total de saídas no ano de 10.194. Dos pacientes que internaram nesse período 253 evoluíram  com infecção nosocomial, representando uma taxa anual de 2,4% de infecções.
   O setor que apresentou a maior incidência foi a UTI Neonatal, com taxa de 35% nos pacientes com peso superior 2500 g; 28,8% a taxa para neonatos com peso entre 1500 a 2500g e 21,4% para os de peso inferior a 1500g. O setor de UTI pediátrica aparece em segundo lugar em incidência com uma taxa de 23,4%. A distribuição das infecções hospitalares por sítio ou topografia foi muito variável, dependendo do perfil dos pacientes internados e complexidade dos procedimentos realizados.

Para saber mais informações detalhadas, acesse o Relatório completo do ano de 2010, clicando aqui.

Como contribuir para o controle da Infecção Hospitalar

1. Funcionários:

    • Em toda situação que houver necessidade de manusear o paciente ou realizar procedimentos, higienizar as mãos com água e sabão e ou passar álcool gel;
    • Evitar o uso de jóias, pois são fontes de microorganismos;
    • Seguir as normas recomendadas de Biossegurança;
    • Manter o avental limpo, abotoado; e utilizá-lo somente nas dependências do hospital.
    • Manter os cabelos compridos presos durante o manuseio com o paciente e no preparo das medicações;
    • Fazer uso racional dos antibióticos, germicidas e anti-sépticos;
    • Realizar os procedimentos de acordo com técnicas de assepsia médica ou cirúrgica, em consonância como as recomendações do SCIH contidas no manual de normas do serviço. Acesse o Manual clicando aqui.
    • Descarte correto dos resíduos, evitando acidentes e proliferação de insetos e roedores;
    • Ajudar a manter a ordem e limpeza do setor.

2. Acompanhantes e familiares:

  • Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool-gel sempre antes e após manusear o paciente, ao entrar no setor, após utilizar banheiro e antes de ir embora;
  • Evitar a circulação dos acompanhantes pelos corredores e nos quartos de outros pacientes;
  • Não trazer alimentos para o paciente sem ordem médica ou da nutrição;
  • Seguir rigorosamente as normas e rotinas do hospital;
  • Não sentar no leito do doente;
  • Ajudar a manter a ordem e limpeza no setor.

A importância da higienização das mãos
  
    A lavagem de mãos deve ser um hábito entre todos os profissionais de saúde e a adesão a esta prática é um desafio para a equipe de controle de infecção de cada hospital. A recomendação da lavagem de mãos é antiga e sua importância foi demonstrada desde 1847 por Ignaz Semmelweis, médico húngaro, que introduziu este procedimento nas enfermarias de um hospital em Viena, na prevenção da febre puerperal, conseguindo reduzir as taxas de infecção nas mulheres de 18% para 2% depois que os médicos passaram a lavar devidamente as mãos, antes de examinarem suas pacientes (DAL BEM e MOURA,1996; BLOM e LIMA, 1999; CARRARO, 1999; LENTZ, 2000).

   A higienização básica das mãos com água e sabão visa remover a maioria dos microrganismos da flora transitória, células descamativas, suor, sujidade, oleosidades e outros fluidos, prevenindo assim o aumento dos índices de infecções transmitidas por contato manual direto entre pacientes no ambiente hospitalar. Um ponto importante a ser observado na eficácia da prática de lavagem das mãos é o tempo gasto e a técnica utilizada no decorrer do horário de trabalho assistencial com o paciente. Outro aspecto significativo que merece ser destacado é a freqüência e o produto usado na lavagem, que podem conduzir ao ressecamento, rachaduras, dermatites e outras lesões, aumentando a probabilidade de colonização das mãos por patógenos potenciais e elevando, por conseqüência, o risco de infecção cruzada no ambiente hospitalar. Por isso a importância da escolha do sabão que irá permitir uma melhor aderência dos profissionais ao procedimento. Na impossibilidade da higienização das mãos com água e sabão, desde que não haja sujidade aparente, está indicado o uso de álcool gel.

As mãos devem ser lavadas antes e após todo e qualquer procedimento.

   A lavagem de mãos deve ser feita nas seguintes situações:
Sempre que entrar ou sair da Unidade de Internação;
Sempre que estiverem sujas;
Antes e após contato com o paciente;
Após contato com fonte de microorganismo (secreções e fluidos corporais);
Sempre que manipular materiais ou equipamentos que estão ou estiveram conectados a pacientes;
No preparo de medicações etc.;
No preparo de materiais ou equipamentos, durante seu reprocessamento.

:: Hospital Infantil Joana de Gusmão ::
Rua: Rui Barbosa, 152 - Agronômica - Florianópolis - SC - CEP 88025-301
  Fone: (0xx48) 3251-9000 - Fax: 3251-9013 - E-mail: hijg@saude.sc.gov.br
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