Saúde inicia treinamento de agentes contra dengue
A Secretaria
Municipal de Saúde de Florianópolis começa hoje à
tarde o treinamento de 63 novos agentes especializados no combate à dengue.
Eles foram selecionados em janeiro e atuarão por tempo indeterminado.
Com as novas contratações, a secretaria passa a ter 119 agentes
atuando no município em busca de possíveis focos do mosquito Aedes
aegypti, transmissor da dengue. A detecção e eliminação
das larvas é considerada a forma mais eficiente de prevenir o alastramento
da doença. Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os dois únicos
Estados do Brasil que ainda não registraram casos locais de contaminação
pelo vírus da dengue.
Os 63 novos agentes passarão por um treinamento teórico, hoje
e amanhã. O curso vai ser ministrado do auditório do Centro de
Saúde do bairro Saco Grande, na rodovia Virgílio Várzea.
Depois do curso teórico, eles passarão por um treinamento prático
no Cemitério São Francisco de Assis, no bairro Itacorubi, durante
a segunda e a terça-feira da semana que vem. Depois do treinamento prático,
os agentes passarão por exames de saúde, antes de começar
efetivamente o trabalho.
De acordo com a coordenadora de combate à dengue da Secretaria de Saúde,
Glaucimari Dias, os novos agentes vão atuar em todas as regiões
do município. "Eles terão que fazer os exames de saúde
solicitados e logo depois começarão a trabalhar, esperamos que
na semana seguinte (ao treinamento prático)", explica. Em janeiro,
a equipe atual de agentes especializados, com apoio dos agentes comunitários
de saúde, fez uma varredura nos bairros do Continente, depois da descoberta
de um foco em São José, próximo ao limite com Florianópolis.
Nenhum foco foi encontrado na Capital.
Termina no dia 24 de março o prazo para que as indústrias farmacêuticas apresentem os novos textos das bulas de remédios à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A previsão é de que os novos impressos já estejam no mercado a partir do segundo semestre deste ano. Entre as principais mudanças contidas na resolução que altera as bulas, publicada em junho do ano passado, está a determinação de que os remédios tenham dois tipos de orientação, uma para o público entender, elaborada com uma linguagem mais acessível, e outra, como a que já existe, para os profissionais de saúde. A reclamação campeã dos consumidores é o tamanho pequeno das letras. Uma outra muito freqüente é que os textos são escritos numa linguagem tão técnica que inviabiliza a compreensão. A bula de um remédio para evitar rejeição a transplantes, por exemplo, indica como possíveis reações adversas hipertricose, hipertrofia gengival, erupções cutâneas, hipercalemia, hipomagnesemia e amenorréia. Além disso, a Anvisa também criará o Bulário Eletrônico - todas as bulas de remédios aprovadas pelo órgão estarão disponíveis na Internet. Também será feita uma publicação anual impressa com todas as bulas validadas pela Anvisa, além de informações adicionais sobre os medicamentos. Mais informações sobre o assunto podem ser obtidas pelo Disque Medicamentos do Ministério da Saúde, no telefone 08006440644, ou no site da Anvisa, www.anvisa.gov.br. As informações são da Radiobrás, agência de comunicação do governo federal.
Já está disponível na rede do SUS o medicamento Reyataz (atazanavir), distribuído pelo Ministério da Saúde para pacientes portadores do vírus HIV.
O medicamento é o primeiro inibidor de protease, em dose única diária, e deve ser usado em terapia combinada com outros agentes anti-retrovirais que fazem parte do coquetel para combate do vírus HIV. A terapia anti-retroviral utilizada pode chegar em alguns casos a até 25 comprimidos diários.
PTB exige uma secretaria de Estado
Cúpula petebista reúne-se hoje com governador Luiz Henrique
para formalizar o pedido
ANA MINOSSO - A cúpula do PTB chega hoje pela manhã ao gabinete
do governador Luiz Henrique (PMDB) disposta a reivindicar uma secretaria de
Estado para o partido.
Ontem, o deputado Sérgio Godinho declarou que o governador Luiz Henrique teria sinalizado positivamente para dar uma secretaria ao partido e que ele, Godinho, passasse a comandá-la. "Luiz Henrique disse para mim claramente eu queria que você fizesse parte do primeiro escalão".
Segundo o deputado, há duas secretarias que ficarão "vagas" nos próximos dias, a Segurança Pública e a Saúde, já que os dois titulares, João Henrique Blasi e Fernando Coruja Agustini, respectivamente, devem se desincompatibilizar para concorrer na eleição de outubro.
"Eu já falei ao governador que temos outros nomes como Dalto dos Reis, o ex-deputado João Rosa, o suplente de deputado pastor Balduíno. Disse que não precisa ser, necessariamente, um deputado a assumir o cargo", afirmou Godinho.
Se proposta não for aceita, partido ameaça independência
O problema do PTB é que o primeiro suplente na Assembléia é do PDT, César Cim. Ele foi convidado a ingressar na fileira petebista mas não aceitou o convite.
No final da tarde, o deputado e presidente estadual Narciso Parisotto, disse que o partido está disposto a "ouvir" o que Luiz Henrique tem para o PTB.
Para ele, a secretaria de Desenvolvimento Social e Meio Ambiente já está de bom tamanho. "Não queremos carguinhos ou empregos, queremos participar e ajudar a governar Santa Catarina", assegura Parisotto. Seja qual for a secretaria, o PTB quer ter a liberdade de preenchê-la de cima à baixo. Ele evitou falar em nomes que possam integrar o primeiro escalão. "O cargo será do partido", garantiu.
Se o pedido não for aceito, o partido ameaça se tornar indenpendente na Assembléia. No ano passado, os dois deputados ajudaram a aprovar diversos projetos importantes do Executivo.
O PTB não participou da campanha de Luiz Henrique em 2002, mas logo se integrou à base de sustentação na Assembléia.
CPI cobra dinheiro de multas
CARLA ARGOLO/ JOINVILLE - A CPI que investiga irregularidades no serviço
de Vigilância Sanitária de Joinville quer saber onde estão
os cerca de R$ 340 mil em multas que não foram cobradas pelo órgão
desde 1995.
O vereador Manoel Francisco Bento (PT), deve entregar o relatório final à comissão daqui a 15 dias, mas afirma que antes disso deve apresentar a denúncia ao Ministério Público.
De acordo com Bento, a análise dos documentos é preliminar e o valor pode ser ainda maior. A secretária de Saúde de Joinville, Tânia Eberhardt, deve ser convocada para esclarecer o assunto na terça-feira. Um relatório apresentado por Bento à CPI aponta várias empresas multadas pela vigilância, mas o valor cobrado não aparece nos cofres públicos, nem aparece na dívida ativa do município.
Dos R$ 370 mil que deveriam ter sido cobrados, segundo o vereador, apenas R$ 29 mil aparecem como efetivamente pagos pelas empresas autuadas no período entre 1995 e 2003.
Tânia Eberhardt afirma não ter conhecimento sobre as novas denúncias apresentadas pelo relator da CPI. Mesmo afastada por problemas de saúde, ela garante que vai apurar os fatos.
Ela contra-ataca, questionando o que tem a ver o fato de o valor das multas não ter sido cobrado com o caso do chefe do serviço de Vigilância Sanitária, Domingos Alacon Junior, razão da abertura da CPI.
DIÁRIO
DO LEITOR - Balneabilidade
"Local impróprio para banhista" - é o que consta nas
placas existentes em Balneário Camboriú, apesar de o poder público
insistir em afirmar que as águas estão em boas condições.
O que, no entanto, não nos parece ser verdade, pois freqüentemente
tomamos conhecimento de pessoas acometidas de diversas doenças provenientes
da má qualidade da água. Devemos atentar ainda que a questão
é eminentemente de saúde pública, sendo que entendemos
que o simples ato de afixar placas é muito cômoda, pois somente
identifica os locais impróprios para o banho de mar, sem dar solução
para o problema. Necessário, no entanto, que haja, por parte da população,
uma efetiva cobrança das autoridades responsáveis, não
se podendo transferir aos banhistas o encargo de procurar localizar, pela leitura
das referidas placas, um local próprio para que possa tomar seu banho
de mar. Essa atribuição, de manter as praias limpas e próprias
para o banho, deve ficar a cargo das prefeituras, Vigilância Sanitária
e órgãos ambientais. Precisamos de saneamento básico.
Daví Barela Davi / Advogado - Chapecó
DIÁRIO DO LEITOR - Doação
A doação de órgãos após a morte não
é uma decisão muito fácil para as pessoas. Primeiro, porque
são obrigadas a pensar na morte, o que não é agradável;
em segundo, porque temem a retirada de órgãos ainda em vida; e,
em terceiro, pelas dificuldade que encontram para doar. Mesmo assim, tenho a
convicção de que o número de doadores poderia ser muito
maior se os responsáveis fossem para a rua com uma van ou ônibus
para esclarecer a opinião pública e receber, ali mesmo, as adesões
ao programa.
Antônio Negrão de Sá / Aposentado - Rio de Janeiro (RJ)
SERVIÇO - Ambulatórios na UNESC
O curso de Medicina da Unesc vai implantar ambulatórios no campus a partir
de março. Os acadêmicos vão prestar atendimento à
população, sempre com acompanhamento de professores-médicos,
em várias áreas: pediatria e puericultura, geriatria e gerontologia,
ginecologia e obstetrícia, clínica médica, nefrologia,
pneumologia, cardiologia, gastroenterologia, ortopedia, neurologia, endocrinologia,
oncologia e psiquiatria. As consultas poderão ser agendadas no local
e também serão atendidos os pacientes encaminhados pela rede municipal
de saúde. Mais informações pelo telefone (48) 431-2641.
VISOR - Bula
Depois de muitas queixas dos consumidores, que não conseguem entender
as bulas de remédios, a Agência Nacional de Saúde (Anvisa)
decidiu modificar a impressão e linguagem dos papeluchos.
Dia 24 de março termina o prazo para que as indústrias farmacêuticas apresentem os novos textos ao organismo. Os impressos deverão estar no mercado no segundo semestre.
PAULO ALCEU - Firme
Nos próximos dias, o secretário Fernando Coruja
pretende reunir-se com o governador para traçar sua candidatura à
prefeitura de Lages. "Estou no firme propósito de concorrer. Vou
seguir a orientação do governador. Devo sair na reformulação
do colegiado, não antes."
Coruja está conversando com os partidos ciente da importância de formar um frentão para reconquistar a prefeitura.
Jornal de Santa Catarina:
Farmácias admitem comissão por vendas
Sindicato sugere novos critérios para evitar premiações
em dinheiro
ANA PAULA BANDEIRA / BLUMENAU - O Sindicato Patronal das Farmácias de
Blumenau admite que a maioria das 130 farmácias espalhadas pela cidade
sugere a troca de remédios prescritos pelos médicos mediante comissões
dos laboratórios. Para o diretor do sindicato Nevoni Damo, a situação
só se reverteria se o comércio de medicamentos fosse realizado
exclusivamente por farmacêuticos. "Para ser proprietário de
farmácia, só com formação na área",
sugere. Cinco de sete farmácias testadas pelo Santa, motivadas por premiações
em dinheiro, sugeriram a mudança do remédio receitado pelo médico.
A reportagem com o teste foi publicada na edição de ontem. "A orientação é de que não haja troca, mas é difícil coibir. Como o similar é mais barato, a população aceita a sugestão do balconista", analisa Nevoni. A oferta de comissões aos atendentes faz parte da estratégia de alguns laboratórios e favorece também os donos de farmácias. Isso ocorre porque unidades são oferecidas gratuitamente para a venda, o que permite a redução dos preços.
O médico Ronaldo Berreta, que prescreveu um antibiótico para que o teste fosse realizado, observa que os medicamentos similares contêm fórmulas de patente vencida. Conforme o médico, nem sempre essas empresas acompanham a evolução dos remédios produzidos por laboratórios que investem em pesquisa. Procuradas ontem, a Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), que representa laboratórios que produzem medicamentos similares, e a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma), que engloba laboratórios detentores das patentes dos principais medicamentos, não responderam.
A
diferença
Saiba a definição de cada remédio no mercado
- Referência - Listados pela Anvisa, são normalmente pesquisados
e desenvolvidos pelo laboratório que os produz
- Similares - Medicamentos parecidos com os remédios referência,
podem variar no tamanho da dosagem. Os fabricantes não investem no desenvolvimento
do fármaco. Os laboratórios produzem medicamentos cujas fórmulas
têm patente vencida
A ilegalidade
- A legislação brasileira não permite a substituição
de um pelo outro no comércio
Liberado medicamento para portadores do HIV
BRASÍLIA - Está disponível na rede do SUS, o medicamento
Reyataz (atazanavir), distribuído pelo Ministério da Saúde
para pacientes portadores do vírus HIV. O medicamento é o primeiro
inibidor de protease, em dose única diária, e deve ser usado em
terapia combinada com outros agentes anti-retrovirais que fazem parte do coquetel
para combate do vírus HIV.
A dança dos remédios
Como mostrou reportagem na edição de ontem do Santa, ficou comum
entrar em uma farmácia de Blumenau com uma receita médica e o
atendente empurrar um medicamento similar àquele prescrito pelo especialista
- de referência ou genérico. A prática ocorre por uma conjugação
de fatores que passam pela queda do poder aquisitivo da população,
precária fiscalização do poder público aos estabelecimentos
comerciais, remédios de referência com preços inacessíveis
a grande parte da sociedade e até mesmo a pouca orientação
dos próprios médicos aos seus pacientes.
O item que mais influencia, porém, é o preço. O similar do antibiótico Cipro, por exemplo, custa 15% do valor do de referência. Isso significa no bolso do consumidor uma diferença de R$ 112. Fica fácil para um atendente de farmácia convencer uma pessoa a levar o similar. O problema é que os remédios similares podem conter dosagens diferentes ou não resultar no efeito esperado. Em média, esses medicamentos custam a metade do valor dos genéricos ou de referência.
Cabe, portanto, maior rigor na fiscalização às farmácias, afinal, é a saúde humana que está em jogo. Quanto aos atendentes que empurram a substituição, não caberia aí a qualificação de crime por exercício ilegal da medicina? Pois é dever o Conselho Regional de Medicina averiguar os fatos junto com a Vigilância Sanitária, além de orientar os médicos a esclarecer os pacientes sobre o que são medicamentos de referência, genéricos e similares. A informação, nesse caso, parece ser o melhor remédio.
INFORME - E afinal...
Se os medicamentos similares nem sempre têm a mesma dosagem e surtem o
efeito dos genéricos e de referência, por que o governo permite
sua venda nas farmácias?