01 junho de 2004


Jornal A Notícia:



Crianças recebem vacinas


Campanhas imunizam contra poliomielite e gripe.

GENARA RIGOTTI - O primeiro dia da campanha de vacinação foi de pouco movimento nos 53 postos e ambulatórios de Joinville. Além da gotinha contra poliomielite, para crianças de zero a cinco anos, a rede pública de saúde do município também está oferecendo a vacina contra gripe para bebês de seis meses a um ano. A meta é imunizar 39.302 crianças contra a paralisia infantil e 3,6 mil bebês contra a gripe.

No posto de saúde do Bucarein, um dos mais movimentados da cidade, nenhuma família procurou pela vacina contra gripe e apenas dez crianças receberam a gotinha contra pólio. Isabelle, dois anos, foi uma das crianças imunizadas. A mãe, Mariane Carvalho, 21 anos, aproveitou a tarde de ontem para colocar em dia a carteira de vacinação da menina.

"Eu a trouxe para tomar a gotinha, mas tem uma vacina que está atrasada". Segundo ela, foi a primeira vez que isso aconteceu. Isabelle está com um resfriado, por causa da mudança de clima, e a mãe está pensando em dar a vacina contra a gripe numa clínica particular - onde a dose custa em média R$ 25,00. "Com sete meses, ela teve uma infecção no pulmão, que foi conseqüência de uma gripe", lembra.

Enquanto esperava por uma consulta odontológica no PAM Bucarein, Terezinha Rodrigues, 44 anos, também levou a filhinha Ana Paula, de quatro meses, para tomar a gotinha contra pólio. "A vacina é importante e os pais têm de se conscientizar disso. É responsabilidade nossa estar com a carteira de vacinação da criança em dia", acredita. A campanha termina no sábado, Dia Nacional de Vacinação, e, conforme a coordenadora, Vera Lúcia Freitas, não haverá prorrogação. "Não existe nenhum tipo de tratamento para a poliomielite, somente a prevenção, por isso, a vacina é tão importante", ressalta. A poliomielite causa a paralisia infantil e é transmitida por via respiratória. No Brasil, a doença está erradicada desde 1989, mas ainda está presente em 30 nações.

A vacina contra a gripe é injetável e não há contra-indicações. Apenas crianças com febre acima de 38 graus não podem ser vacinadas naquele momento, mas podem retornar depois para receber a dose. Os pais devem ir ao posto sempre com a carteira de vacinação da criança.



CARTA - Atendimento

A Maternidade Darci Vargas deixou a desejar no atendimento. Minha queixa se deve a aspereza de uma funcionária ao passar informações a paciente grávida e a filha, que a acompanhava. Indagada pela filha sobre o quadro clínico de sua mãe, a funcionária grosseiramente responde que sua obrigação é apenas responder aos pacientes e não aos acompanhantes, que só atrapalham. Pela manhã, a paciente depara-se com uma maternidade sem vagas na UTI pós-natal, sendo imediatamente transferida de ambulância a cidade de Itajaí. O bebê corria risco de morte. A paciente agradece a maternidade pela rápida transferência e ao doutor Amaral pelo bom atendimento.

Mas é um absurdo a maior cidade do Estado não ter UTI suficiente.
Vanessa Giovanella, Joinville



Frio traz o risco da meningite

Medidas preventivas podem evitar doença grave que já atingiu 52 pessoas este ano, em Joinville

SABRINA PASSOS - O frio chegou mais cedo este ano e, com ele, as enfermidades mais comuns desses dias gelados. Uma delas é a meningite, uma doença grave que pode levar à morte se não for bem tratada. Este ano, já foram 52 casos, 12 deles de meningite meningocócica (três a mais que no ano passado). Apenas um óbito foi registrado na cidade. Para não correr o risco de encarar a doença, é fundamental conhecer as ações básicas de prevenção, os sintomas, os agentes e os tipos de tratamento. As causas podem ser diversas, mas a meningite é sempre uma infecção gravíssima que exige muita atenção.

A secretária da Saúde, a pneumologista Ana Sílvia Milhazes Zanon, acredita que a chegada antecipada do frio e a diferença de temperatura deste ano, com relação aos anos anteriores, devem servir de alerta à população. "Estamos com um outono mais úmido e mais propício a doenças respiratórias", afirma. Segundo ela, as pessoas devem evitar os ambientes fechados e, a qualquer sinal de doença febril, devem procurar os postos de saúde da cidade. "As crianças devem ser bem agasalhadas e os pais devem estar atentos às creches, para que o ambiente seja arejado", sugere a secretária. Ela lembra ainda que, sempre que o tempo der sinal de melhoras, a população deve abrir suas casas, a fim de evitar qualquer foco das bactérias e dos vírus que causam a meningite. Ônibus e escritórios também devem ter boa circulação de ar.

A doença que atinge as meninges é uma inflamação das membranas que percorrem o cérebro e a medula espinhal. É causada por vírus ou bactérias, muitas vezes em decorrência da gripe, mas pode ser provocada também pode fungos ou parasitas. Dependendo da origem, pode causar surtos e epidemias. Para se prevenir, o ideal é tratar com atenção os casos de gripe e infecções na garganta ou nas vias respiratórias. Para o tratamento, a recomendação é tomar antibióticos (sempre com prescrição médica) ou a hospitalização.

A meningite pode começar com uma gripe forte, acompanhada de dor de cabeça e rigidez na nuca (dor intensa no pescoço e dificuldade de flexioná-lo), febre alta e sonolência. Alguns pacientes apresentam ainda manchas vermelhas pelo corpo, como se fosse sarampo.


Jovens são os mais atingidos pela meningocócica

Dentre as meningites bacterianas, a meningocócica é a que tem maior potencial para causar surtos. Ela atinge preferencialmente crianças abaixo de quatro anos (70% das infecções) e adultos jovens. É considerada uma doença de alta letalidade. A única maneira de evitar sua disseminação é o diagnóstico precoce, o tratamento adequado do doente e das pessoas que tiveram contato íntimo e prolongado com ele. Caso não seja diagnosticada e tratada rapidamente, pode matar em até 48 horas.

Mesmo com sintomas evidentes, é obrigatória a punção lombar (retirada de líquido da espinha), para que o diagnóstico seja comprovado e possa ser identificado o tipo de patógeno (vírus, bactéria ou fungo) que causou a infecção.

A incidência da meningite tem um pico na primeira infância. Quanto mais jovem a criança, maior a possibilidade de ficar doente. À medida que cresce, o risco diminui e reaparece com a chegada da velhice. É, portanto, uma doença que ataca quando a defesa do organismo está imatura ou quando começa a enfraquecer por causa da idade. (SP)


Vacina tem curta duração

Ainda não existe vacina para todas as formas de meningite e as que existem fornecem proteção de curta duração. Devido a esse papel limitado de controle e prevenção, apenas em casos de surto a vacina pode se tornar um avanço potencial contra a doença. Nessas situações, a Funasa fornece o imunizante específico para o sorogrupo circulante, a exemplo do que aconteceu em 2001 em Santa Catarina, quando a vacina contra o meningococo C foi utilizada.

Os postos de saúde de Joinville não têm a vacina contra a meningite porque não faz parte do calendário básico do Ministério da Saúde. Apenas os bebês, com dois, quatro e seis meses, ao tomarem a vacina tríplice, se imunizam contra um tipo de meningite (Haemophilus ou hemófilos). Segundo a responsável pelo serviço epidemiologia da Secretaria da Saúde, Vera Lúcia Freitas, apenas por solicitação especial, o MS envia a vacina contra a meningocócica C. "Crianças ou adultos que não têm ou perderam o baço, e crianças com anemia falciforme, têm direito de receber a vacina contra a meningite meningocócica C. Isso porque ficam mais suscetíveis a qualquer tipo de doença e, daí, todas as imunizações são indicadas", explica.


Hospital não confirma causa de morte

Na semana passada, um bebê de 25 dias faleceu, no Hospital São José, vítima de meningite. Pelo menos foi isso que disseram aos pais da criança. O diretor do hospital, Renato Castro, não confirma a informação e alega que a causa da morte da criança foi uma septicemia (ao invés de uma bactéria concentrar-se no cérebro ou na coluna, prefere circular mais rápido e causar uma infecção generalizada, antes mesmo de atingir as meninges). "Em recém-nascidos, esse quadro cursa como meningite. O foco primário pode até ser, mas não temos como provar", explica Renato.

Manchas vermelhas pelo corpo são expressão de que há uma grande quantidade de bactérias circulando pelo sangue, ou seja, há uma septicemia. Esse quadro faz a pressão sangüínea cair rapidamente e a pessoa entra em choque. Nesses casos, o índice de mortalidade chega a 30%. Nos casos em que a meningite é isolada e a criança não chega a ter essas manchas, a mortalidade é menor. O diretor do São José informa que os casos atendidos no hospital não estão acima do normal, para a época. "O último caso de meningite em criança atendida no São José foi há dois meses", relata. (SP)


Caramujo infesta áreas no Sul da Ilha

Molusco pode transmitir doenças como meningite.

CELSO MARTINS - A proliferação do caramujo africano (Achatina fulica) na região do Ribeirão da Ilha está causando preocupação entre os moradores, principalmente nos que residem na rua João Agostinho Vieira, próximo ao campo de futebol do Clube Bandeirantes. Pode ser que não haja relação, mas a verdade é que quase todas as doenças que aparecem entre os moradores são atribuídas ao animal, trazido ao Brasil para ser criado e vendido como iguaria, mas que se transformou numa praga.

Há cerca de 30 dias, por exemplo, o funcionário de uma empresa de transporte coletivo, Amaro Kuster, 46 anos, roçou com o braço num caramujo que estava em sua casa. No ponto onde houve o contato, apareceu "um vermelhão" e, alguns dias depois, ele "teve apendicite e foi operado", diz a mulher, Maurília Kuster. "Isso assusta muito a gente, pois a rua é cheia de crianças que podem ser contaminadas com esses caramujos", assinala. Uma neta de Maurília, por exemplo, está com febre há vários dias e "a culpa é dos caramujos", considera.

Exemplos como esses são citados com freqüência pelos moradores dessa rua na localidade de Alto Ribeirão. E, apesar dos apelos constantes junto aos órgãos de saúde municipal, nenhuma providência foi tomada até agora. "Encaminhamos um ofício por fax à Secretaria Municipal de Saúde pedindo providências, mas não nos deram nenhum retorno até o momento", reclama Taciana Cristina Fausino, enquanto mostra um pequeno balde repleto de caramujos.

"Eu liguei para a Vigilância Sanitária e disseram que deveria recolher, queimar, triturar a casca e enterrar tudo. Mas o certo seria eles virem aqui para resolver o problema, orientar a gente", destaca Taciana. Diante da falta de orientação em Florianópolis, ela fez contato com a Secretaria de Saúde de São José. "Quando eles recebem alguma reclamação o pessoal vai até a casa da pessoa com balde e luvas, pedindo para coletar o caramujo. Depois que o balde está cheio, eles recolhem e levam para incinerar", conta.

Segundo os moradores, os caramujos se criam num curso d'água temporário, que enche somente nos perídos de chuva, e onde boa parte dos residentes nas região aproveita para despejar seus esgotos. "Esses bichos entram nas nossas casas cheios de doenças e podem contaminar os nossos filhos", desabafa Taciana. "Eles não aparecem durante o dia, só à noite, e quando me acordo a cozinha e outras partes da casa estão repletas desses bichos", acrescenta Maurília Kuster.

O problema chegou até a creche Caetana Marcelina Dias, onde os alunos apresentam problemas de diarréia e vômitos. "A água que abastece a creche é fornecida pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), que é tratada. Então achamos que isso está sendo causado pelos caramujos", destaca Maria Rita Carvalho Tometich. Ela vai sugerir que seja feita uma verificação das condições da caixa d'água da creche, onde os caramujos podem estar se criando.

O Centro de Informações Toxicológicas (CIT) não trabalha com o caramujo Achatina fulica, por se tratar de um vetor de doença, não sendo um animal peçonhento. A Vigilância Sanitária do Estado diz que a responsabilidade pelo controle da proliferação dos caramujos é do município. O secretário de Saúde de Florianópolis, Manoel Américo de Barros Filho, não foi localizado ontem para comentar o assunto.

Saiba mais

Caramujo africano

- O caramujo africano (Achatina fulica) foi introduzido no país na década de 1980 para substituir o escargot. O fracasso nas tentativas de comercialização levou os criadores a soltar os caramujos no ambiente silvestre. Como ele se reproduz rapidamente e não possui predadores naturais no Brasil, pode ser encontrado em praticamente todo o País.

- O Achatina fulica pode atingir até 15 centímetros de comprimento, sendo maior e mais alongado e escuro que a espécie nativa.

- O caramujo africano pode transmitir os vermes que causam peritonite e meningite. Um deles é o Angiostrongylus cantonensis, responsável por um tipo de meningite que ocorre principalmente na Ásia, havendo alguns casos descritos em Cuba, Porto Rico e Estados Unidos. Embora não haja registro dessa parasitose no Brasil, sua introdução é possível, principalmente em regiões próximas às áreas portuárias, através de ratos de navios que chegam de países asiáticos.

- O segundo parasito que pode ser hospedado pelo caramujo africano é o Angiostrongylus costaricensis, presente desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, capaz de levar a um quadro infeccioso grave chamado abdome agudo, podendo ser fatal.

- A melhor forma de controle e erradicação dos caramujos africanos é a catação manual, seguido da destruição por incineração ou água fervente. Os caramujos podem sobreviver se simplesmente descartados no lixo ou jogados em rios. Apesar de nunca terem sido encontrados caramujos africanos infectados no Brasil, é aconselhável o uso de luvas ou proteger as mãos com sacos plásticos ao manipulá-los.

- Além da questão ambiental e da saúde humana e animal, esses caramujos são também considerados pragas agrícolas pois se alimentam vorazmente de vários tipos de plantas ornamentais e de culturas de subsistência.

- A criação desse caramujo para comercialização é probida em vários países, mas no Brasil a prática da cultura dessa espécie ainda é comum.

Fonte: Pesquisadora Silvana Carvalho Thiengo, do Departamento de Malacologia do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz)


IEE lembra combate ao fumo

Alunos apresentam peça e distribuem folders

Os alunos do Instituto Estadual de Educação (IEE), em Florianópolis, lembraram o Dia Mundial de Combate ao Fumo, comemorado, ontem, com uma peça teatral. O espetáculo "Os Malefícios do Cigarro" foi apresentado no pátio do colégio durante o intervalo das aulas do período da manhã e da tarde. A iniciativa partiu do grêmio estudantil Edson Luiz.

Segundo o presidente do grêmio, Guilherme Pontes, é grande a preocupação dos estudantes com o número de fumantes e com os problemas de saúde provocados pelo hábito de fumar. Junto com a apresentação teatral, a agremiação também realizou diversas atividades para a conscientização e prevenção dos malefícios do tabagismo, incluindo a distribuição um folder aos alunos, professores e funcionários.

Guilherme conta que a idéia da campanha surgiu a partir da proibição do uso de cigarros no interior de estabelecimentos públicos. "Foram colocadas várias placas alertando sobre a proibição, mas este ato causou muita rejeição, inclusive entre os estudantes", aponta. A legislação federal e estadual proíbe o ato de fumar em recinto coletivo, privado ou público, salvo em áreas destinadas exclusivamente para este fim, devidamente isoladas e com arejamento conveniente. Estão incluídos nesta determinação repartições públicas, postos de saúde, bibliotecas, salas de aulas, salas de cinema e teatro, além de restaurantes.

De acordo com o presidente, ao invés da simples proibição, o grêmio é favorável a uma política de conscientização. "Queremos mostrar para as pessoas todos os malefícios que o cigarro causa, por isso, escolhemos montar uma peça teatral", diz Guilherme. Durante a semana, os integrantes do grêmio estarão passando nas salas de aula para conversar com os alunos e distribuir material explicativo. Os panfletos foram produzidos pelos alunos e trazem informações sobre os malefícios que o cigarro causa ao meio ambiente e à saúde.


ORELHÃO - Lei do silêncio

A Vigilância Sanitária Estadual interditou o uso da churrasqueira e do salão de festas do Sindicato dos Servidores da UFSC (Sintufsc). Motivo: "Boa parte dos filiados não está respeitando a regra de manter o som baixo depois das 22 horas. Por causa disso e do alto tom das conversas, o sindicato recebeu um auto de intimação de Vigilância Sanitária Estadual exigindo que seja feito um laudo de impacto acústico".


AGENDA - Amputados

O Centro de Educação Física, Fisioterapia e Desportos da Universidade do Estado de Santa Catarina(Cefid/Udesc) e a Ortopédica Catarinense, estão em busca de parceiros para a promoção do Dia da Integração 2004 - 2º Encontro Sul Brasileiro de Amputados e Usuários de Próteses Ortopédicas e 1o Simpósio de Reabilitação Plena em Amputados. O apelo será detalhado, hoje, às 16 horas durante café na tarde no Hotel Canto da Ilha.


Ministro defende aumento do preço do cigarro

Portaria prevê tratamento da dependência pelo SUS

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Humberto Costa, defendeu ontem o aumento do preço do cigarro brasileiro - o sexto mais barato do mundo. Embora a elevação da alíquota do IPI em 20% tenha sido autorizada em dezembro, o ministro afirma que esse índice pode ser ampliado. "É possível fazer mais. Vamos conversar com a área econômica, mas tenho certeza de que podemos aumentar o preço sem que haja um aumento do comércio ilegal", disse o ministro, depois de participar das comemorações do Dia Mundial Contra o Fumo, em Brasília.

O aumento do preço do cigarro é um dos pilares para o combate ao tabagismo, defendido há anos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, a idéia sempre sofreu resistências. Entre elas, a de que um aumento excessivo poderia implicar queda da arrecadação de impostos e estímulo ao mercado negro. "Este é um dos mitos que precisam ser enfrentados", afirma a diretora da OMS para o combate ao tabagismo, Vera Luiza Costa e Silva.

Para marcar a data, Costa assinou portaria que prevê tratamento da dependência do fumo na rede pública de saúde. A meta é garantir que, até 2006, toda a rede esteja capacitada para oferecer a terapia, incluindo medicamentos, gomas e adesivos para reposição de nicotina e antidepressivo usado na síndrome de abstinência. Para a compra de medicamentos, serão liberados este ano R$ 5,4 milhões.

Estima-se que no Brasil 200 mil pessoas morram por ano de doenças relacionadas ao cigarro.

Menos viciados

Uma pesquisa feita em 16 capitais brasileiras entre 2002 e 2003 mostra que o número de fumantes no País começa a cair. Em 1989, o Rio de Janeiro, por exemplo, tinha 30% de fumantes. Agora, a taxa passou para 17%. "Os grupos mais vulneráveis ao cigarro hoje são habitantes de grandes centros urbanos e pessoas de classe econômica menos privilegiada", observa o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. Pelo levantamento, a cidade com maior taxa de fumantes é Porto Alegre, 24,1% dos entrevistados. Em seguida, vem Curitiba (21,5%) e Belo Horizonte (20,4%). Ao observar dados gerais, o índice de fumantes no Brasil é um pouco melhor do que o registrado em países desenvolvidos, afirma Barbosa.


Teatro de fantoche alerta para os males do fumo

CHAPECÓ - O Dia Mundial de Combate ao Fumo foi lembrado de forma criativa, inteligente e divertida em Chapecó. Crianças atendidas pelo Serviço de Atenção Psicossocial (SAPS), do bairro São Cristóvão, driblaram o frio pela manhã com atividades lúdicas. Dentro de uma sala de recreação, as crianças encenaram uma pequena peça de teatro de fantoches, na qual o cigarro foi o tema central. Um dos mais animados atores, Dionatan Pereira, 10 anos, aluno da 4ª série, fez o papel de filho no roteiro que previa um debate em família. Ele mandou um recado para a turminha: "Fumar não é legal amiguinhos", disse o estudante, com um personagem infantil de pano na mão direita.

Na escola, na televisão e no SAPS, Dionatan aprendeu que o cigarro causa sérios males à saúde e encurta a vida. "As pessoas começam a fumar e depois têm dificuldade para parar. Ele pode até matar", ensinou o menino, que se orgulha de viver numa família onde o fumo não entra.

A psicóloga Rosa Maria Chiaradia, coordenadora do SAPS, disse que durante o processo terapêutico, crianças e adolescentes recebem orientações gerais de saúde. "Através de atividades lúdicas, eles trazem seus conflitos e sua vivência familiar para serem trabalhados na terapia", explicou.

Além das atividades que abrangem cerca de 800 pacientes, a Secretaria de Saúde de Chapecó desenvolve trabalhos educativos de orientação nas empresas e escolas a fim de conscientizar a população sobre os males do tabaco. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) também estão integradas nesse trabalho, disponibilizando orientações aos usuários sobre os prejuízos que são causados pelo fumo.O tabagismo causa enormes prejuízos à saúde e seu consumo é considerado a maior causa externa no aparecimento do câncer. Durante o consumo do cigarro, a pessoa introduz no organismo mais de 4.700 substâncias tóxicas.


Sul mobilizado contra o cigarro

LAGUNA / TUBARÃO / CRICIÚMA - Nas 13 escolas de Laguna, no Sul do Estado, os professores discutiram os malefícios do cigarro nas salas de aula. As crianças foram estimuladas a realizar concursos de frases, produção de cartazes e redações. Já nos postos de saúde, os integrantes do Programa da Saúde da Família (PSF) distribuíram panfletos para as comunidades e foram realizadas palestras educativas nas entidades. Segundo a coordenadora do Programa Saúde da Família (PSF) de Laguna, enfermeira Raquel Xavier, iniciativas como esta fazem com que as pessoas parem e pensem antes de acender um cigarro.

Em Tubarão, o prefeito Carlos Stüpp (PSDB) sancionou o projeto de lei nº 2.809, de 12 de abril de 2004, onde é proibido fumar, acender ou conduzir acesos cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto derivado ou não do tabaco em toda e qualquer dependência das escolas da rede municipal de ensino, quer seja no interior de salas ou em áreas abertas.

Já a Secretaria de Saúde de Criciúma está realizando um levantamento de todos os funcionários fumantes que trabalham nas unidades de Saúde do município. O objetivo é implantar um programa de controle ao tabagismo. "É importante desenvolver campanhas para a população, mas este exemplo tem que partir de nós", diz o secretário de Saúde, Orasil Pina. Após o levantamento, será desenvolvido o programa "Unidades de Saúde Livres do Cigarro", que será realizado em quatro estágios. No primeiro encontro, o objetivo é fazer as pessoas entenderem porque se fuma e como isso afeta a saúde. No segundo, o tema é "Os primeiros dias sem fumar". Na terceira sessão, será discutido como vencer os obstáculos para permanecer sem o vício e na última etapa serão abordados os benefícios obtidos após parar de fumar.


Gincana contra o tabaco

PIÇARRAS - Jéssica, Maciane e Andressa. Esses são os nomes das únicas alunas da 4ª série da Escola São Braz, em Piçarras, cujos pais não fumam. Os outros 25 da mesma turma têm pelo menos um deles viciado em tabaco. "Meus pais me mandam comprar cigarro", conta a pequena Alexandra. Com lenços pretos na cabeça, toda a turma esteve reunida na tarde de ontem, no Ginásio Figueirão. Eles participaram na gincana que marcou a passagem do Dia Nacional Contra o Fumo. Ao todo, 250 crianças da 4ª a 8ª série de oito escolas públicas e particulares do município se reuniram para apresentar os cartazes. Os mais velhos tiveram ainda que realizar um desfile ou encenação contra os males do cigarro.


Joinville conscientiza

JOINVILLE - Em Joinville, 500 estudantes da rede pública se reuniram no Teatro Juarez Machado, ontem à tarde. A Secretaria da Saúde do município organizou uma programação voltada à conscientização dos adolescentes.A médica pneumologista Maria Júlia Coimbra disse, durante a palestra, que "fumar não é falta de juízo, mas um vício, uma doença". O grupo de teatro "Em Cena" apresentou uma peça, que abordou de forma engraçada os malefícios do cigarro.


Meningite causa óbito em Joinville

Secretária da Saúde alerta para a chegada antecipada do frio e as doenças respiratórias propícias em um ambiente úmido

JOINVILLE ­ A chegada antecipada do frio fez com que as enfermidades de inverno também viessem mais cedo. Alergias, bronquites, gripes, pneumonias e sinusites são as principais mas, além delas, a meningite também aumenta sua incidência com o frio e começa a apresentar suas primeiras vítimas. Este ano, já foram 52 casos em Joinville, 12 deles de meningite meningocócica (três a mais que no ano passado). Apenas um óbito foi registrado na cidade.

A secretária municipal da saúde, Ana Sílvia Milhazes Zanon, acredita que a diferença de temperatura deste ano, com relação aos anos anteriores, deve servir de alerta à população. "Estamos com um outono mais úmido e mais propício a doenças respiratórias", afirma. Segundo ela, as pessoas devem evitar os ambientes fechados e, a qualquer sinal de doença febril, devem procurar os postos de saúde da cidade. "As crianças devem ser bem agasalhadas e os pais devem estar atentos às creches, para que o ambiente seja arejado", sugere a secretária. Ela lembra ainda que, sempre que o tempo der sinal de melhora, a população deve abrir suas casas, afim de evitar qualquer foco das bactérias e dos vírus que causam a meningite. Para se prevenir, o ideal é tratar com atenção os casos de gripe e infecções na garganta ou nas vias respiratórias.

A meningite pode começar com uma gripe forte, acompanhada de dor de cabeça e rigidez na nuca, febre alta e sonolência. Mesmo com esses sintomas evidentes, é obrigatória a punção lombar (retirada de líquido da espinha), para que o diagnóstico seja comprovado e possa ser identificado o tipo de patógeno (vírus, bactéria ou fungo) que causou a infecção. Dependendo da origem, pode causar surtos e epidemias.

As formas agudas da doença (bacterianas, originadas por penumococos, germe da pneumonia ou meningococos) têm a evolução rápida, ao longo de algumas horas. As meningites originadas por fungos ou vírus podem ter uma evolução lenta, em semanas ou meses. A maioria é mesmo benigna e evolui sem tratamento. Nos casos de meningite viral, basta ter os cuidados de um resfriado.

A meningite meningocócica, que atinge preferencialmente crianças abaixo de quatro anos (70% das infecções) e adultos jovens, é considerada uma doença de alta letalidade. A única maneira de evitar sua disseminação é o diagnósticos precoce, o tratamento adequado e a realização de quimioprofilaxia com antibiótico específico para as pessoas que tiveram contato íntimo e prolongado com o doente. Caso não seja diagnosticada e tratada rapidamente, pode matar em até 48 horas. (Sabrina Passos)


Campanha de imunização

JOINVILLE ­ O primeiro dia da campanha de vacinação foi de pouco movimento nos 53 postos e ambulatórios de Joinville. Além da gotinha contra poliomielite, para crianças de zero a cinco anos, a rede pública de saúde da cidade também está oferecendo a vacina contra a gripe para bebês de seis meses a um ano de vida. A meta é imunizar 39,302 crianças contra a paralisia infantil e 3,6 mil bebês contra a gripe no município.

No Posto de Saúde do Bucarein, um dos maiores da cidade, nenhuma família procurou pela vacina contra gripe e em torno de dez crianças, apenas, receberam a gotinha contra a pólio. Isabelle, de dois anos, foi uma das crianças imunizadas. A mãe, Mariane Carvalho, 21 anos, aproveitou a tarde de ontem para colocar em dia a carteira de vacinação da menina. "Eu a trouxe para tomar a gotinha, mas tem uma outra vacina que está atrasada", diz.

Enquanto esperava por uma consulta odontológica no ambulatório, Terezinha Rodrigues, 44 anos, também levou a filha, Ana Paula, de quatro meses, para tomar a gotinha contra a pólio. "A vacina é importante e os pais tem de se conscientizar disso. É responsabilidade nossa estar com a carteira de vacinação em dia". As campanhas, tanto da pólio quanto da gripe, terminam no sábado, Dia Nacional de Vacinação, e conforme a coordenadora, Vera Lúcia Freitas, não haverá prorrogação.

Mesmo as crianças que tiverem febre e diarréia devem receber a gotinha contra a pólio. Já a vacina contra a gripe (que é injetável) só não pode ser tomada por crianças com febre acima de 38 graus. (Genara Rigotti)


Sul do Estado quer vacinar 26.178 crianças

TUBARÃO ­ Os 17 municípios que compõem a Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel), no Sul do Estado, iniciaram ontem a campanha de vacinação contra a paralisia infantil. Deverão ser vacinadas 26.178 crianças.

Na cidade de Tubarão, a meta é vacinar 6.675 crianças; em Laguna, 3.666; em Imbituba, 2.870; em Braço do Norte, 2.574; e em Capivari de Baixo, 1.574 crianças. De acordo com a 20ª Regional de Saúde, 35 mil doses da vacina foram distribuídas para as secretarias de Saúde.

Em Capivari de Baixo, as doses estão sendo distribuídas nos postos do Programa de Saúde da Família (PSF) e nas escolas do município. Além de vacinação contra a pólio, estarão disponíveis vacinas contra o sarampo, coqueluche e difteria.

Em Criciúma, a campanha teve início na Praça Nereu Ramos. No sábado, 93 postos estarão disponíveis em todo o município. Também haverá 30 postos volantes.


Cai a incidência de Aids em Santa Catarina

BLUMENAU ­ A incidência de Aids em Santa Catarina vem diminuindo nos últimos três anos. A informação foi prestada ontem, em Blumenau, no primeiro dia do Seminário Catarinense de DST/HIV/Aids, pelo médico Ricardo Alexandre Freitas, primeiro palestrante do evento. Ele citou dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. O evento reúne aproximadamente 400 profissionais da área de saúde em Santa Catarina.

O seminário, organizado pela Secretaria de Saúde de Blumenau, termina amanhã. Estão sendo discutidos temas ligados ao tratamento de quem já desenvolveu a doença e orientações para evitar novos contágios.

O secretário da Saúde, Édson Adriano, ressalta que o encontro ganha, de imediato, a dimensão de uma das principais atividades de discussão sobre Aids em todo o Estado. "Não podemos deixar de debater e traçar estratégias para conter os índices de infectados no município e no Estado, além de garantir tratamento para os nossos pacientes".

O médico Ricardo Freitas, secretário de Saúde do município de Ilhota e infectologista do Hospital Dia, de Blumenau, afirmou que incidência da Aids em Santa Catarina vem caindo nos últimos três anos, porém a média da região Sul envolvendo os três Estados juntos, aumentou. "O Sudeste do Brasil registrou 84% de incidência nacional, enquanto no Sul, a média ficou em 16%", observou. Ele disse que a média em Santa Catarina é de 4,7%, e em Blumenau, de 0,3%. "Em Santa Catarina e em Blumenau a média tem caído graças ao trabalho dos órgãos de saúde".



Adocon pede por gestante

SÃO BENTO DO SUL ­ A Associação de Defesa das Mulheres, Donas-de-casa e do Consumidor de São Bento do Sul (Adocon) reuniu-se com a direção do Hospital e Maternidade Sagrada Família e com representantes da secretariam municipal de Saúde para debater a necessidade de melhoria no atendimento hospitalar às gestantes. O ponto principal da pauta foi a adequação à Lei 12.133, que garante o direito da gestante a um acompanhante nos períodos de pré-parto, parto e pós-parto. O hospital de São Bento do Sul, que não vem cumprindo a determinação legal, prometeu uma ampliação.



Remédio será distribuído

TUBARÃO ­ A falta de medicamentos gratuitos na farmácia central da Prefeitura de Tubarão deverá estar resolvida nos próximos dias, garantiu ontem o secretário da Saúde, Evaldo Tonelli. As propostas de um processo de licitação para a compra de R$ 150 mil em remédios serão abertas hoje. Segundo Tonelli, o suprimento vai estar disponível ainda nesta semana. Ele explica que a quantidade de medicamentos oferecidos pelo Ministério da Saúde e pelo governo estadual não tem sido suficiente para atender a todos. A Prefeitura decidiu então compensar, comprando o que falta.


MOACIR PEREIRA - Saúde

O secretário Dado Cherem concede coletiva à imprensa hoje, a partir das 16 horas. Vai divulgar as informações levantadas sobre contratações milionárias feitas pela gestão do deputado Fernando Coruja Agustini, sem licitação. Os partidos de oposição anunciam para quinta-feira a formalização de denúncias no TCE e no ministério público. Os contratos superam R$ 202 milhões.



RAUL SARTORI - Projeto rejeitado

A comissão de finanças e tributação da Câmara dos Deputados rejeitou projeto de lei complementar da deputada Luci Choinacki (PT-SC), que obriga os fabricantes de bebidas a pagar o tratamento das vítimas do alcoolismo. A proposta cria uma nova Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), na base de 1% sobre o lucro das empresas fabricantes e importadoras de bebidas alcoólicas, para financiar os tratamentos em clínicas terapêuticas credenciadas, hospitais e unidades psiquiátricas da rede pública de saúde.


CANAL ABERTO - Contraponto

O secretário Dado Cherem apresenta hoje, em entrevista coletiva, relatório minucioso sobre as denúncias formuladas pela bancada do PP na semana passada. Em 2003 exatos R$ 203 milhões foram empenhados na Saúde, com apenas R$ 71,5 milhões pelo critério de dispensa de licitação, e não R$ 202 milhões como chegou a acusar a oposição.



APONTAMENTOS - Saúde 1


O Hospital São José, de Criciúma, lançou em sessão especial da Câmara de Vereadores, o Projeto Amigos do Bem. O projeto pretende unir toda a comunidade na busca por recursos para a ampliação das instalações físicas e de recursos humanos do São José. A diretora-geral do hospital, irmã Líbera Mezzari, explica que entre os planos do Hospital São José está a construção de um novo prédio, onde atualmente existe uma área de estacionamento.



APONTAMENTOS - Saúde 2

Na última semana, o Conselho Municipal de Saúde de Criciúma aprovou a solicitação de teto financeiro para o serviço de radioterapia do São José. Agora, a direção da instituição aguarda pela liberação dos R$ 80 mil para iniciar o atendimento aos pacientes portadores de câncer através do SUS. Segundo o assessor administrativo do São José, Altamiro Bitencourt, os atendimento serão iniciados logo que a verba for liberada.



APONTAMENTOS - Saúde 3

A exemplo do São José, o Hospital São Roque, de Jacinto Machado, também está realizando uma campanha para evitar o fechamento da instituição. Segundo o diretor Vanir Zanata, a verba repassada hoje pelo SUS não é suficiente nem mesmo para cobrir a folha e se não houver uma mudança no quadro o São Roque pode acabar o ano de portas fechadas. "A situação é crítica."



Jornal Diário Catarinense:


SUS vai distribuir goma de nicotina

Governo abre toda a rede pública ao tratamento, com medicamentos, para quem parar de fumar

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Humberto Costa, assinou ontem uma portaria incluindo o tratamento de dependência do tabagismo no atendimento básico do Sistema Único de Saúde (SUS). Até o início do ano, esse tipo de tratamento era feito em apenas seis centros especializados.

Além disso, o ministro disse que vem discutindo com a equipe econômica a possibilidade de aumentar os impostos de cigarros. No final do ano passado, o governo aumentou em 20% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros. "Não tenho dúvida de que será possível, sem reduzir a arrecadação, ter um incremento no preço do cigarro, mas vai depender de decisão de governo", disse Costa.

O ministro disse que até 2006 todos as pessoas que quiserem parar de fumar terão acesso a medicamentos para crises de abstinência. A partir deste ano, o SUS passará a distribuir para as pessoas atendidas adesivos e gomas de mascar de nicotina, além do medicamento bupropiona (usado em crise de abstinência).

Ele disse que serão investidos R$ 5,4 milhões na compra de medicamentos em 2004. A licitação, segundo o diretor geral do Inca, José Gomes Temporão, será feita em 30 a 45 dias. "O atendimento apenas nos centros especializados não funcionou porque o acesso aos medicamentos não era garantido. Não adianta ter política radical se não garantir tratamento. Agora teremos o atendimento."

Fiscalização já proibiu até ministro

Segundo o diretor geral do Inca, os pacientes serão avaliados por uma equipe e, a partir daí, receberão indicação para terapia em grupo, com medicamentos, se for necessário. Segundo o ministro Humberto Costa, o governo fará uma articulação com prefeituras e Ministério Público dos estados para intensificar a fiscalização de venda de cigarros para jovens.

Costa elogiou o trabalho do Ministério Público do Distrito Federal, que, com a Vigilância Sanitária, vem fazendo fiscalizações para evitar fumo em locais fechados. Em uma dessas fiscalizações, o ministro Ciro Gomes foi proibido de fumar enquanto participava de audiência.

Drogas na escola

Droga mais consumida: álcool
Álcool 34,5%
Cigarro 14%
Maconha 1,5%
Inalante 0,7%
Crack 0,3%
Alucinógeno 0,3%
Anabolizante 0,3%
Cocaína 0,3%
Ecstasy 0,3%

- Consumo de álcool por idade
Anos - Percentual de uso
10 - 7,1
11 - 15,9
12 - 23,6
13 - 34,2
14 - 51,4

- Consumo de drogas
Meninos 44,9%
Meninas 55,1%
Pesquisa com 943 alunos (478 meninos e 465 meninas) da 5ª a 8ª série da rede pública municipal de Santos (SP), dos quais 36,1% admitiram que já tinham experiência com consumo de drogas lícitas ou ilícitas.
Fonte: Secretaria Municipal da Saúde de Santos



Cigarros são trocados por maçãs

No Dia Mundial sem Tabaco, ontem, estudantes de Fisioterapia e de Fonoaudiologia da Faculdade Estácio de Sá, de São José, entregaram panfletos sobre os malefícios do tabaco no Centro da Capital e promoveram uma troca saudável: maças por cigarros.

Por causa da data, estudantes da Escola Técnica de Enfermagem Geração fizeram testes de pressão arterial e colaboradores do Laboratório Sanofi fizeram testes de glicose e de colesterol. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, três em cada 10 brasileiros fuma ou já fumou cigarro.



MP investiga contratos em hospitais

LIZIANE RODRIGUES/ JOINVILLE - O procurador da República David Lincon abriu inquérito para apurar possíveis irregularidades na contratação de funcionários nos hospitais públicos de Joinville.

De acordo com a denúncia que ele ouviu ontem, os servidores estariam contratados para 40 horas semanais, ao mesmo tempo, no Hospital São José, mantido pelo município, e no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, mantido pelo Estado.

Este procedimento é considerado irregular e foi denunciado ontem por uma mulher que foi demitida do Regional porque não se desligou do São José, onde tinha contrato de 40 horas, disse o procurador. "Ela acreditava que sua demissão teria sido equivocada, já que outros colegas seus têm contratos de 40 horas nos dois hospitais."

Ele vai pedir explicações aos diretores dos hospitais e a listagem dos funcionários das instituições. "Se os funcionários tiverem omitido dados sobre a carga horária para conseguir outro emprego, poderão ser processados por falsidade ideológica."



Escândalo reduz doação de sangue

Blumenau perde 600 voluntários com a descoberta de fraude no Ministério da Saúde

SUSAN LIESENBERG/ AGÊNCIA RBS/BLUMENAU - A descoberta do desvio de R$ 2 bilhões em recursos para a compra de hemoderivados ao Ministério da Saúde, realizada na Operação Vampiro da Polícia Federal, resultou em queda de 30% nas doações de sangue no Centro Hemoterápico de Blumenau.

A unidade abastece, sozinha, 12 município do Vale do Itajaí e disponibiliza, atualmente, 150 bolsas de sangue, insuficientes para atender a região. Desde a divulgação do escândalo, cerca de 600 dos 1,6 mil voluntários mensais deixaram de fazer doações.

Segundo o diretor-técnico Delson Morilo Langaro, a debandada repentina dos doadores seria justificada pela compreensão equivocada de que os bancos de sangue têm envolvimento no caso. "Desde que o desvio de recursos foi descoberto e veio a conhecimento público, muitos voluntários desapareceram", lamenta Langaro.

A investigação da Polícia Federal, batizada de Operação Vampiro, prendeu pelo menos 17 pessoas envolvidas em fraudes na compra de produtos e medicamentos para hemofílicos.

As doações de sangue caíram 30% do Centro Hemoterápico Blumenau, anexo ao Hospital Santa Isabel, único da região. Para se ter um estoque seguro para a demanda, seriam necessárias 200 bolsas de sangue disponíveis permanentemente, com 300 mililitros cada uma. Até o final de semana, as geladeiras do centro dispunham de 150 bolsas. "Há sempre possibilidade de transplantes e há um aumento considerável de acidentes de trânsito nos sábados e domingos, o que requer um estoque maior", aponta Langaro.

Transplante de fígado consome 80 bolsas

Com o frio, doadores se recolhem e a ausência dos voluntários torna ainda mais complicado o abastecimento do banco de sangue para emergências. Para um transplante de fígado, exemplifica o diretor-técnico, são utilizadas cerca de 80 bolsas para transfusão, o que desfalca metade do número disponível numa só cirurgia.

"Em situações de extrema urgência, pedimos as colaboração de funcionários de empresas, soldados do exército e voluntários cadastrados nos nossos. Mas antes desse equívoco, as doações eram espontâneas e freqüentes", cita.

O Centro Hemoterápico tem 80 mil pessoas cadastradas, distribuídas pelo Vale do Itajaí. Cerca de 40% das doações do volume vêm de voluntários eventuais. "E são justamente esses que debandaram e estão fazendo falta", completa Langaro.

Fique por dentro

- Quem pode doar
Homens e mulheres com faixa etária entre 18 e 65 anos
Pessoas com mais de 50 quilos
Voluntários que não tiveram hepatite B e C após os 10 anos
Quem não tem anemia
Pessoas com a pressão sangüínea controlada
Homens e mulheres com hábitos alimentares saudáveis
Quem não ingeriu bebidas alcoólicas nas últimas 24 horas
Voluntários que não tenham consumido alimentos ricos em gordura nos dias anteriores

- Quando e como
Não existe horário para a doação. Recomenda-se fazer um lanche com alimentos leves antes de doar
Não é recomendado doar sangue antes de tarefas que exijam desgaste físico intenso, como trabalho braçal e prática esportiva
É sugerido que o doador aguarde até 24 horas para voltar a fazer atividades de maior impacto
Fonte: Centro Hemoterápico Blumenau


Capital precisa de mais 500 doadores

Escassez e demanda crescente afetam a agenda e provocam adiamentos de cirurgias

A falta de doadores de sangue está causando transtornos no Hemosc da Grande Florianópolis. Apesar de não ter relação com a Operação Vampiro, deflagrada em Brasília, pela Polícia Federal, para apurar irregularidades com derivados, a falta de sangue está fazendo com que algumas cirurgias sejam adiadas.

"Aqui em Florianópolis a queda de doadores não tem relação com essa fraude, nossos doadores não fazem essa ligação", diz Jane Martins, da gerência técnica do Hemosc. Na Capital, o Hemosc recolhe 2,5 mil bolsas por mês. Há três anos captava 1,8 mil. "Apesar de termos um aumento no número de doações, a demanda é muito maior. Hoje precisaríamos ter 500 doadores a mais", explica. O Hemosc da Capital funciona na Rua Othon Gama D'Eça, 756, no Centro da Capital, das 7h30min às 18h.

A desinformação chegou a afetar a rotina dos doadores, por causa da fraude no Ministério da Saúde. Os mais conscientes acerca do problema, que normalmente precisaram ou conhecem alguém próximo que precisou de sangue, têm outra visão.

"Foi um equívoco tremendo. O sangue que doamos não tem relação com este caso. Os doadores podem acabar precisando", diz a massoterapeuta Sheila Luciane Leite, 30, de Blumenau. "Um familiar já esteve numa emergência e precisou de sangue. Hoje, retribuo o bem."

A estudante Flávia Moreira Faustino, 22, doa sangue pela segunda vez. "E vou voltar sempre que puder. A doação é uma participação social importante e da qual me orgulho em fazer parte. Não dói nada, como imaginam", avisa, para quem se intimida com temor de agulhas.



Últimos dois presos devem deixar a cadeia ainda hoje

BRASÍLIA - Apenas dois dos 17 supostos integrantes do esquema que desviava dinheiro das compras do Ministério da Saúde e superfaturava licitações estão presos.

Ontem, o empresário Marcos Jorge Chaim foi solto. Ele ficou cinco dias em prisão temporária, acusado de participação. Permanecem presos os empresários Lourenço Rommel Peixoto e Jaisler Jabour de Alvarenga.

Hoje, ambos completam 10 dias de detenção, período máximo para a prisão. O advogado de Jabour informou que iria requerer a liberdade de seu cliente. No sábado, 11 acusados foram liberados após a Justiça negar o pedido de prorrogação da prisão temporária ou convertê-la em preventiva.

Entre os presos liberados estava o ex-coordenador de Recursos Logísticos do ministério Luiz Cláudio Gomes da Silva, nomeado pelo próprio ministro Humberto Costa em 2003. Eles trabalharam juntos em Pernambuco.



SERVIÇO - Esquizofrenia

Os diversos quadros psiquiátricos como a esquizofrenia, doença que atinge cerca de 1% da população, sendo geralmente incapacitante, serão discutidos durante o 3º Simpósio Cérebro Mente, nos dias 4 e 5 de junho. O evento acontecerá no Colégio Objetivo, em Criciúma, reunindo palestrantes de reconhecimento nacional, provenientes de São Paulo e Porto Alegre, em torno do tema Psicose: Das Bases Biológicas ao Tratamento. A promoção é do Instituto Cérebro e Mente, em parceria com os cursos de Psicologia, Farmácia de Medicina da Unesc. Informações através do telefone (48) 431-2650.


SERVIÇO - Café da tarde

A Udesc, através do Centro de Educação Física, Fisioterapia e Desportos e a Ortopédica Catarinense, promovem um café, hoje, às 16h, no Hotel Canto da Ilha, para buscar parceiros para a promoção do Dia da Integração 2004 que será o II Encontro Sul Brasileiro de Amputados e Usuários de Próteses Ortopédicas e I Simpósio de Reabilitação Plena em Amputados. O Encontro tem o objetivo de promover a integração entre amputados, usuários de próteses ortopédicas e as instituições participantes através de atividades esportivas e recreativas.



SERVIÇO - Saúde preventiva

O Colégio Adventista de Florianópolis desenvolveu o projeto Saúde é coisa séria. O projeto entra em ação hoje e pretende envolver toda a família em diversas atividades. São palestras, piqueniques, curso de culinária gratuito, estandes, pesquisas, lanches com cardápio sugestivo para a família, entre outras ações. A largada acontece hoje às 11h, no Bairro Estreito.



ESTELA BENETTI

Hospitalar - Oito empresas de SC buscam mais negócios na Hospitalar 2004, exposição de produtos e serviços para hospitais que abre hoje, em São Paulo. Vão participar a Blumimpex e a Missner, de Blumenau; a Controller, de Florianópolis; a Weg Industrial, Weg Química e Adlin Plásticos, de Jaraguá do Sul; a Döhler e a Casabrasile, de Joinville; e a Olsen, de Palhoça.

Social - A Unimed Chapecó conquistou a certificação e o selo de responsabilidade social concedido pelo sistema nacional Unimed às unidades que se destacam em ações sociais. Luiz Roberto Dalla Costa, presidente da Unimed Chapecó, informa que em 2003 a cooperativa sustentou 11 projetos sociais. A certificação considera também a atuação ética nas atividades e a preservação do meio ambiente.




Jornal de Santa Catarina:


Blumenau antecipa vacinação antipólio

Com 28 postos e 650 voluntários, cidade espera por 22 mil crianças

BLUMENAU - Até o próximo sábado, cerca de 22 mil blumenauenses de zero a cinco anos de idade deverão participar da Campanha Nacional de Vacinação Contra Poliomielite. Em Blumenau, 650 voluntários da Secretaria Municipal de Saúde trabalham desde ontem nos postos e unidade de saúde da cidade para atingir a meta. No Vale do Itajaí, um total de 90 mil crianças devem ser vacinadas até o dia 5 de junho, metade delas só nas regiões de Blumenau e Itajaí.

O dia oficial da mobilização está marcado para sábado, mas as vacinações já estão disponíveis em 28 postos e unidades de saúde do município. No sábado, dia 5 de junho, a estrutura será ampliada para as ruas. Serão instalados 90 postos fixos, incluindo as escolas, centros de compras, o Castelinho de Turismo (antiga Moellmann) e os terminais urbanos, com exceção do Garcia e da Velha. Além disso, cinco barreiras com soldados do exército e voluntário da Vigilância Epidemiológica Municipal da Secretaria de Saúde serão montadas. "Os pais e responsáveis não devem deixar de levar a caderneta de vacinação para atualizações e garantia da dosagem", lembra a enfermeira da Vigilância Epidemiológica Edira Fátima Fernandes.

A poliomielite é uma doença causada pelo poliovírus. Embora seja mais comum em crianças, também pode ocorrer em adultos. A transmissão é feita através de contato fecal-oral, o que transforma locais com condições sanitárias inadequadas e de higiene precária nos mais propícios à contaminação.

Serviço

Onde vacinar - Em qualquer um dos 28 postos de saúde com sala de vacinação mantido pela prefeitura. No sábado, dia oficial da mobilização, haverá ainda postos volantes. Informações pelo telefone (47) 326-6876


Ministério vai incentivar abstinência de fumantes

Governo promete remédios, adesivos e gomas de mascar para quem quiser parar de fumar

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Humberto Costa, assinou ontem portaria incluindo o tratamento de dependência do tabagismo no atendimento básico do Sistema Único de Saúde (SUS). Até o início do ano, esse tipo de tratamento era feito em apenas seis centros especializados. O ministro disse que até 2006 todos as pessoas que quiserem parar de fumar terão acesso a medicamentos para atender a crises de abstinência.

A partir deste ano, o SUS passará a distribuir para as pessoas atendidas adesivos e gomas de mascar de nicotina, além do medicamento bupropiona (usado por pacientes com crise de abstinência). Serão investidos R$ 5,4 milhões na compra de medicamentos em 2004.

A licitação, segundo o diretor-geral do Inca, José Gomes Temporão, será feita em 30 a 45 dias. "Houve uma avaliação de que o atendimento apenas nos centros especializados não funcionou porque o acesso aos medicamentos não era garantido, e a remuneração pelo serviço não estava regulamentada. Não adianta ter política radical se não garantir tratamento. Agora teremos o atendimento em toda a rede", afirmou Temporão. Segundo o diretor-geral do Inca, os pacientes serão avaliados por uma equipe treinada e, a partir daí, receberão indicação para terapia em grupo, com uso de medicamentos se for necessário.

Cigarretes

- Pesquisa do IBGE indica que o hábito de fumar é mais comum entre os mais pobres. Famílias com orçamento mensal menor ou igual a R$ 400 gastam quase cinco vezes mais da renda familiar com tabaco do que as famílias com renda acima de R$ 6 mil. Também mostra que nas famílias com renda mensal menor ou igual a R$ 400 as despesas com fumo são quase duas vezes maiores do que o despendido com educação

- O Ministério Público do Distrito Federal, juntamente com a Vigilância Sanitária, vem fazendo fiscalizações para evitar fumo em locais fechados. Em uma dessas fiscalizações, o ministro da Integração Nacional Ciro Gomes foi proibido de fumar enquanto participava de audiência pública na Câmara dos Deputados na semana passada

- O governo está estudando formas de aumentar ainda mais a alíquota do imposto sobre produtos industrializados (IPI) do cigarro como forma de aumentar o preço do produto e reduzir o acesso. O ministro Humberto Costa não disse em quanto poderia ser o reajuste, mas lembrou que em dezembro passado já houve um aumento de cerca de 20% do imposto



Jornal O Estado:


Cigarros são trocados por maçãs na Capital

Diversos florianopolitanos trocaram seus cigarros por maçãs, ontem durante todo o dia, na “Blitz do Coração”, uma campanha realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, em comemoração ao Dia Mundial sem Tabaco. Postos de atendimentos foram montados no Centro da cidade, onde foi possível realizar exames de pressão, triglicerídios, colesterol e avaliar a massa corporal. O projeto foi realizado em parceria com várias instituições, como a universidade Estácio de Sá e Escola Técnica Geração, que disponibilizaram 60 alunos dos cursos de fisioterapia e fonoaudiologia para atender a população. Além disso, material informativo alertando sobre o uso do cigarro também foi distribuído.

Os estudantes alertaram principalmente sobre os sintomas que atingem os fumantes, ao longo dos anos. Entre eles, estão as doenças cardíacas, câncer, impotência sexual, dentes amarelados e baixo rendimento físico. No Brasil, cerca de 30 milhões de pessoas são fumantes, e aproximadamente 200 mil morrem por ano em decorrência de doenças relacionadas ao vício.

Assinatura - O Ministério da Saúde assinou ontem, em Brasília, uma portaria que prevê o tratamento da dependência do tabagismo. O paciente receberá apoio médico e de medicamentos da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) para parar de fumar. O ministério deverá investir cerca de R$ 5 milhões na compra de adesivos e goma de mascar antitabagistas, além do medicamento cloridrato de bupropiona.

Encontro busca aprimorar técnicas

A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), através do Centro de Educação Física, Fisioterapia e Desporto (Cefid) lança hoje à tarde, em Ponta das Canas, em Florianópolis, a segunda edição do Dia da Integração: 2º Encontro Sul Brasileiro de amputados e Usuários de Próteses Ortopédicas e 1º Simpósio de Reabilitação Plena. “A proposta é buscar aprimorar as técnicas e abranger todo tipo de conhecimento para trabalhar a inclusão social”, disse a fisioterapeuta Soraia Cristina Tolon, da organização do evento. No Brasil, cerca de 600 mil pessoas possuem alguma deficiência motora, de origens diversas, e mais de 145 mil são amputados, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 


SITE - Paulo Alceu


Realidade

O secretário Dado Cherem reúne hoje à imprensa para mostrar o levantamento que realizou visando rebater as denúncias formuladas pela bancada do PP sobre dispensa de licitação na gestão de Fernando Coruja. O valor de R$ 200 milhões exposto

pela oposição vai ser contestado. Garante que não ultrapassa a R$ 71 milhões, e com aval do Tribunal de Contas. O secretário vai confrontar uma a uma das acusações.


No páreo

Também estão cogitados para enfrentar o pefelista Raimundo Colombo, o tucano Francisco Küster, que já garantiu que não é de fugir da raia, e Carmem Zanotto, adjunta da Secretaria da Saúde e ligada ao deputado Fernando Coruja. Mas por enquanto o clima é de indecisão.