03 setembro de 2003
Jornal A Notícia:
Maternidade
1
A Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma
(Afasc) lança segunda-feira, às 19 horas, no auditório
do Sesi, em parceria com a Organização Mundial da Família
(OMF) e União Nacional de Proteção a Maternidade e a Infância
(Unapmi), o selo de responsabilidade social, que tem como slogan a frase "Esta
empresa valoriza a família". O projeto, que será realizado
em âmbito nacional e terá como precursora Criciúma.
Maternidade
2
O evento contará com a participação da doutora Deisi Noeli
Weber Kusztra, médica-pediatra, presidente da OMF e coordenadora da Unapmi.
Segundo Rosilda Patrício, assistente social da Afasc, o selo é
um instrumento de aproximação mais efetiva com as empresas da
região. "Além de contribuir com projetos que valorizam o
cidadão de Criciúma, as empresas que aderirem ao Selo Social estarão
agregando valor aos seus produtos e melhorando sua imagem organizacional. E
o mais importante é que contribuirão com o desenvolvimento sócio-econômico."
MPE
investiga denúncia de negligência em posto
Conselho de Saúde da Barra quer afastamento de médica
CELSO MARTINS
- O Ministério Público Estadual (MPE) encaminhou um pedido de
informações à Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis
sobre as acusações que estão sendo feitas contra uma médica
que atende no Centro de Saúde da Barra da Lagoa. A promotora Vanessa
Cavallazzi Gomes, da área de cidadania da Promotoria de Justiça
da Capital, foi acionada pelo Conselho de Saúde da Barra da Lagoa, através
de ofício e um dossiê com cerca de 70 depoimentos de pessoas que
alegam ter sido mal atendidas no local.
A Secretaria da Saúde tem até o dia 12 para responder às
indagações do MPE. O secretário Manoel Américo de
Barros Filho disse que vai encaminhar o resultado da sindicância realizada
pela comissão de ética, ligada ao Conselho Regional de Medicina
(CRM), que "não encontrou nem indício de comportamento anti-ético,
ou seja, que tenha havido imprudência ou imperícia na atividade
dessa profissional", destaca.
A coordenadora do Conselho de Saúde da Barra da Lagoa, Sandra Biachi,
diz que sente uma "triste sensação de impotência, pois
pedimos uma sindicância por parte do Conselho Municipal em março
deste ano e isso não aconteceu até agora". Ela relata vários
casos de "desleixo" no atendimento das pessoas no Centro de Saúde
da Barra, alguns acontecidos após o dia 20 de agosto, quando foi realizada
uma manifestação pedindo a saída da médica.
Ela chega a citar a existência do óbito de uma pessoa que "foi
procurar ajuda no posto cerca de 10 minutos antes do fechamento da unidade e,
como não conseguiu, procurou uma farmácia. Na saída da
farmácia a pessoa morreu", conta.
Manoel Américo rebate lembrando que, dois dias após a manifestação
de protesto, um aluno de uma escola jogou uma espécie de "pó-de-mico"
no estabelecimento, provocando coceiras e reações alérgicas
em cerca de cem crianças. "A médica e sua equipe foram até
o local quando o fato aconteceu, após o expediente, e se comportou como
se espera que uma equipe de saúde se comporte: prestou atendimento a
todas as crianças atingidas", destaca.
O secretário lembrou ainda que desde abril tem realizado reuniões
de humanização na Barra da Lagoa, cerca de oito até agora,
"mas em nenhuma delas teve a presença das pessoas que integram o
Conselho de Saúde local". Acrescentou também que cerca de
3,5 mil pessoas são atendidas todos os meses no posto, podendo ocorrer
casos em que algumas não fiquem satisfeitas.
"Esses profissionais trabalham sob pressão e todas as pessoas que
se dirigem ao local estão com dor e sofrimento", analisa.
Hospital
Está afastada a possibilidade de greve no Hospital Regional de Araranguá.
Foi resolvido o impasse na renovação do convênio entre o
governo do Estado e a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) que administra
a instituição. Com a renovação do confirmada, o
hospital recebeu a verba de R$ 170 mil e já fez o pagamento dos 230 funcionários.
Os salários estavam atrasados há dois meses e os funcionários,
em estado de greve há uma semana, ameaçavam paralisar as atividades
sexta-feira. O convênio foi firmado por seis meses e a expectativa é
de que até o final deste ano a instituição não enfrente
problema semelhante.
Vacina
A Secretaria de Saúde de Vargem Bonita superou a meta mínima prevista pelo Ministério da Saúde (95% de imunização) na campanha nacional de vacinação contra a poliomielite. Das 551 crianças do município com até cinco anos de idade, 536 foram vacinadas, o que representa 98% do total. O índice é considerado o resultado de um trabalho intenso de divulgação feito pelos funcionários das duas unidades do Programa Saúde da Família (PSF) durante a campanha. A vacina foi levada pela equipe à todas as comunidades do município, o que facilitou a imunização das crianças.
Jornal Diário Catarinense:
Médico vende dois atestados do SUS
Reportagem do DC vai a um consultório particular em São José, paga consulta de R$ 50 e acerta a compra de dois documentos, um para pessoa fictícia, que não tinha sido avaliada pelo clínico-geral
MICHAEL
GONÇALVES/ SÃO JOSÉ - Sem saber que atendia um repórter,
um médico vendeu dois atestados e acertou o fornecimento de novas licenças
para os meses seguintes, em um consultório particular em São José.
Não existem dados sobre a quantidade de atestados irregulares, no Estado
e em empresas privadas. O governo de SC gasta mais de R$ 14 milhões por
ano com o pagamento de licenças e pensões aos servidores. Este
valor inclui as licenças obtidas em função de problemas
de saúde reais e também as fraudulentas. Mediante o pagamento
de uma consulta no valor de R$ 50, o repórter comprovou a facilidade
em adquirir atestados médicos que resultam no afastamento dos funcionários.
Até para uma pessoa fictícia foi emitido um atestado. Segundo
o clínico-geral, não há limite para a emissão de
atestados. "Doença não tem prazo estipulado. Mas se você
ficar 15 ou 16 dias afastado, a empresa pode enviar o caso à perícia
e você terá que receber pelo INSS, e isso não convém",
aconselha o médico.
Transtornos mentais lideram afastamento
O secretário de Administração do Estado, Marcos Vieira, disse que não tem como contestar o grande número de atestados, mas busca alternativas para diminuir este índice. Para isto, já instituiu um projeto de saúde integral e qualidade de vida. "No terceiro dia de atestado, o servidor é submetido a uma junta médica (são 31 no Estado) para a avaliação, podendo interferir no prazo estipulado pelo médico. Não temos como contestar os atestados, mas as juntas realizam uma boa redução dos dias não trabalhados". Num universo de 128 mil servidores, 39.260 se afastaram por meio de atestados no ano passado. Quase um terço. O custo das licenças em 2002 chegou a R$ 14,3 milhões, equivalente a 1% da folha de um mês. O diretor de pensões especiais e saúde do trabalhador do Estado, Flávio Furtado, alega que as doenças mais comuns estão ligadas a transtornos mentais e comportamentais, dificultando a fiscalização. "São situações que não podem ser comprovadas com exames práticos, onde haveria provas palpáveis", explica. No ano passado, os atestados revogados pelo Estado geraram economia de 3.036 dias de serviço. Para se chegar ao número, o Estado somou o número de dias de licença que cada servidor teria.
A
negociação
1ª Consulta
Médico - O teu problema é atestado?
Repórter - Na verdade é, mas eu não falei ainda. Mas preciso
de um atestado. Fiquei doente semana passada e não fui trabalhar na quinta
e sexta-feira.
Médico (ao pegar um calendário e apontar os dias) - 31 de julho
e 1º de agosto. É porque eu faço bastante exames demissionais
e admissionais. Mas você não precisa de mais dias?
Repórter - Não doutor, não só estes dias.
Médico - Gripe então. Mas o que você precisa mais?
Repórter - Queria conseguir um para minha esposa depois, para as próximas
semanas.
Médico - Pode ser atrasado, mas adiantado não.
Repórter - Então, para conseguir o dela marco nova consulta após
a data e peço o atestado?
Médico - Isso mesmo. Pela lei você tem um prazo de 48 horas para
entregar. Vai depender de como está a chefia.
Repórter - Tem prazo máximo para conseguir um atestado? (Uns cinco
dias, por exemplo).
Médico - Doença não tem prazo estipulado.
Repórter - Problemas com perícia médica do INSS? (Prazo
máximo são 14 dias)
Médico - Não sei se são 15 ou 16 (dias), daí você
recebe salário do INSS e aí não convém, além
de enfrentar a perícia.
2ª
Consulta
Médico - Como eu posso te ajudar?
Repórter - Para conseguir um atestado para a minha esposa. Ontem, hoje
e amanhã. Porque ela está viajando, chega hoje e descansa amanhã.
20 segundos de silêncio enquanto é feito o preenchimento do atestado
médico
Repórter - Mês que vem quando eu precisar viajar posso conversar
com o senhor novamente?
Médico - Só não comenta nada no trabalho.
Repórter - Procuramos não comentar para não ligarem uma
coisa com a outra.
Médico - Só não comenta por aí, porque para ajudar
tem pouca gente, mas para afundar está sobrando.
O que diz o código de ética
Art. 110 - Fornecer atestado sem praticar o ato profissional que o justifique,
ou que não seja a verdade.
Art. 111 - Utilizar-se do ato de atestar para angariar clientela.
Art. 112 - Deixar de atestar atos executados no exercício profissional,
quando solicitado pelo paciente ou seu responsável legal.
Parágrafo único: O atestado médico é parte integrante
do ato ou tratamento médico, sendo o seu fornecimento direito inquestionável
do paciente, não importando em qualquer majoração de honorários.
Art. 113 - Utilizar-se de formulários de instituições públicas
para atestar fatos verificados em clínica privada.
Art. 114 - Atestar óbito quando não o tenha verificado pessoalmente,
ou quando não tenha prestado assistência ao paciente, salvo, no
último caso, se o fizer como plantonista, médico substituto, ou
em caso de necropsia e verificação médico-legal.
Art. 115 - Deixar de atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando
assistência, exceto quando houver indícios de morte violenta.
Art. 116 - Expedir boletim médico falso ou tendencioso.
Do que se afastam
34,88% dos servidores do Estado se afastaram por transtornos mentais e comportamentais
15,44% deles por doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo
7,83% por doenças do aparelho circulatório
41,85% por outras doenças
Conselho garante que vai apurar a denúncia
CRM diz que as irregularidades informadas são investigadas e que mais da metade dos médicos julgados foram punidos
O presidente
do Conselho Regional de Medicina (CRM-SC), Newton José Martins Mota,
afirma que todas as denúncias são averiguadas com a abertura de
sindicâncias e processos. "Historicamente, mais de 50% dos profissionais,
quando submetidos a processo, são punidos", afirma.
Mota disse que recebe com indignação e tristeza a denúncia
do DC e demonstra as ações tomadas. Ano passado, foram abertos
72 processos. Este ano, foram 63. Existem hoje 229 processos em tramitação
no CRM. A punição para os profissionais condenados vai de uma
advertência confidencial até censura pública, com suspensão
de 30 dias à cassação.
O presidente
do CRM acredita que a venda de atestados está relacionada a um desvio
de conduta. "Para obter um lucro insignificante e colocar a profissão
em risco, o médico deve ter um desvio de conduta e transtorno de personalidade.
Não parece haver outra explicação", avalia Mota.
Um exemplo da existência de atestados irregulares apontado por Mota é
para a justificativa eleitoral. Nas últimas duas eleições,
o CRM realizou auditorias nos atestados, por meio de seus 17 delegados regionais,
mediante acordo com o Tribunal Regional Eleitoral. "As justificativas por
atestados caíram vertiginosamente", diz.
Usuários podem colaborar O conselheiro-corregedor Anastácio Kotzias
esclarece a verdadeira função do Conselho Regional de Medicina.
"O CRM existe para proteger a sociedade, mantendo o bom nível da
medicina", revela. Outro ponto que atormenta Mota está relacionado
à conivência dos pacientes. Mesmo assim, o presidente do CRM faz
um apelo para que os usuários denunciem. "A população
não deve ter medo de represálias para construirmos uma sociedade
mais justa", completa.
Os
julgamentos
Cinco cassados desde 1974
Julgados 473
Absolvidos 231
Condenados 242
Advertência confidencial 78
Censura confidencial 83
Censura em publicação oficial 61
Suspensão, até 30 dias 15
Cassação profissional 5
Funcionário corre risco de ser demitido
O uso de atestado médico
falso caracteriza falta grave, improbidade e pode ser causa da demissão
por justa causa. É a opinião do chefe da Gerência de Saúde
e Segurança do Trabalhador da Delegacia Regional de Trabalho (DRT), Roberto
Cláudio Lodetti. "Se o empregado for flagrado exercendo outra atividade
enquanto estiver de atestado médico ele é passível de demissão
por justa causa", revela. A prática é comum nos finais de
semana e segundas-feiras, segundo Lodetti.
A falta de provas dificulta a fiscalização. "Podemos punir
uma empresa por não aceitar atestado, mas não temos como fiscalizar
os médicos, que são responsabilidade do Conselho Regional de Medicina.
Às vezes, o atestado é subjetivo, só outro profissional
poderia questioná-lo".
O número de empresas que procuram a DRT para reclamar sobre a facilidade
de aquisição de atestados médicos é crescente. Nos
seis meses que está no cargo, Lodetti já gravou alguns nomes.
"São três ou quatro médicos que a gente já conhece",
comenta.
Documento
público é mais um problema
Um cotidiano de infrações
ao Código de Ética do Conselho Regional de Medicina (CRM) com
a comercialização de atestados em São José. O DC
apurou uma denúncia anônima de "venda" de atestados e
conseguiu adquirir dois exemplares.
Na primeira visita ao médico, o repórter disfarçado é
recebido com a pergunta: "O teu problema é atestado?". Sem
maiores questionamentos sobre a possível doença, o médico
pergunta os dias necessários para a dispensa de trabalho e entrega o
documento.
Antes de se despedir do profissional, o repórter solicita um atestado
para uma terceira pessoa em uma data futura. Desta vez, o médico alega
que não pode fornecer o documento com datas posteriores, mas não
vê problemas em dias anteriores à consulta.
Insatisfeito com a aquisição de apenas um exemplar, o DC voltou
ao consultório após nove dias. Na ocasião, o pedido de
atestado foi para uma pessoa fictícia. Nesta oportunidade, ficou implícito
o desejo de ludibriar uma empresa (empregadora), com a desculpa de viagens ao
Paraguai.
CRM vê irregularidade administrativa
Depois de conquistar a confiança do clínico geral, em duas oportunidades
que somadas não chegaram a 10 minutos de conversa, veio o pedido formal
do médico. "Só não comenta por aí, porque para
ajudar não tem ninguém, mas para afundar tem um monte de gente".
Além da comercialização de atestados médicos sem
avaliação do paciente e emissão para uma pessoa fictícia,
o médico utiliza documentos do Sistema Único de Saúde (SUS)
para benefício próprio. Os dois atestados adquiridos mediante
pagamento de consultas são do SUS.
Segundo o presidente do CRM, Newton José Martins Mota, existe uma determinação
proibindo a utilização de documentos do Estado em consultórios
particulares. "Essa é uma irregularidade administrativa, já
que a utilização de formulário do Estado é vedada
em consultórios particulares", esclarece.
Vírus ataca 300 turistas em cruzeiro
NOVA YORK - Um navio de passageiros atracou ontem no porto de Nova York após interromper um cruzeiro pelo Atlântico porque mais de 300 pessoas a bordo contraíram um vírus causador de diarréia e vômito. Duas pessoas permaneceram doentes após o navio Regal Princess ter aportado. Os dois, ainda doentes, permanecerão a bordo. O resto dos 1.528 passageiros e as 679 pessoas da tripulação foram autorizados a descer do navio. O vírus que provoca náuseas, diarréia e dores no estômago é extremamente contagioso, mas só dura de 24 a 48 horas. A embarcação partiu dia 28 de agosto de Copenhague, na Dinamarca. Parou na Inglaterra, onde os primeiros sinais da doença começaram a aparecer. O navio também aportou em Dublin, na Irlanda; Glasgow, Escócia; Belfast, Irlanda do Norte; e Reykjavik, Islândia. Um total de 301 passageiros e 45 tripulantes caíram doentes. Ano passado milhares de viajantes em cruzeiros contaminaram-se com um o vírus chamado norovírus, que inclui a variedade do vírus que atingiu o Regal. O navio parte amanhã para Montreal.
Divulgados
'ingredientes' do cigarro
Lista já está na Internet e, segundo
a Souza Cruz, o objetivo é informar mais os fumantes
PATRICIA
RODRIGUES - Por mais verdades cruéis que sejam divulgadas sobre o cigarro,
o "divórcio" é sempre difícil. A última
notícia, divulgada pela Souza Cruz, é a lista na Internet dos
ingredientes adicionados aos cigarros da marca Free e dos componentes da fumaça
inalada. A partir do dia 16 a divulgação será estendida
a outras marcas.
De acordo com a empresa, a iniciativa é inédita no mundo e tem
o intuito de fornecer mais informações ao consumidor. Tanto os
ingredientes quanto os componentes serão divulgados na unidade miligrama
por cigarro.
Segundo a empresa, para transformar a quantidade em percentual por cigarro é
preciso dividir a quantidade em miligrama por sete. Além da nicotina,
do alcatrão e do monóxido de carbono, cujas concentrações
na fumaça já são divulgadas obrigatoriamente nos maços
de cigarro, a lista de constituintes da fumaça do cigarro Free KS, por
exemplo, inclui outros 36 itens.
Apesar da ampla publicidade para convencer os 40 milhões de fumantes
brasileiros a largar o vício, o resultado ainda está longe do
ideal. Estima-se que 80% dos fumantes queiram abandonar o cigarro, índice
superior aos verificados na Europa, mas a maioria deixa o propósito de
lado.
A nicotina é a maior responsável. Segundo o professor de psicofarmacologia
da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Reinado Takahashi, a nicotina
ajuda a liberar dopamina (neurotransmissor responsável pela sensação
de prazer).
Por outro lado, o uso crônico afeta também a parte emocional do
fumante, que passa a encontrar no cigarro um "companheiro". "Mas
este assunto ainda é uma caixa-preta, ninguém sabe onde está
este componente psicológico", afirma o especialista.
Tabagismo responde por 90% dos cânceres de pulmão
Além da nicotina, são inúmeras as substâncias tóxicas
nocivas à saúde que resultam da combustão do tabaco. Nada
menos do que 43 delas foram identificadas e favorecem o aparecimento do câncer.
Acredita-se que o tabagismo seja responsável por 90% dos casos de câncer
do pulmão, 80% dos casos de bronquite crônica e entre 20% e 25%
dos casos de angina ou infarto do miocárdio.
Fumo
O que provoca: para cada cigarro fumado, a freqüência cardíaca
(número de batimentos do coração em um minuto) aumenta
de 8 a 10 batimentos.
Estudos indicam que, em fumantes de longa data, os vasos sangüíneos
se desgastam 10 a 15 anos antes do que ocorre nos não-fumantes.
Cerca da metade das mortes entre fumantes é de origem cardiovascular.
O infarto do miocárdio antes dos 40 anos é especialmente freqüente
nos grandes fumantes (mais de 25 cigarros ao dia).
Cada cigarro fumado corresponde a uma redução de 15 a 20 minutos
no tempo de vida de uma pessoa