GISA FRANTZ
- Orientar a população sobre o diagnóstico precoce do câncer
em crianças e adolescentes, repassando informações a respeito
dos sintomas que podem representar riscos e sobre os serviços disponíveis
para o atendimento, são os objetivos da 1a Corrida pela Vida, que acontece
hoje na avenida Beira-mar Norte, em Florianópolis. Com saída do
trapiche às 10 horas, o evento pretende chamar a atenção
dos pais para importância do diagnóstico como melhor forma de prevenção,
de acordo com a pediatra do Centro Oncológico do Hospital Infantil Joana
de Gusmão, Denise Bosfield. Ela revela que metade dos casos no Estado
são agravados por providências tardias. "Os pais devem estar
conscientes que levar os filhos ao pediatra pontualmente é fundamental",
declara.
A promoção é da Associação de Voluntariado
do Hospital Infantil Joana de Gusmão (Avos), em parceria com a Associação
Catarinense de Medicina (ACM) e a Sociedade Catarinense de Pediatria (SCP),
que se unem para esclarecer e defender a saúde da comunidade. Na ocasião
serão vendidas camisetas da ação, ao custo de R$ 7,00.
O dinheiro arrecadado será utilizado na ampliação da campanha
de prevenção do câncer infanto-juvenil em Santa Catarina.
A programação também inclui sorteio de prêmios e
distribuição de panfletos explicativos. A Corrida pela Vida foi
criada pelo Instituto do Câncer Infantil do Rio Grande do Sul e ocorre
há 12 anos em Porto Alegre. A franquia foi adquirida e neste ano Florianópolis
realiza a primeira edição catarinense.
"Queremos mostrar à sociedade que o câncer infanto-juvenil
é uma realidade e que precisamos correr em busca da cura", diz a
presidente da Avos, Maria Gertrudes da Luz Gomes. Ela conta que atualmente existem
500 crianças de todo o Estado em tratamento no Hospital Infantil. "Elas
passam temporadas em casa e vêm ao hospital para fazer consultas e quimioterapia.
Em alguns casos as crianças precisam ficar internadas", revela.
Maria Gertrudes ajudou a fundar a Avos em 1975. Atualmente a entidade possui
80 voluntários, mas o número poderia ser bem maior. "Sempre
estamos precisando de mais pessoas", argumenta a presidente. Ela diz que
o objetivo da associação é levar carinho e atenção
às crianças. "As equipes se revezam em dar colo aos pacientes,
promover brincadeiras e contar histórias", detalha. Cada voluntário
trabalha uma tarde ou manhã por semana.
Além do atendimento especial aos pequenos pacientes, o voluntariado também
é responsável pela realização de festas temáticas
e pela decoração do hospital. A Avos se mantém com recursos
doados pelos próprios integrantes e por conta de eventos com empresas
públicas e privadas. A entidade mantém ainda a Casa de Apoio,
com capacidade para 32 pessoas, que abriga crianças e pais de outras
cidades em períodos de tratamento. Uma nova instalação
no terreno do hospital, com capacidade para atender à demanda por 20
anos, está em fase de estudos. "O Instituto Ronald McDonald, Fundação
Vida e Projeto Casa da Criança já sinalizaram com apoio",
comemora a voluntária.
Dados do Hospital Infantil Joana de Gusmão, que é referência
em Santa Catarina no atendimento à criança com câncer, apontam
que surgem de 100 a 120 novos casos da doença por ano. Com diagnóstico
precoce e tratamento em centros oncológicos pediátricos, a cura
pode chegar a 70% dos casos.
Recuperação pode chegar a 90% dos casos
O câncer
infantil é raro. Estima-se que anualmente cerca de 16 casos novos de
câncer para cada 100 mil crianças, adolescentes e jovens com idade
inferior a 21 anos ocorram no Brasil afetando indivíduos de todas as
classes sociais e etnias. Os tipos de câncer que acometem as crianças
também são muito diferentes daqueles que ocorrem nos adultos.
O índice de cura do câncer infantil situa-se em torno de 70% dos
casos. Algumas doenças têm índices superiores a 90%. O câncer
infantil é o nome dado a um grupo de doenças, não contagiosas,
que atingem crianças e adolescentes de zero a 19 anos, que têm
em comum o aparecimento de células modificadas que se multiplicam rápida
e desordenamente em algum órgão, atrapalhando seu funcionamento.
Essas células podem "viajar" para outras partes do corpo, através
do sangue, e se instalar em outro lugar fazendo crescer aí um novo tumor,
a chamada metástase. Os tipos de câncer mais comuns na infância
são as leucemias (câncer no sangue), os tumores cerebrais, os linfomas
(das ínguas ou gânglios linfáticos), tumores dos rins, sarcomas
(ossos ou músculos), entre outros.
Ainda não é possível determinar o fator que leva a célula
a modificar-se. O que se sabe é que descobrir cedo e fazendo o tratamento
correto, aumentam muito as chances de cura e diminuem as complicações
do tratamento. Diferente do câncer no adulto, o câncer infantil
tem poucos fatores de risco conhecidos. Sabe-se, por exemplo, que no adulto
o tabagismo aumenta a incidência de câncer de pulmão. Na
criança existem poucos fatores ligados ao aparecimento de tumores. Em
alguns tipos há uma associação com infecções
por vírus e outros podem estar ligados a uma predisposição
familiar. Provavelmente vários componentes estão ligados ao aparecimento
do tumor, como predisposição genética, infecções,
exposição a fatores externos como alimentação e
outros. Algumas crianças podem nascer com a doença. A presença
de outros casos de câncer na família maioria das vezes não
é fator de risco para o câncer infantil.
Para que seja feito o diagnóstico precoce do câncer infantil a
criança deve ter um acompanhamento pediátrico adequado e rotineiro.
Quando houver alguma dúvida a respeito dos sintomas a orientação
é a de sempre procurar um pediatra e, se necessário, ouvir uma
segunda opinião. A falsa idéia de que o câncer não
tem tratamento ainda é bastante comum. (GF)
Região Oeste passa a ser atendida pelo Samu
Primeira unidade de SC do serviço móvel de urgência e emergência foi inaugurada em Chapecó
CHAPECÓ
- O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou
a Santa Catarina. A primeira central regional foi inaugurada ontem pelo governador
Luiz Henrique da Silveira, em Chapecó, Oeste do Estado. O Ministro da
Saúde, José Saraiva Felipe, aguardado para a solenidade, cancelou
a participação minutos antes do início do ato. Os motivos
da suspensão da visita não foram explicados.
Durante a inauguração da central em Chapecó, prefeitos
e secretários regionais receberam as chaves das ambulâncias que
compõem o serviço na região. Os veículos estão
equipados com sistema de comunicação que permite contato em tempo
real com o médico plantonista. As ambulâncias também possuem
todos os instrumentos necessários para o atendimento de urgência
e emergência.
A Central de Regulação instalada em Chapecó atenderá
os 78 municípios que fazem parte das Secretarias de Desenvolvimento Regional
de Xanxerê, São Lourenço do Oeste, São Miguel do
Oeste, Dionísio Cerqueira, Palmitos e Maravilha.
As ambulâncias-UTI terão motorista-socorrista, enfermeiro e médico,
também 24 horas e estarão distribuídas em Xanxerê,
Chapecó e São Miguel do Oeste. As unidades móveis de suporte
básico estarão em Xanxerê, Ponte Serrada, São Lourenço
do Oeste, Maravilha, São Miguel do Oeste, Palmitos e duas em Chapecó.
Segundo Gilberto Ari Tomazi, prefeito de Caxambu do Sul e presidente da Associação
dos Municípios do Oeste de Santa Catarina (Amosc), o serviço dará
mais segurança, principalmente, à população das
pequenas cidades. "Muitos pequenos municípios não tem hospital
para atendimento de emergência e o socorro às vítimas, às
vezes, é ineficiente pela demora. Isso deve mudar com o Samu".
Segundo Luis Eduardo Cheren, secretário de Estado da Saúde,
Santa Catarina terá sete centros do Samu. Por ser uma ação
tripartite, o Samu receberá investimentos das três esferas de governo.
Nesse caso R$ 14 milhões sairão dos cofres do governo do Estado,
R$ 7 milhões da União e mais R$ 7 milhões dos municípios.
Morte por meningite em Tubarão
CRICIÚMA
- A meningite fez mais uma vítima no Sul do Estado esta semana. O menino
Nathan Piuco de Moraes, de um ano e cinco meses, morreu na noite de quinta-feira
na UTI pediátrica do Hospital Nossa Senhora da Conceição,
em Tubarão. O pai da criança, Marco Eliel de Moraes, residente
em Criciúma, lamentou o fato de a cidade não dispor de uma UTI,
o que poderia ter salvado seu filho. Outro um caso suspeito está sendo
tratado pela Vigilância Sanitária.
Nathan, segundo seus familiares, na segunda-feira apresentou infecção
bucal e febre alta. Levado ao Hospital São João Batista,mas os
médicos que o tratavam decidiram que o paciente precisava de tratamento
intensivo e o transferiram para Tubarão, mas morreu com diagnóstico
de meningite viral.
Na segunda quinzena de outubro foram registrados oito casos no Sul do Estado
- dois em Tubarão e seis em Criciúma. A meningite é a inflamação
das membranas (meninges), que recobrem o cérebro e a medula espinhal.
A doença pode ser causada por bactérias, vírus e fungos.
Os primeiros sintomas são parecidos com os de uma gripe forte: febre,
vômito e rigidez na nuca.
Dietas milagrosas escondem perigos
Cardápio que descarta diversos grupos de alimentos pode causar desnutrição, anemia e o "efeito sanfona"
POLIANA
SANTOS - Só de lembrar os quilos a mais dá um frio na espinha?
A idéia de colocar um biquíni está praticamente descartada?
Você pretende fazer uma dieta - dessas que estão na moda -, como
a do tipo sangüíneo, mediterrânea, das proteínas ou
da lua e chegar em forma na praia ou piscina? Saiba que médicos e nutricionistas
se mostram preocupados com esse tipo de regime, que priva a pessoa de certos
alimentos e pode causar doenças como desnutrição e anemia.
Segundo a nutricionista Fernanda Marotto Homrich, não existe dieta milagrosa.
"Até há perda de peso por determinado período, mas,
se não privilegiar uma alimentação balanceada, após
essa fase, há ganho de peso", explica.
Mas, segundo a nutricionista, é possível emagrecer alguns quilos
até a chegada do verão, sempre com cuidados e acompanhamento de
um profissional, que vai orientar a comer alimentos nutritivos. Fernanda lembra
que a maioria das pessoas que fazem essas dietas chega a pesar mais do que quando
começaram a busca pelo corpo ideal. "É o efeito sanfona,
pois tudo que a pessoa ingere durante a dieta, período em que o organismo
foi privado de alimentos, passa a ser retido para uma reserva", diz. Para
chegar ao peso ideal ou saudável, o indivíduo deve gastar mais
calorias do que consome. "Se quiser comer mais, deve aumentar a atividade
física. O ideal é associar alimentação equilibrada
com exercícios periódicos", ensina.
Dica
Cardápio diário para quem quer perder peso
Desjejum
1 porção de carboidrato - 1 pão francês ou 2 fatias
de pão de fôrma ou 3/4 xícara de cereais
1 porção de leite - 1 copo de leite ou 1 iogurte ou uma fatia
fina de queijo
1 porção de fruta - 1/2 papaia ou 1 fatia de melão ou 1
prato de sobremesa de morango ou 1 banana ou 1 maçã
1 porção de proteína - 1 fatia fina de presunto
1 porção de gordura - 1 colher de chá de margarina
Lanche
da manhã
1 porção de fruta - A escolher
1 porção de leite - Idem ao desjejum
observação: pode-se fazer vitamina de frutas com estas duas porções
Almoço
Vegetais à vontade - Alface, rúcula, tomate, cenoura
1 porção de carboidrato - 4 colheres de sopa de arroz ou 4 colheres
de sopa de macarrão ou 2 unidades médias de aipim ou 2 unidades
médias de batata. Se for comer arroz e feijão, deve-se usar 2
colheres de sopa de arroz e uma concha de feijão
1 porção de carne - Bife ou frango ou peixe do tamanho da palma
da mão
1 porção de fruta - A escolher
1 porção de gordura - 1 colher de molho ou óleo)
Lanche
da tarde
1 porção de leite - 1 copo de leite ou 1 iogurte
1 porção de fruta - A
escolher
Jantar
Idem ao almoço
ou 1 sanduíche
natural ou
1 porção de sopa
Ceia
1 porção de carboidrato - 4 unidades de biscoito salgado ou 6
unidades de bolacha maisena Chá
Sopa para emagrecer
A comerciante
Elza Krayczy, 52 anos, está pesando 66 quilos. Até a chegada da
estação mais quente do ano, pretende estar quatro quilos mais
magra. "Com o verão chegando e problemas na coluna, preciso manter
um certo peso, para evitar dores", conta. Para atingir o objetivo, começou
a dieta da sopa, aliada a alguns complementos para não deixar o organismo
debilitado. Mãe de três filhos, Elza conta que fez dietas a vida
inteira por ter tendência a engordar. Admite que, às vezes, abusa
da alimentação, mas que, atualmente, está tentando emagrecer,
pois passou por uma cirurgia há dois meses e adquiriu peso extra. "Considero
essa dieta de emergência e sei que o correto é fazer seis pequenas
refeições por dia", revela.
Para a alimentação ser correta, Elza também sabe que é
preciso comer frutas, legumes, carboidratos, proteínas e outros nutrientes.
"Se não houver equilíbrio, é doença na certa",
diz. Elza revela que já havia tentado fazer a dieta da sopa outras vezes,
mas que não deram certo. E sua irmã desistiu, pois ficou muito
estressada. Mas, geralmente, a comerciante segue o cardápio recomendado
por um endocrinologista. "Assim, evito frituras, açúcar e
gordura. E não exagero nas porções durante as refeições
e não corto os alimentos necessários", conta. E nos intervalos
das refeições, procura tomar sucos naturais, comer barras de cereais
ou frutas.
Mas como pretende emagrecer "apenas quatro quilos" resolveu fazer
a dieta, mesmo sabendo dos riscos. Elza diz que, no primeiro dia, toma a sopa,
feita com nove tipos de legumes e folhosas, e come frutas. No segundo dia, ingere
a sopa, frutas e verduras. "Mas, no quarto dia, só tomo leite desnatado
e banana. Sei que é mais radical, mas estou fazendo durante uma semana
e parando na outra", afirma.
A intercalação é para não emagrecer muito rápido
e assim evitar a flacidez. E a comerciante diz saber a importância do
exercício físico. Conta que, antes de fazer a cirurgia, freqüentava
academia, mas, até agora, o médico a liberou apenas para fazer
caminhadas, que faz praticamente todos os dias. "É uma atividade
barata e pode ser feita na hora que tenho tempo. Procuro ir num mercado mais
longe da minha casa só para caminhar um pouco mais", finaliza Elza.
(PS)
Cardápio sem restrições faz efeito
Nutricionista recomenda controle da quantidade e da qualidade dos alimentos para a perda de peso
POLIANA
SANTOS - Mas como chegar ao peso ideal da forma correta, sem adotar as dietas
ensinadas pelos conhecidos ou encontradas em revistas e sites da internet? A
nutricionista Fernanda Marotto Homrich recomenda fazer seis refeições
por dia. As porções incluem carboidratos complexos, como arroz,
batata, pão e biscoito, e evitam os simples, como balas e sorvetes.
Carnes devem ser magras, o leite, desnatado ou com baixo teor de gordura. Deve-se
preferir os queijos brancos. "Não é recomendado restringir
nenhum tipo de alimento, apenas controlar a quantidade a ser ingerida. Não
digo que se deve parar de comer doces ou tomar uma cervejinha. O correto é
evitar exageros", enfatiza. Avisa que dietas como a do leite, só
de saladas ou a que permite apenas a ingestão de líquidos debilitam
o corpo, causando problemas como anemia, desnutrição e ácido
úrico, que causa a popular "gota". Ela lembra que algumas pessoas
fazem de tudo para perder peso e chegam a não tomar água por acreditarem
que dilata o estômago.
Segundo ela, a água é muito importante para quem quer emagrecer
ou simplesmente manter o peso. "A água é o hidratante do
corpo, pois elimina as impurezas e ajuda no trânsito intestinal",
explica. Fernanda completa que as fibras só exercem suas funções
no organismo se associadas à água. Lembra que o ideal é
tomar dois litros de água por dia. O cardápio também deve
incluir frutas e verduras, ricas em vitaminas e minerais, nutrientes que quase
sempre não existem nessas dietas milagrosas, completa a nutricionista.
"As pessoas só pensam nas calorias e esquecem dos nutrientes enquanto
fazem dietas".
A nutricionista destaca que as dietas da moda restringem os nutrientes e não
respeitam a individualidade - como a pessoa se alimenta, se pratica atividade
física e seus hábitos. "A pessoa faz, passa para uma amiga.
Isto é apenas se preocupar com a boa forma, sem lembrar que a saúde
está em jogo", ressalta.
Para ilustrar o que acontece com quem faz qualquer dieta porque ouviu falar
que dá certo, cita o exemplo de uma paciente. A mulher fazia todas as
dietas que via pela frente e vivia emagrecendo e engordando. Depois de um período,
começou a usar fórmulas com tranqüilizantes e antidepressivos.
Sua vida ficou desestruturada e ela já não conseguia mais nem
dormir. Preocupado com a mulher, o marido a orientou a procurar uma nutricionista.
Fernanda Homrich foi a escolhida. "Começamos com os alimentos em
pequenas e diversas refeições diárias. Nos primeiros meses,
não ganhou peso e, depois, conseguiu emagrecer dois quilos", conta
a nutricionista.
Vereadores discutem polêmica envolvendo os optometristas
Os vereadores
de Joinville se reúnem nesta segunda-feira à noite, com um grupo
de médicos oftalmologistas, técnicos da Secretaria Municipal da
Saúde, membros do Conselho Municipal de Saúde e a com a secretária
Marileia Machado Gastaldi Lopes.
No econtro, que acontece a partir das 19h30 no Prinz Hotel, será posta
em discussão a polêmica envolvendo o projeto de lei que autoriza
o município a conceder alvará sanitário para que os optometristas
possam atuar livremente, ou seja, possam receitar lentes de contatos ou óculos
de grau.
Na primeira parte da reunião, os médicos especialistas Cleusa
Coral-Ghanem e João Alfredo Dietrich falarão dos aspectos médicos
da optometria, uma subespecialidade da oftalmologia como parte do exame médico.
Também estarão acompanhando esta etapa dos debates diversos médicos
oftalmologistas de Canoinhas, cidade que sedia um curso de optometria - na Universidade
do Contestado (UnC).
Segundo o médico oftalmologista que está ajudando a organizar
o evento, Mário Junqueira Nóbrega, esta seria a oportunidade de
a especialidade também poder apresentar seus argumentos e dados científicos
referentes ao posicionamento contrário ao projeto de lei, uma vez que
os vereadores já ouviram a parte contrária em outras oportunidades.
"Este encontro está acontecendo depois de havermos feito a solicitação
oficial ao presidente da Câmara, Darci de Matos, que é autor do
projeto, e a vereadora Tânia Eberhardt, presidente da Comissão
de Saúde do Legislativo. Queremos repassar aos legisladores, aos técnicos
da secretaria e membros do Conselho Municipal de Saúde todos os aspectos
que envolvem a optometria e a gravidade da questão em debate", explica.
Logo após, o advogado do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Flávio
Winkler e advogado da Associação Catarinense de Oftalmologia,
Paulo Wendt, falarão sobre os aspectos jurídicos da polêmica.
Reunião também prevê plano para acabar com filas
O encontro
entre os vereadores e técnicos da Secretaria de Saúde também
pode definir um plano para acabar com a demanda reprimida da oftalmologia. Atualmente,
mais de 16 mil pessoas aguardam na fila para conseguir um atendimento pelo Sistema
Único de Saúde (SUS).
O plano deve ser montado após a discussão sobre o projeto de lei
que autoriza o município a conceder alvará sanitário para
o trabalho dos optometristas. Na questão da demanda reprimida pelo SUS,
o debate será aberto com a apresentação dos números
e a busca conjunta de soluções por parte da Secretaria Municipal
de Saúde com os especialistas da área.
A tendência é de que os profissionais e técnicos da secretaria
sugiram datas para que novos mutirões sejam realizados - até que
os números estejam zerados.
O último mutirão realizado em Joinville reuniu médicos
que trabalham com ortopedia. Os profissionais atenderam 500 pessoas durante
um dia inteiro, em setembro.
A oftalmologia é a especialidade médica mais procurada. Outras
6 mil pessoas buscam uma consulta neurológica. Para doenças do
coração, a fila tem quase 5 mil pessoas. Dermatologia também
é uma das especialidades mais procuradas, com mais de 4,3 mil pessoas
na fila.
Na sexta-feira, uma reunião na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Itajaí, com com a presença do secretário Dão Koeddermann; da gerente regional da Saúde, Ana Totti; e da vereadora Dalva Rehnius, debateu a possibilidade de se estender a Itajaí uma unidade do hemocentro para facilitar a coleta de sangue.
Atualmente, a região é atendida pela unidade móvel do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina, que limita o número de cem pessoas a cada visita, através da distribuição de senhas.
De acordo com a gerente de Saúde, haverá um estudo para determinar qual a responsabilidade do Estado e do município para que a unidade possa entrar em funcionamento.
Equipamentos, equipe de funcionários e local de instalação serão definidos após reunião com secretário de Estado da Saúde e prefeitos da região.
Conforme o secretário regional, o Hospital Marieta, de Itajaí, não oferece espaço físico suficiente, por isso, poderá ser cogitada a implantação do Hemosc na divisa entre Itajaí e Balneário Camboriú.
Uma lei municipal deve fixar as multas a que estarão sujeitos os infratores. Funerárias e empresas de transporte coletivo também terão que esclarecer aos usuários o que é o seguro e quem tem direito a ele.
A lei que criou o DPVAT é de 1974, mas é pouco conhecida. Estima-se que apenas 30% dos acidentados no trânsito de Joinville acionam o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres.
O DPVAT é um imposto obrigatório, pago anualmente por todos os proprietários de veículos, para amparar as vítimas de acidentes de trânsito em todo o território nacional, não importando de quem seja a responsabilidade pelos acidentes.
Hospitais que passarem a divulgar o seguro e tiverem mais pacientes utilizando o sistema devem ser beneficiados. O DPVAT funciona como um plano de saúde, cobrindo as despesas com o paciente e pagando mais do que o Sistema Único de Saúde (SUS) pelo serviço.
Os danos pessoais cobertos pelo seguro compreendem as indenizações por morte, invalidez permanente e despesas de assistência médica e suplementares. Em caso de morte ou invalidez permanente o DPVAT paga aos familiares 40 vezes o valor do salário mínimo.
Para obter o benefício é necessário que o usuário tenha em mãos o boletim de ocorrência, as notas fiscais, prontuários e receitas médicas. Em Joinville, acontecem, em média, 400 acidentes de trânsito por mês. O prazo de carência para utilização do DPVAT é de até três anos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária acaba de liberar a comercialização do novo medicamento Baracludem, considerado o mais eficiente para combater o desenvolvimento da hepatite B crônica, um mal de que padecem cerca de 2 milhões de brasileiros.
O remédio, um antiviral poderoso, foi lançado nos Estados Unidos em abril.