24 de Outubro 2007

Jornal Notícias do Dia


MAIS UM DIA DE SUFOCO NO REGIONAL

Pacientes sofrem com a superlotação na emergência do hospital, que suspendeu atendimentos de baixa complexidade

A superlotação na emergência do Hospital Regional de São José Dr. Homero de Miranda Gomes provoco a suspensão do atendimento para casos de baixa complexidade da última segunda-feira até às 12h de ontem. Com 67 pacientes internados, 40 em observação, nenhum leito, maca ou cadeira disponível, a medida congestionou ainda mais o setor que atende normalmente atende 1,2 mil pessoas por dia. Segundo o diretor do hospital, Jorge Coelho, nada de anormal aconteceu, apenas se repetiu um problema crônico: o atendimento básico, de responsabilidade do município, ficou a cargo do hospital. “ O regional atende média e alta complexidade, mas 70% dos casos na emergência poderiam ser atendidos nos postos de saúde. Com isso, nossa emergência virou um postão de saúde”, desabafa. Madalena Batista, 56 anos, moradora da praia da Pinheira, aguardava desde às13 h e até às 17h não havia sido atendida.

Uma Viatura do ASU ( auto Socorro Urgência do 1º Batalhão de Bombeiros Militar do estreito, ficou parada no pátio, desde as 8h, aguardando a liberação da maca com rodinhas, usada por um paciente com fratura exposta, resgatado de manhã pela unidade. Nove horas depois, a maca ainda não havia sido liberada. Com isso, o comandante de área do batalhão, tenente Losso, teve de redirecionar quatro atendimentos. Preocupados com a situação, o diretor do Regional faz um apelo aos municípios: “melhorem os postos e contratem mais profissionais, pois a previsão é termos um verão com muito turismo interno e estradas superlotadas”.



MUNICIPALIZAÇÃO PROVOCA INSEGURANÇA

A municipalização do Centro Catarinense de Reabilitação, que deverá ser efetivada em novembro, tem deixado funcionários e pacientes em clima de insegurança. A unidade é referência no Estado em serviços de reabilitação neurológica, cardiológica e de ortopedia. Com cerca de mil atendimentos por mês, o centro recebe pacientes de todo o Estado. Na segunda-feira, servidores fizeram panfletagem na frente do prédio para alertar a população sobre os possíveis perigos da mudança.

Com a municipalização, o centro passa a ser comandado pela prefeitura de Florianópolis. Segundo a presidente do SindSaúde, Edileuza Garcia, a medida pode trazer conseqüências negativas para pacientes e funcionários. “O centro atende gente de todo o estado, e agora, como vai ficar?”, questiona. Para a sindicalista, o processo caminha para a privatização do serviço. “A prefeitura não vai ter como bancar saúde para todos”, alerta. Conforme o sindicato, 28 dos 132 funcionários da instituição, entre fisioterapeutas e assistentes sociais, já estão com saída marcada, o que pode prejudicar o atendimento.

 

CCR ATENDERÁ A TODOS

O superintendente de Serviços Regionalizados da Secretaria de Estado da Saúde, Roberto Hess, explica que a municipalização é uma política do SUS e garantiu que funcionários e pacientes não serão prejudicados com a mudança. “O processo é maduro e tranqüilo”, afirma. Segundo ele, mesmo municipalizado, o CCR vai continuar sendo referência nas especialidades médicas e continuará a atender pacientes de outros municípios. “Os recursos vão entrar no caixa de Florianópolis, mas o atendimento vai continuar para todos”, diz.




Jornal A Notícia


Hospital Santa Inês escapa de ir a leilão

O leilão do prédio e dos equipamentos do Hospital Santa Inês, de Balneário Camboriú, foi suspenso pela Justiça Federal. O hospital seria leiloado hoje, por causa de uma dívida de R$ 2,5 milhões (valor corrigido) com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). O processo foi suspenso na segunda-feira à noite pelo juiz Marcelo Adriano Micheloti, da 1ª Vara Federal de Itajaí. Ele alega que o hospital solicitou o parcelamento da dívida e que o INSS não se pronunciou.“Não havendo qualquer notícia de que o hospital teve seu pedido de parcelamento indeferido ou excluído, entendo presentes motivos suficientes para determinar a suspensão do processo e, consequentemente, do leilão”, disse o juiz.

O presidente da comissão administrativa do hospital, Ademar Pereira, explicou que entrou com um processo, na sexta-feira, para pedir a anulação do leilão. “Reivindicamos o lance mínimo do prédio, que era de R$ 15 milhões. O hospital tem uma área de 261 mil metros quadrados e é avaliado em R$ 42 milhões”, afirmou. O hospital terá seis meses para regularizar sua situação com o INSS. Caso a dívida não seja paga, poderá ser leiloado



Coluna Canal Aberto- Claudio Prisco Paraiso

Reconhecimento
A Assembléia Legislativa promove amanhã uma sessão solene em homenagem ao Dia do Cirurgião-Dentista e aos 40 anos do Conselho Regional de Odontologia. Entre os homenageados com a Medalha de Honra Odontológico Catarinense estão o ex-governador Esperidião Amin e os dentistas Telmo Tavares e Telmo José Mezadri. Nesta legislatura, a categoria é representada pelos deputados estaduais Dagomar Carneiro (PDT) e Dado Cherem (PSDB).

Colunista Raul Sartori matéria dia 23-10

Campeã
Criciúma é a cidade catarinense líder em trotes telefônicos para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). De cada 100 ligações, 55 são falsas, feitas, principalmente, por crianças e adolescentes. Alguns pais, advertidos, ficam bravos. Mereciam ter o serviço telefônico suspenso, além de pagar multa. Os criciumenses educados e civilizados não merecem pagar pelos que se divertem prejudicando outrem .


Jornal AN Capital

Obesidade
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia em Santa Catarina promove hoje palestra educativa sobre obesidade infantil para toda população da Grande Florianópolis. A atividade faz parte da campanha realizada pela entidade. A aula será ministrada pela médica endocrinologista Gabriela Didone Dantas, a partir das 19 horas. A entrada é franca. Informações pelo telefone 3238 2240, com Helena Clebsch ou no site www.sbemsc.org.br.






Jornal Diário Catarinense



Doença triplica entre mais jovens
Mês de outubro é dedicado em vários países do mundo a ações de prevenção contra o câncer de mama

Em três anos, triplicou o número de mulheres que ainda nem completaram 40 anos, mas já foram vítimas do câncer de mama. Os dados são da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e mostram que, em 2003, a incidência desse tipo de tumor nas mais jovens era de 5,6%. De raridade, os casos passaram a ser recorrentes e, no ano passado, esse grupo passou a representar 16,8% das ocorrências da doença. A incidência aumentada rapidamente após essa faixa etária. Quando detectado no início, o índice de sucesso no tratamento chega a 90%. Ainda não há um mapeamento conclusivo sobre as causas do aumento de câncer de mama nas mais jovens. No entanto, os especialistas acreditam que o crescimento explosivo estaria relacionado à mudança de hábitos do sexo feminino.

Os sintomas são nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor. Também podem ocorrer alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos, retrações ou aspecto semelhante à casca de uma laranja, e nódulos nas axilas. O exame clínico e a mamografia são as formas mais eficazes para detectar o problema, assim como o auto-exame. O Brasil registra o câncer de mama como a principal causa de morte entre a população feminina. Os dados epidemiológicos que estão disponíveis atualmente permitem considerar o câncer de mama como um problema de saúde pública no Brasil.

Impacto psicológico é forte nas mulheres

Em um esforço concentrado para combater o avanço da doença entre a população feminina, o mês de outubro é dedicado à prevenção do mal em vários países do mundo. Denominada Outubro Rosa, a campanha tem a finalidade de incentivar as medidas preventivas e aumentar a conscientização sobre a doença. Em Florianópolis, a psicooncologista Eliane Sá Brito promove oficinas de conscientização com as mulheres atendidas nos ambulatórios e consultórios de ginecologia e mastologia do Hospital Universitário (HU).

Voluntária da Associação Brasileira de Portadores de Câncer (Amucc) e integrante da equipe da Climama, de Florianópolis, a psicóloga Eliane Brito explica que o Outubro Rosa representa a luta contra o câncer de mama. Este câncer, diz ela, é o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta freqüência e, sobretudo, ao impacto psicológico que provoca. Envolve negativamente a percepção da sexualidade e da auto-imagem, mais do que qualquer outro tipo de neoplasia que atinge a mulher.

O Outubro Rosa
- O mês internacional de conscientização sobre o câncer de mama também é conhecido como Outubro Rosa, por causa do laço cor-de-rosa que simboliza mundialmente a luta contra esse tipo de câncer, que agora avança no contingente feminino abaixo de 40 anos
- A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, escolhido como símbolo da luta mundial contra a doença, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura realizada em Nova York em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade.
- Ano a ano, as ações de conscientização e prevenção que integram o Outubro Rosa vêm ganhando adeptos em todo o planeta. Além das corridas pela cura, pontos turísticos são iluminados na cor rosa, em homenagem às mulheres que sofreram ou sofrem com a doença.
- Entre os principais pontos e monumentos conhecidos mundialmente que aderiram à iluminação rosa, destacam-se a ponte Harbour, em Sidney, Austrália; a Torre de Tokyo, no Japão; o Arco Constantine, em Roma; e as cataratas do Niagara, no Canadá.
- No Brasil, a Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama é uma ação integrante da campanha "O Câncer de Mama no Alvo da Moda", conduzida pelo Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC).



Família de empresário espera laudo

A família do microempresário Leonardo Espíndola, de 54 anos, aguarda para dentro de 20 dias o laudo da autopsia para terem certeza da causa de sua morte. O corpo foi enterrado ontem pela manhã no Cemitério de Barreiros, em São José, na Grande Florianópolis. Espíndola morreu na manhã de segunda-feira no Hospital Celso Ramos, quatro dias depois de ser internado. Os familiares suspeitam de negligência.

A diretora em exercício do hospital, Terezinha Serrano, instaurou inquérito interno. Mas a instituição só irá se manifestar depois da emissão do laudo. A perda de Espíndola não diminui a solidariedade dos seus familiares.

- Nossa intenção, acima de tudo, é não desejar que outras pessoas passem o mesmo que nós - diz Héverton Roberto de Souza, genro de Espíndola.

Com o laudo em mãos, a família acredita que a situação poderá ser esclarecida. Familiares contam que o paciente passou a primeira noite em uma cadeira no corredor do hospital.

No período de quinta a sábado não teria passado por qualquer exame, nem recebeu medicação especial. Na manhã de segunda-feira, o microempresário teria sido examinado por um médio e encaminhado ao setor de reabilitação. Mas teve duas paradas cardíacas e não resistir. Outro problema apontado pelos familiares é sobre a data em que Espíndola foi internado. De acordo com o prontuário teria sido na sexta-feira, mas os familiares dizem ter ocorrido na sexta.

O microempresário vinha com problemas de saúde. Há um ano foi internado no Hospital Regional de São José para implantação de um aparelho para corrigir uma arritmia cardíaca. Um mês atrás, esteve na emergência do Hospital Celso Ramos depois de sofrer um derrame. Agora, ao retornar, mostrava-se enfraquecido. Mas os atendentes diziam que estava tudo bem. A gravidade do caso, depois de crises de tosse, foi descoberta tarde demais.




Matéria-23-10


Servidor cobra processo de municipalização

Os servidores da Associação Santa Catarina de Reabilitação realizaram, ontem, panfletagem em Florianópolis, para cobrar mais informações sobre o processo de municipalização da entidade e chamar a atenção da população da Capital e do Estado para esta possibilidade. O protesto, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde Privado e Público Estadual (SindSaúde), foi realizado na sede da associação.

Os servidores afirmam que não receberam informações sobre uma possível municipalização da entidade (quando a responsabilidade de gestão e gerenciamento é transferida do Estado para o município), percebida por meio de sinais como a falta de medicamentos e a diminuição do número de atendimentos na ortopedia. Também acreditam que, caso isso ocorra, os 25 funcionários que estão em estágio probatório não poderão ser cedidos para o município, o que acabaria prejudicando os pacientes.

População não será prejudicada, diz secretário

Segundo a presidente do SindSaúde, Edileuza Fortuna, dos atendimentos realizados atualmente, 36,12% são de pacientes da Capital, 46,28% são da Grande Florianópolis e 16,6% são do interior do Estado. Conforme a gerente da Associação, Gladys Martins, a municipalização não irá prejudicar o atendimento aos pacientes. Para que os pacientes de outros municípios continuem a ser atendidos na Associação, cada cidade precisará fazer um acordo (chamado de pacto) com Florianópolis. Senão, deverá providenciar atendimento na própria cidade.

O secretário-adjunto da Secretaria de Saúde, Cléssio Espezim, garantiu que a municipalização não irá prejudicar o atendimento à população.

- Os usuários que hoje estão sendo atendidos e os que vão ser atendidos permanecem com os mesmos direitos



Artigo


SC e a dengue
LUÍS ANTONIO SILVA / Diretor da Vigilância Epidemiológica em Santa Catarina

A situação da dengue, recentemente divulgada pelo ministro da Saúde José Gomes Temporão, não pode ser tratada como argumento político, e sim como um problema de saúde pública da maior gravidade. É um crime banalizar o sofrimento e a doença da população. Insinuar que os quase 500 mil casos de dengue registrados até julho deste ano são mero dado político, e não incomodam milhares de famílias (só quem teve, sabe) acaba reforçando o pensamento político dominante de que endemias fazem parte do cotidiano do brasileiro (de preferência, da população mais pobre) e que ele deve saber conviver com isso.

Essa vergonha nacional, que ano a ano, incide sobre a população, através do registro de cerca de 600 mil casos de malária, 300 mil casos de hepatites, 150 mil casos de tuberculose, 100 mil casos de Leschimaniose, e tantas outras doenças, esconde uma deficiência crônica do financiamento à Saúde. O pouco que se tem é direcionado para procedimentos de alta complexidade, relegando-se a saúde pública a uma injustificável posição de exclusão econômica.

Para agravar a situação, comenta-se nos bastidores políticos a provável aprovação na íntegra do substitutivo da senadora Patrícia Saboya que, ao regulamentar a Emenda Constitucional 29, dá um tiro mortal, sepultando de vez a defesa de quem acreditava num sistema público com financiamento adequado pelas três esferas de governo (isto sim, precisa ser denunciado e defendido).

Como esclarecimento final, registre-se que Santa Catarina, único Estado sem registro de transmissão autóctone (local) da dengue, não trabalha com casos notificados, mas sim com casos confirmados. Foram registrados 109 casos em 2007, todos importados, ou seja, contraídos fora do território catarinense.





Visor

Levantamento da Sociedade Brasileira de Mastologia indica que o número de mulheres com menos de 40 anos, antes relativamente pouco afetadas pelo câncer de mama, triplicou entre 2003 e 2006, e hoje chega a 16,8% do total dos casos anuais.

Rico em substâncias que ajudam a combater diversas doenças, o brócolis tem outra virtude que acaba de ser descoberta pela ciência: aumenta a produção de enzimas que protegem a pele dos efeitos nocivos da radiação solar ultravioleta.




Jornal de Santa Catarina

Justiça suspende leilão do Santa Inês

Balneário Camboriú - O leilão do prédio e dos equipamentos do Hospital Santa Inês foi suspenso pela Justiça Federal. O hospital seria leiloado hoje, por causa de uma dívida de R$ 2,5 milhões com o INSS. O processo foi suspenso segunda-feira à noite, pelo juiz Marcelo Adriano Micheloti, da 1ª Vara Federal de Itajaí. Ele alegou que o hospital solicitou o parcelamento da dívida e que o INSS não se pronunciou.

- Não havendo qualquer notícia de que o hospital teve seu pedido de parcelamento indeferido ou excluído, vejo motivos suficientes para determinar a suspensão do processo e, conseqüentemente, do leilão - explicou o juiz.

Presidente da Comissão Administrativa do hospital, Ademar Pereira disse que a comissão entrou com um processo sexta-feira para pedir a anulação do leilão.

O Santa Inês terá seis meses para regularizar a situação com o INSS. Se a dívida não for quitada, a instituição poderá ser leiloada. Segundo Pereira, o pagamento está sendo negociado com a procuradoria



Crianças e idosos fazem caminhada pela saúde bucal

Blumenau - Cerca de 350 crianças e adolescentes que cursam a jornada ampliada e Programa Adolescente Aprendiz da Fundação Pró-Família, além de 80 idosos, participam amanhã da caminhada em comemoração ao Dia Nacional de Higiene Bucal. O evento começa às 9h15min, no Parque Ramiro Ruediger. Munidos de cartazes, jovens e idosos vão sensibilizar a comunidade para os cuidados com a saúde bucal. Após a caminhada, os participantes irão saborear frutas.




Coluna Paulo Alceu

A vida segue....

Será que em 14 anos não houve nenhum aumento de leito em hospitais públicos da Grande Florianópolis?