AIDSNão dá para descuidarOPINIÃO RAQUEL SCHIAVINI, EDITORA DE GERALN ão é todos os dias que se fala de Aids. Talvez por isso, muitas pessoas acabam esquecendo do assunto e relaxando com os cuidados, erro que pode ser fatal. Apesar do avanço nas pesquisas e na busca por medicamentos mais eficazes, ainda não há cura. A doença continua devastadora e leva à morte. Há muito tempo, inclusive, não há mais grupos de risco, mas sim comportamentos de risco. De jovens a idosos, todos precisam se proteger. A vigilância deve ser constante e a responsabilidade também. Não há desculpa para não se cuidar. Os métodos de prevenção estão aí, ao alcance de todas as mãos.
AIDSAIDS LUTA CONTRA O PRECONCEITOPortadores do HIV em Joinville falam sobre como lidam com a doença e com a rejeição, mal que campanha quer combaterEle sorri com os olhos e com os lábios, sem vergonha de mostrar todos os dentes, em gargalhadas que rompem as paredes. É assim diariamente: feliz e falante, com quem quer que seja. Venceu o preconceito contra si e não teme olhares indiscretos ou receosos. O homem de 45 anos é homossexual e há 16 anos convive com o HIV. AMANDA MIRANDA JOINVILLE
AIDSA desinformação gera rejeiçãoQuando o homem de 45 anos descobriu que tinha o vírus da Aids, em 1993, pouco se sabia sobre a doença. Na época, os homossexuais ainda eram as principais vítimas, acumulando preconceitos e estereótipos.
AIDSSÍMBOLO DA CAMPANHAHomem veste a camiseta com os símbolos da campanha contra as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Com esta camiseta, homens e mulheres farão uma caminhada pela prevenção e contra o preconceito pelas ruas de Joinville. AIDS“Vivo normal, faço coisas normais”, diz jovemEla é a típica mulher cheia de vida que muitos jamais ousariam dizer que tem Aids. Não é raro o senso comum dar ao portador do HIV uma aparência franzina e um tom de pele pálido. E ela está fora de todos esses estereótipos e de mais outros tantos. Com 26 anos, mãe de quatro filhos saudáveis, ela soube que estava com o HIV há seis anos, depois de descobrir que o ex-marido era soropositivo. “A assistente social me perguntou: ‘E agora?'. Eu respondi que tinha um filho para criar e que ia tocar em frente.”
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AN Jaragua
SAÚDEMãe espera consulta no SUSMenino de 15 anos com neurofibromatose, doença rara e progressiva, está sem acompanhamento médicoHá um ano, a família da costureira Eliana da Silva Leite tem de lidar com a neurofibromatose do caçula de 15 anos, uma doença rara e progressiva. Hoje, os problemas se agravaram e ele espera atendimento de médicos do Sistema Único de Saúde (SUS). O problema genético, do qual a mãe também apresenta sinais, é chamado de doença de Von Recklinghausen. O filho de Eliana nasceu com um nódulo na cabeça que foi operado em Blumenau há cerca de dois anos. Agora, o garoto está sem acompanhamento médico.
Nódulos podem ser gravesA neurofibromatose é uma doença genética que pode tanto ser transmitida pelos pais como pode ser um defeito espontâneo no cromossomo 17 ou 22. A enfermidade causa manchas na pele, chamadas café-com-leite, nódulos internos e externos e pode originar deformidades ósseas e em outros órgãos do corpo. É considerada grave porque os nódulos internos podem comprimir órgãos, como coração, cérebro e pulmão. SAÚDESanta Catarina tem associação de apoioEm 2001, Jorge Maurício Barbosa, 52 anos, funcionário público estadual, descobriu que ele e os filhos tinham a doença. Comovido com o problema e percebendo a necessidade de informação para os portadores, ele decidiu criar a Associação Catarinense de Apoio à Neurofibromatose (Acanf), localizada em São José, na casa da família. Campanha para frear a AidsSemana contra a doença alerta as pessoas contra o preconceito em Jaraguá do Sul e cidades da regiãoEm Jaraguá do Sul e região, o número de casos novos de HIV/Aids aumentou neste ano. Em 2008, foram cerca de 60 casos e, neste ano, são 87 identificados no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), que atende a seis cidades da região (Corupá, Guaramirim, Jaraguá do Sul, Massaranduba, São João do Itaperiú e Schroeder).
SAÚDECasal conhece de perto as dificuldadesUm casal de Jaraguá do Sul sabe que o lema “Viver com Aids É Possível. Com o Preconceito Não” é verdadeiro. Durante 13 anos, o marido conviveu com o irmão doente. Segundo ele, o irmão não tomava medicamento para controlar a doença. Há quatro meses, o irmão morreu, mas a vida dele serviu de exemplo para a família.
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Termina greve da saúde com abono de 16,6% Depois de muito desentendimento com o Governo do Estado, acabou a paralisação na saúde. A greve estava suspensa desde 13 de novembro. Em reunião com o secretário da Saúde, Luiz Eduardo Cherem, no último dia 27 o Comando de Negociação aceitou a proposta do Governo que concedeu abono de 16,76% em duas etapas: 50% do valor em janeiro e de forma integral no mês de maio de 2010. |
FORA PRECONCEITODia de Luta contra a Aids
O Grupo de Apoio à Prevenção da Aids (Gapa) de Florianópolis promoverá hoje um ato para marcar o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Será no auditório do Tribunal de Contas, das 9h às 12h. A presidente do Gapa, Helena Pires, diz que o objetivo do evento é “sensibilizar, mobilizar e orientar toda a sociedade contra o preconceito” e combater a exclusão social de pessoas com o vírus HIV.
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Colunista Cacau Menezes
Aids nas capitaisPorto Alegre é a capital brasileira que apresentou a maior taxa de incidência de Aids em 2007, com 111,5 casos por 100 mil habitantes, revela estudo divulgado pelo Ministério da Saúde. Quase o dobro da capital colocada em segundo lugar, Florianópolis, com 57,4 por 100 mil habitantes.
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Cidades
Saúde. Setor do Hospital Florianópolis será transferido para uma área do ambulatório adaptada Emergência passa por reforma
A emergência do Hospital Florianópolis, no Estreito, passará por reformas a partir de quinta-feira, mas os pacientes já sentem as dificuldades desde ontem, quando havia apenas um clínico geral por volta das 17h. Algumas pessoas esperaram até quatro horas para receberem atendimento. O açougueiro João Carlos Silvy, que estava com sintomas de doença respiratória, chegou a procurar o Hospital Regional de São José, mas foi orientado pela recepção a procurar outra unidade. No Florianópolis, após esperar duas horas, a cunhada Bernadete Silvy teve que solicitar para que os servidores acelerassem o atendimento. “Pior é que tem de pedir com jeitinho, pois se chegar nervosa e agressiva eles te dão um gelo”, reclama. A dona de casa Daniela Cristina Pedroso, do município de Governador Celso Ramos, veio de ônibus para o Hospital Florianópolis para buscar atendimento em razão de uma alergia de pele. Demorou mais de duas horas para ser recebida. Já Carla Patrícia Sabino, que chegou com diarréia e vômito, ficou das 13h às 17h para ser analisada por um médico. Segundo a Superintendência de Hospitais Públicos da Secretaria de Estado da Saúde, durante as obras o atendimento não será prejudicado, já que o setor será transferido, temporariamente, para uma área do ambulatório adaptada. Mas o superintendente Roberto Hess de Souza já avisa. “Como a reforma será longa, é importante que a população se acostume que a emergência é destinada às situações de urgência e emergência. Nos outros casos, o ideal é procurar um posto de saúde”, destaca.
Região Tijucas Saúde tem trabalho premiado e reconhecido
Desde que chegou a Tijucas, há quatro anos, a enfermeira da Estratégia de Saúde da Família (ESF), Franciely Batista de Oliveira, 28 anos, visita regularmente os pacientes em suas casas. Um deles, João Justino da Silva, morador do bairro XV de Novembro, ela acompanha desde que começou a trabalhar na Secretaria Municipal de Saúde. “Normalmente visito os pacientes uma vez por mês, mas no caso do seu João não tem dia estipulado. Estou sempre acompanhado e dando uma atenção para a família”, explica a enfermeira. Essa situação é justificada pela idade do paciente: 101 anos. A Secretaria de Estado da Saúde classificou Tijucas em 1º lugar na Avaliação da Atenção Básica. Foram premiados os municípios com os melhores índices de evolução em Saúde no ano de 2009. “Esse prêmio não é de uma pessoa ou de um grupo, mas de toda a nossa equipe que trabalha com o desejo de ver a população bem atendida”, salienta Sérgio Murilo Cordeiro, secretário municipal de Saúde. A cerimônia de premiação ocorreu durante o 4º Encontro Estadual de Saúde da Família, realizado no Centro Multiuso em São José, entre os dias 25 e 27 de novembro. E foi a primeira vez que um município do Vale do Rio Tijucas recebe esta premiação.
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