AIDS

Não dá para descuidar

OPINIÃO RAQUEL SCHIAVINI, EDITORA DE GERAL

N ão é todos os dias que se fala de Aids. Talvez por isso, muitas pessoas acabam esquecendo do assunto e relaxando com os cuidados, erro que pode ser fatal. Apesar do avanço nas pesquisas e na busca por medicamentos mais eficazes, ainda não há cura. A doença continua devastadora e leva à morte. Há muito tempo, inclusive, não há mais grupos de risco, mas sim comportamentos de risco. De jovens a idosos, todos precisam se proteger. A vigilância deve ser constante e a responsabilidade também. Não há desculpa para não se cuidar. Os métodos de prevenção estão aí, ao alcance de todas as mãos.

 

AIDS

AIDS LUTA CONTRA O PRECONCEITO

Portadores do HIV em Joinville falam sobre como lidam com a doença e com a rejeição, mal que campanha quer combater

Ele sorri com os olhos e com os lábios, sem vergonha de mostrar todos os dentes, em gargalhadas que rompem as paredes. É assim diariamente: feliz e falante, com quem quer que seja. Venceu o preconceito contra si e não teme olhares indiscretos ou receosos. O homem de 45 anos é homossexual e há 16 anos convive com o HIV.

Ele sabe que o preconceito existe e conviveu com ele dentro da própria casa, quando contou à família que era portador do vírus. No início, não compartilhava copos, pratos e talheres. O irmão rejeitava o cigarro que antes passava de uma boca a outra sem restrições. Em vez de se abater, ele decidiu combater. Desde então, não esconde de ninguém que pode vir a desenvolver uma das doenças mais temidas. “Preconceito é o que mais tem, mas não posso ter vergonha de nada. Não tenho medo porque sei que temos um homem acima de todos nós.”

Como não manifestou os sintomas da Aids, leva uma vida normal, sem necessitar do coquetel de medicamentos indicado para o tratamento. A cada três meses, faz exames para controlar o comportamento do HIV. “Não penso nisso quando acordo nem quando durmo. Vivo como se não tivesse nada, porque é de dentro da gente que o preconceito nasce.”

A forma tranquila e serena de levar a vida faz dele um frequentador assíduo das atividades promovidas pela equipe multidisciplinar da Secretaria da Saúde de Joinville. O homem participa dos encontros com a psicóloga, das aulas de arteterapia e das reuniões com grupos maiores. Também não falta a uma consulta médica, desde o início do acompanhamento, em 1993.

Apesar de saber que a desinformação sobre a Aids se manifesta diariamente, ele decidiu não ter vergonha. Quando lhe questionam, fala abertamente, sem medo e sem valorizar os tabus. Tudo isso tem dado certo: poucos desconhecem sua condição e a casa continua cheia de amigos. “Só no primeiro dia fiquei desesperado e chorei. Depois, esqueci e continuo aqui, bem e pronto para o que vier.”

amanda.miranda@an.com.br

AMANDA MIRANDA JOINVILLE
UM PASSO IMPORTANTE
O dia 1º de dezembro deste ano chega com uma vitória para mais de meio milhão de doentes no Brasil: foi dado mais um passo para a aprovação do Projeto de Lei 6124/05, que torna crime discriminar pessoas com o vírus da Aids. O parecer favorável do relator, o deputado federal Regis de Oliveira, foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e segue agora para a votação no plenário da Câmara. Se aprovado, irá para sanção presidencial.

 

AIDS

A desinformação gera rejeição

Quando o homem de 45 anos descobriu que tinha o vírus da Aids, em 1993, pouco se sabia sobre a doença. Na época, os homossexuais ainda eram as principais vítimas, acumulando preconceitos e estereótipos.

Hoje, a taxa de contaminação já é maior entre os heteros. Décadas após o surgimento da doença, a arma que a combate tem efeito comprovado. O coquetel de medicamentos aumenta a sobrevida e, inclusive, possibilita que mães com HIV gerem filhos saudáveis. Já a arma contra o preconceito continua sendo a mesma: a informação.

Neste ano, a campanha encabeçada pelo Ministério da Saúde no Dia Mundial do Combate à Aids, celebrado hoje, tem a missão de reduzir a discriminação contra os portadores da doença. Não é uma tarefa fácil, já que o medo de rejeição é apontado por especialistas como um dos grandes obstáculos à reintegração do portador do HIV. “Temos de combater o estigma e a discriminação. Quem tem preconceito não se informa de verdade”, destaca a coordenadora da Unidade Sanitária da Vigilância em Saúde, Cristina Kortmann.

Ela acredita que o preconceito diminuiu ao longo tempo, mas que ainda é necessário um grande avanço. “Percebo uma evolução. Hoje, eles conseguem ter uma vida social, exercer o seu papel de cidadão. O que continua acontecendo muito é a desinformação. As pessoas não se informam e isso gera discriminação e preconceito. Por isso, nossas campanhas são sempre informativas, claras e objetivas”, explica.

A rejeição da própria família é outro fator preocupante. Segundo Mara Beatriz de Souza, secretária do Grupo de Apoio à Vida (Gavi), o primeiro medo do portador do HIV é o de conversar com os parentes mais próximos e com o parceiro sobre o problema. “Houve uma época em que Aids era uma doença de um grupo restrito. Hoje não tem mais isso: é uma doença familiar, que pode surgir entre marido e mulher. Temos que tomar cuidado porque, muitas vezes, eles mesmos se excluem da sociedade”, comenta.

No ambiente de trabalho, também há uma forte carga de preconceito contra as pessoas com aids. De acordo com Mara, não são raros casos de demissões repentinas quando um diagnóstico é confirmado. “Eles não demitem por causa da doença em si, mas às vezes arrumam um argumento qualquer e no fundo a gente sente que é por causa do preconceito.”

 

AIDS

SÍMBOLO DA CAMPANHA

Homem veste a camiseta com os símbolos da campanha contra as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Com esta camiseta, homens e mulheres farão uma caminhada pela prevenção e contra o preconceito pelas ruas de Joinville.

AIDS

“Vivo normal, faço coisas normais”, diz jovem

Ela é a típica mulher cheia de vida que muitos jamais ousariam dizer que tem Aids. Não é raro o senso comum dar ao portador do HIV uma aparência franzina e um tom de pele pálido. E ela está fora de todos esses estereótipos e de mais outros tantos. Com 26 anos, mãe de quatro filhos saudáveis, ela soube que estava com o HIV há seis anos, depois de descobrir que o ex-marido era soropositivo. “A assistente social me perguntou: ‘E agora?'. Eu respondi que tinha um filho para criar e que ia tocar em frente.”

Ela prefere não comentar com muitas pessoas que tem Aids. Um pouco para se preservar da discriminação, mas também por ter feito uma escolha: a de não pensar na doença com frequência. “Para mim, parece que ela não existe. Vivo normal, faço coisas normais. Sei que o HIV não vai me matar. Perto de muitas coisas que eu já vivi e sofri, isso não é nada.”

A jovem já sentiu de perto o preconceito. A irmã não conversa mais com ela, não a deixa chegar perto dos sobrinhos e jamais aceitou que uma pessoa da família pudesse estar com Aids. “Se eu encostar nela, ela vai achar que pegou.” Mas nem isso foi capaz de abater a personalidade inquieta da mulher lutadora, que decidiu não chorar pelos cantos e preferiu viver. Há três meses ela tem um namorado e nunca dispensou o preservativo. No auge da juventude, ela segue feliz e consciente.

 

 

 

 

 

AN Jaragua

 

SAÚDE

Mãe espera consulta no SUS

Menino de 15 anos com neurofibromatose, doença rara e progressiva, está sem acompanhamento médico

Há um ano, a família da costureira Eliana da Silva Leite tem de lidar com a neurofibromatose do caçula de 15 anos, uma doença rara e progressiva. Hoje, os problemas se agravaram e ele espera atendimento de médicos do Sistema Único de Saúde (SUS). O problema genético, do qual a mãe também apresenta sinais, é chamado de doença de Von Recklinghausen. O filho de Eliana nasceu com um nódulo na cabeça que foi operado em Blumenau há cerca de dois anos. Agora, o garoto está sem acompanhamento médico.

O menino está na 5ª série por ter perdido muitas aulas. Ele tem dores de cabeça e nódulos pelo corpo que causam coceira. “Os nódulos que ele tem atrás do olho e dentro do ouvido podem se desenvolver e as dores de cabeça piorarem”, relata Eliana.

A mãe explica que, quando morou em Blumenau, a família recebeu o atendimento necessário e o conselho dos médicos para sempre acompanhar a doença do menino. “Ele não precisa de remédios. Agora, um dermatologista poderia tirar as verrugas e outros médicos, como um neurologista, poderiam ver se não há nada errado na parte interna”, acredita a mãe. “O problema dele exige um acompanhamento constante e não podemos pagar”, desabafa. Ela teme pela demora no encaminhamento que deveria ser feito pela secretaria municipal. “Perderam (Secretaria de Saúde) dois encaminhamentos e ainda não agendaram. Sei que existem outros com problemas, mas o caso do meu filho também é sério.”

A secretaria de Saúde de Guaramirim confirma o registro de duas guias de encaminhamento para um dermatologista pediátrico. Uma data de agosto e outra, de outubro de 2009, e não sabe dizer se a primeira foi perdida ou não. De acordo com o secretário de Saúde, Paulo Veloso, os casos de dermatologia não têm muito tempo de espera e ele não acha possível que a família esteja esperando há tanto tempo. A situação é que houve falta de especialistas, como dermatologista pediátrico, nos últimos meses.

“Os pacientes que consultaram em julho estão sendo atendidos agora. E o médico que indica avalia a gravidade do caso. Encaminha para Jaraguá, que acabou ficando sem esse tipo de profissional por um tempo”, afirma Veloso. Para ele, a situação está sendo tratada como deveria e, em breve, o garoto deve ser encaminhado para o especialista.

gabriela.zimmernann@an.com.br

 

Nódulos podem ser graves

A neurofibromatose é uma doença genética que pode tanto ser transmitida pelos pais como pode ser um defeito espontâneo no cromossomo 17 ou 22. A enfermidade causa manchas na pele, chamadas café-com-leite, nódulos internos e externos e pode originar deformidades ósseas e em outros órgãos do corpo. É considerada grave porque os nódulos internos podem comprimir órgãos, como coração, cérebro e pulmão.

De acordo com o médico neurologista Vicente Augusto Caropreso, em 15% dos pacientes pode haver a transformação maligna desse nódulos. O acompanhamento anual feito por um médico é fundamental para o controle e entendimento da doença. “O médico-referência vai orientar a família e acompanhar o desenvolvimento da doença”, detalha Caropreso. Existem oito variações da doença, mas duas são as mais conhecidas, neurofibromatose 1 (NF1), mais grave, e a neurofibromatose 2 (NF2), uma forma mais branda do problema.

Segundo o presidente da Associação Catarinense de Apoio à Neurofibromatose (Acanf), Jorge Maurício Barbosa, o problema não tem cura e precisa da atenção de uma equipe multidisciplinar. “Um neurologista ou geneticista pode ser o médico do portador, examinando-o e encaminhando-o, quando há necessidade, para os outros médicos”, explica.

“É caro, mas o ideal é fazer uma ressonância uma vez por ano. Hoje, este exame custa R$ 500. Pelo SUS, o encaminhamento pode demorar até seis meses. Um plano de saúde, apesar de também não ser em conta, pode ajudar nesses casos”, analisa Barbosa, que também tem a doença. O presidente da Associação de Apoio à Neurofibromatose tem mais de 800 nódulos externos pelo corpo a serem retirados no próximo ano.

Eliana espera pela consulta com um dermatologista, mas, segundo Caropreso, o dermatologista é o último médico que deve ser procurado neste tipo de tratamento.

“O dermatologista vai cuidar dos nódulos externos e que, muitas vezes, não comprometem a saúde do paciente. Os problemas mais sérios estão nos nódulos internos, que podem crescer e causar danos gravíssimos ao corpo”, alerta.

SAÚDE

Santa Catarina tem associação de apoio

Em 2001, Jorge Maurício Barbosa, 52 anos, funcionário público estadual, descobriu que ele e os filhos tinham a doença. Comovido com o problema e percebendo a necessidade de informação para os portadores, ele decidiu criar a Associação Catarinense de Apoio à Neurofibromatose (Acanf), localizada em São José, na casa da família.

Ele, a mulher e os filhos atendem e ajudam os portadores da doença e respondem a e-mails de todo o mundo. “Chegam dúvidas da Inglaterra, do México e dos Estados Unidos. Hoje, o mundo todo procura uma cura para essa doença, mas isso parece estar um pouco longe de acontecer”, desabafa Barbosa.

A Associação de Apoio à Neurofibromatose tem mais de 2,5 mil associados somente em Santa Catarina e é uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo único de ajudar portadores.

Em outubro, Barbosa participou de um congresso internacional em Minas Gerais e foi apresentado a um aparelho que retira os nódulos sem deixar grandes cicatrizes, o eletrocautério. “Equipamentos como este ajudam no tratamento da doença, que pode ser bem difícil”, detalha.

Os interessados podem encontrar informações na Acanf pelo telefone (48) 3346-1000 ou no site www.acanf.org.br.

Campanha para frear a Aids

Semana contra a doença alerta as pessoas contra o preconceito em Jaraguá do Sul e cidades da região

Em Jaraguá do Sul e região, o número de casos novos de HIV/Aids aumentou neste ano. Em 2008, foram cerca de 60 casos e, neste ano, são 87 identificados no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), que atende a seis cidades da região (Corupá, Guaramirim, Jaraguá do Sul, Massaranduba, São João do Itaperiú e Schroeder).

Para tentar frear um pouco esse aumento nos próximos anos, a luta para conscientizar as pessoas é diária e, nesta semana, a atenção está voltada para a qualidade de vida do portador do HIV/Aids.

Hoje, no Dia Mundial de Luta Contra a Aids, as autoridades da Saúde desenvolvem, em todas essas cidades, uma campanha voltada para o preconceito. Com o lema “Viver com Aids É Possível.Com o Preconceito Não”, a intenção é fazer com que a vida de uma pessoa doente seja mais fácil.

A ideia é orientar pessoas sobre as formas de transmissão, inclusive com a informação de que um soropositivo pode namorar, beijar na boca e ser feliz com um companheiro ou companheira.

Hoje, a partir das 7h30 até as 17 horas, equipes da saúde estarão na Praça Ângelo Piazera, em Jaraguá do Sul, para distribuir fôlderes, camisinhas e orientar a população sobre como reduzir o preconceito. De acordo com o supervisor do Programa DST/Aids da cidade, Dalton Fischer, durante todo o ano acontecem ações de conscientização, mas, nesta semana, as ações são intensificadas.

Conforme o supervisor, o foco deste ano é mostrar que a pessoa portadora da doença não precisa ser tratada de maneira diferente. De acordo com Fischer, o doente pode ter relações sexuais, desde que seja com preservativo, pode beijar e namorar. “Os únicos cuidados que a pessoa deve ter é sempre usar proteção na hora do sexo e ter atenção com pequenos cortes e contato com sangue. No resto, a vida é normal”, diz.

Durante esta semana, a rede pública de saúde de Jaraguá do Sul vai disponibilizar 550 camisetas com o lema da campanha para funcionários da rede. Além disso, outras 50 mil camisinhas vão ser dadas as cerca de 40 mil pessoas que são distribuídas todo mês. Empresas e outros locais públicos também receberão camisinhas para distribuição.

“Se, no final desta semana, conseguirmos fazer com que as pessoas convivam melhor e aumentem o nível de consciência para diminuir o preconceito, e assim os portadores da doença também possam viver melhor, estarei satisfeito”, destaca Fischer.

O CTA de Jaraguá do Sul faz exames e o acompanhamento dos pacientes da região que têm o vírus da Aids. A equipe é composta por três médicos, dois enfermeiros, uma técnica em enfermagem, uma assistente social, uma psicóloga, uma bioquímica, recepcionista e supervisor.

De acordo com o supervisor, todos devem fazer os testes. Todas as pessoas podem repetir o exame quantas vezes quiserem.


SAÚDE

Casal conhece de perto as dificuldades

Um casal de Jaraguá do Sul sabe que o lema “Viver com Aids É Possível. Com o Preconceito Não” é verdadeiro. Durante 13 anos, o marido conviveu com o irmão doente. Segundo ele, o irmão não tomava medicamento para controlar a doença. Há quatro meses, o irmão morreu, mas a vida dele serviu de exemplo para a família.

“Não tenho preconceito nenhum, porque convivi com meu irmão, mas passei a conhecer melhor as formas de prevenção”, diz o marido. A mulher dele avalia que é muito comum o preconceito, apesar das campanhas feitas pelo governo. Para ela, o tema da conscientização é fundamental para ajudar a pessoa que tem a doença a viver melhor.

“Quando meu cunhado estava na fase terminal, as pessoas me perguntavam se não tínhamos medo de ficarmos junto com ele, mas até o final ficamos do lado dele e sem preconceito”, lembra. A dona de casa ainda diz que, com a convivência, as pessoas aprendem que todo doente é um pessoa normal e pode viver como outra qualquer, com aperto de mão, beijos e abraços.

Para o casal, o preconceito ainda existe porque falta informação. “As pessoas precisam conhecer e saber o que é a doença. A falta de informação gera o preconceito”, comenta o casal.

 

 

 

 

 

Termina greve da saúde com abono de 16,6%

                 Depois de muito desentendimento com o Governo do Estado, acabou a paralisação na saúde. A greve estava suspensa desde 13 de novembro.  Em reunião com o secretário da Saúde, Luiz Eduardo Cherem, no último  dia 27 o Comando de Negociação aceitou a proposta do Governo que concedeu abono de 16,76% em duas etapas: 50% do valor em janeiro e de forma integral no mês de maio de 2010.

                 O valor incide sobre gratificação natalina e o terço constitucional de férias, abrangendo todos os servidores ativos e inativos. O documento também garante a frequência comprovada no período de paralisação dos registros realizados por meios eletrônico, mecânico e manual. A proposta foi aprovada pela maior parte dos servidores presentes na assembleia geral dando fim à greve na saúde.

                 Apesar da aprovação da proposta, o fim da greve não significa que o movimento dos servidores acabou. Segundo informações do Sindsaúde, em 2010 está prevista intensificação da mobilização da categoria, tendo como uma das metas a incorporação do abono ao salário dos trabalhadores. Falta ainda negociar o valor do vale alimentação (congelado desde 2001), a criação da aposentadoria especial. O Sindicato diz que é “ urgente e necessária conquista para os trabalhadores da saúde, e nova data base, garantida pelo artigo 100 da Lei 323/2006, o qual assegura revisão anual dos salários.

A defesa da saúde pública está também entre as prioridades, e após a greve, percebe-se a necessidade de introduzir e ampliar o tema SUS, na vida das pessoas, principalmente as que desconhecem seus direitos como cidadãos. Elege-se daqui em diante a campanha para instrumentalizar a população através da informação. Conhecer o SUS e seus princípios é ponto de partida fundamental para que as pessoas possam exigir seus direitos ” .

 

 

 

 

FORA PRECONCEITO

Dia de Luta contra a Aids

 

O Grupo de Apoio à Prevenção da Aids (Gapa) de Florianópolis promoverá hoje um ato para marcar o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Será no auditório do Tribunal de Contas, das 9h às 12h. A presidente do Gapa, Helena Pires, diz que o objetivo do evento é “sensibilizar, mobilizar e orientar toda a sociedade contra o preconceito” e combater a exclusão social de pessoas com o vírus HIV.

Santa Catarina, segundo relatório divulgado pelo Ministério da Saúde na semana passada, tem 26.057 casos da doença. O Estado é o terceiro no ranking nacional. Está atrás do Rio Grande do Sul e de Roraina.

Entre as 20 cidades brasileiras com mais de 50 mil habitantes que apresentam as maiores taxas da doença, cinco são catarinenses: Camboriú, Itajaí, Balneário Camboriú, Florianópolis e Criciúma .

 

 

 

 

 

Colunista Cacau Menezes

Aids nas capitais

Porto Alegre é a capital brasileira que apresentou a maior taxa de incidência de Aids em 2007, com 111,5 casos por 100 mil habitantes, revela estudo divulgado pelo Ministério da Saúde. Quase o dobro da capital colocada em segundo lugar, Florianópolis, com 57,4 por 100 mil habitantes.

Ou seja, não dá pra dar... moleza! Camisinha e prevenção já



 

 

Cidades

 

Saúde. Setor do Hospital Florianópolis será transferido para uma área do ambulatório adaptada

Emergência passa por reforma

 

A emergência do Hospital Florianópolis, no Estreito, passará por reformas a partir de quinta-feira, mas os pacientes já sentem as dificuldades desde ontem, quando havia apenas um clínico geral por volta das 17h. Algumas pessoas esperaram até quatro horas para receberem atendimento.

O açougueiro João Carlos Silvy, que estava com sintomas de doença respiratória, chegou a procurar o Hospital Regional de São José, mas foi orientado pela recepção a procurar outra unidade. No Florianópolis, após esperar duas horas, a cunhada Bernadete Silvy teve que solicitar para que os servidores acelerassem o atendimento. “Pior é que tem de pedir com jeitinho, pois se chegar nervosa e agressiva eles te dão um gelo”, reclama.

A dona de casa Daniela Cristina Pedroso, do município de Governador Celso Ramos, veio de ônibus para o Hospital Florianópolis para buscar atendimento em razão de uma alergia de pele. Demorou mais de duas horas para ser recebida. Já Carla Patrícia Sabino, que chegou com diarréia e vômito, ficou das 13h às 17h para ser analisada por um médico.

Segundo a Superintendência de Hospitais Públicos da Secretaria de Estado da Saúde, durante as obras o atendimento não será prejudicado, já que o setor será transferido, temporariamente, para uma área do ambulatório adaptada. Mas o superintendente Roberto Hess de Souza já avisa. “Como a reforma será longa, é importante que a população se acostume que a emergência é destinada às situações de urgência e emergência. Nos outros casos, o ideal é procurar um posto de saúde”, destaca.

 

 

Região

Tijucas

Saúde tem trabalho premiado e reconhecido

 

Desde que chegou a Tijucas, há quatro anos, a enfermeira da Estratégia de Saúde da Família (ESF), Franciely Batista de Oliveira, 28 anos, visita regularmente os pacientes em suas casas. Um deles, João Justino da Silva, morador do bairro XV de Novembro, ela acompanha desde que começou a trabalhar na Secretaria Municipal de Saúde. “Normalmente visito os pacientes uma vez por mês, mas no caso do seu João não tem dia estipulado. Estou sempre acompanhado e dando uma atenção para a família”, explica a enfermeira. Essa situação é justificada pela idade do paciente: 101 anos.

A Secretaria de Estado da Saúde classificou Tijucas em 1º lugar na Avaliação da Atenção Básica. Foram premiados os municípios com os melhores índices de evolução em Saúde no ano de 2009. “Esse prêmio não é de uma pessoa ou de um grupo, mas de toda a nossa equipe que trabalha com o desejo de ver a população bem atendida”, salienta Sérgio Murilo Cordeiro, secretário municipal de Saúde.

A cerimônia de premiação ocorreu durante o 4º Encontro Estadual de Saúde da Família, realizado no Centro Multiuso em São José, entre os dias 25 e 27 de novembro. E foi a primeira vez que um município do Vale do Rio Tijucas recebe esta premiação.