ARTIGO

Morte súbita no esporte, por Bruno Migueletto*

A morte súbita durante a prática de atividades física, embora seja um evento que traz grande repercussão na mídia, principalmente em jovens e atletas competitivos, felizmente é um evento raro.

Abaixo dos 35 anos, as causas mais frequentes são as cardiopatias congênitas e, acima dos 35 anos, a doença arterial coronariana (obstrução das artérias por placas de gordura) é a causa mais comum.

A parada cardíaca geralmente é causada por uma arritmia maligna, conhecida por fibrilação ventricular, situação em que o coração treme de forma tão intensa, ficando incapaz de completar um batimento e bombear sangue para o organismo.

Quanto mais rápido for o atendimento, menores serão os riscos do organismo sofrer as sequelas decorrentes da falta de sangue. Por isso, o choque elétrico por meio de um desfibrilador é essencial nos primeiros minutos de uma parada cardiorrespiratória.

Os cardiologistas são unânimes em afirmar que se o Brasil, assim como nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, dispusesse de uma lei federal que tornasse obrigatória a instalação de desfibriladores em locais públicos, muitas dessas vidas poderiam ser salvas.

Nestes países, é obrigatória a presença de desfibriladores em locais de grande afluxo humano (como estádios, ginásios, shoppings e aeroportos), ou onde uma equipe médica adequada no atendimento distantee mais de dez minutos.

Importante também ressaltar que a Sociedade Brasileira de Cardiologia mantém cursos de treinamentos para leigos, para aprender os passos no atendimento a uma parada cardíaca e a utilizar corretamente o desfibrilador.

Também é recomendável a avaliação médica cuidadosa para todos os indivíduos, independentemente da idade, que praticam exercícios físicos, seja em caráter competitivo ou não.

*Presidente da Sociedade Joinvilense de Cardiologia, Médico cardiologista hemodinamicista do Centro de Cardiologia Intervencionista de Santa Catarina, Joinville

 

 

 

 

 

  • O PERIGO DA DENGUE

    Depois do terror provocado pela gripe A – 104 casos confirmados, pelo menos duas mortes na cidade – Joinville se prepara agora para evitar a dengue. Neste verão, a batalha será ainda mais dura do que em 2008. Em todo ano passado, foram registrados 33 focos do mosquito aedes aegypti em Joinville. Em 2009, já são 28 e faltam dois meses de temperaturas elevados para fechar o ano.

    O pior: está sendo registrado um foco por semana, em média, nos últimos meses. O mosquito foi encontrado perto de transportadoras. “Isso significa que o mosquito está chegando até aqui. E quanto mais focos, maior a possibilidade de a doença chegar aqui”, diz Jeane Vieira, gerente de Vigilância da Secretaria de Saúde de Joinville.

  • Riscos

    Presença do mosquito não é garantia de dengue. Mas pode ser o começo. Para o mosquito transmitir a doença, ele precisa estar contaminado, isto é, ter picado uma pessoa com a doença. Estatisticamente, quanto mais mosquitos aparecerem por aqui, maiores as chances de um deles chegar contaminado pela dengue.

  • Cuidados

    E quanto mais mosquitos andarem por aí, maiores os riscos de um deles picar uma pessoa com a dengue – mesmo que ela tenha contraído a doença em outra região do País. Joinville nunca registrou um caso contraído na cidade. Os cuidados são os de sempre, evitar o acúmulo de água.

 

 

 

 

Hospital Infantil. Municípios terão que colaborar

Deyse Pessoa | Lages

              Depois de noticiada pelo Correio Lageano, a crise do Hospital Infantil parece estar sendo encaminhada. O Ministério Público interveio e quer a colaboração dos demais municípios
              Está marcada para a próxima sexta-feira (13) uma reunião com a direção do Hospital Infantil, os prefeitos da Amures e o Ministério Público para tratar da crise financeira da instituição. O assunto foi levantado pelo Correio Lageano e o MP interveio na situação. Segundo a promotora Elen Cristine Santos, um dos objetivos da reunião é mostrar a planilha de custos e o número de atendimentos de pacientes vindos da região da Amures, para que estes municípios também contribuam com os custos do hospital. A promotora diz que na reunião haverá a presença de seis promotores. “Nosso objetivo é compactuar Lages para que todas as crianças da região possam ser atendidas. Já pensou em uma criança de São José do Cerrito ter que ser atendida no hospital de Florianópolis? Seria um retrocesso”, diz. Para manter o Hospital Infantil hoje, de acordo com o diretor, o custo fica em torno de R$ 400 mil e a arrecadação é de R$ 370 mil.
               A promotora explica que o valor que os médicos anestesistas recebem do SUS não é suficiente para pagá-los, pois eles cobram acima da tabela. E esta diferença é um dos principais problemas da crise.
               Para que o hospital diminua um pouco as suas dívidas a direção reforçou a Campanha da Luz. De acordo com Jakson Rodrigues Neri, do setor financeiro, só será possível saber o resultado da campanha a partir do dia 18 deste mês, quando o valor é repassado para o hospital. “A campanha já existia, apenas fizemos um reforço, para que mais pessoas aderissem”, diz Jakson.
Sobre a reunião do dia 13, ele disse que a diretoria e o corpo clínico irão definir a pauta, mas já adiantou que o principal ponto a ser tratado é a ajuda dos demais municípios para as crianças que são atendidas aqui.
               A diretoria do hospital ressalta que por diversas vezes foram encaminhados pedidos às prefeituras para que contribuíssem, mas sempre sem sucesso.
               Segundo a direção a desculpa dada é sempre a mesma: de que não há recursos disponíveis.

 

 

GREVE NA SAÚDE

Complicado é cobrar

Aumento da multa não assusta, pois penalidades como a imposta aos sindicatos na greve do transporte, em julho, não foram pagas até hoje

A ilegalidade da greve dos servidores da Saúde, decretada pelo Tribunal de Justiça (TJ) na sexta-feira, pode sair caro. A Procuradoria-Geral do Estado determinou o aumento da multa – estipulada em R$ 20 mil por dia de paralisação – que vale desde segunda-feira.

Mas nada parece intimidar a categoria. Entre outros fatores porque nem sempre estas multas acabam sendo pagas. Um bom exemplo é o caso da greve do transporte coletivo da Grande Florianópolis, em julho deste ano.

O Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina (TRT-SC) determinou a cobrança de R$ 450 mil, divididos entre o sindicato dos trabalhadores (Sintraturb) e dos patrões (Setuf e Setpesc). Os magistrados até definiram o destino do dinheiro: seria aplicado em melhorias para a comunidade.

Mas nenhum centavo foi pago até agora. De recurso em recurso, os sindicatos ganham tempo, e o processo continua no TRT. Depois, os grevistas ainda podem recorrer a uma instância superior.

As alegações de ilegalidade dos movimentos também são parecidas, considerando que ambos são serviços essenciais e, por conta disso, obrigados a manter pelo menos 30% dos atendimentos.

Seja qual for o valor da multa, o SindSaúde diz que a greve continua, Na maioria dos hospitais de Florianópolis, cidade onde o movimento é mais forte, apenas as emergências estão funcionando, como é o caso do Hospital Celso Ramos.

O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde Privado e Público Estadual (SindSaúde) não prevê a volta ao trabalho e afirma que vai recorrer da multa.

Na sexta-feira, o desembargador substituto Ricardo Roesler concedeu liminar ao governo do Estado definindo que a greve é ilegal. O magistrado alegou que a população não está tendo o atendimento adequado e ordenou “a imediata cessação da greve, com retorno dos servidores as suas atividades”.

No caso de bloqueio na entrada dos prédios públicos, como aconteceu no Celso Ramos, onde uma das portas foi cadeada – “cerco, com finalidade de impedir o trabalho dos servidores ou o atendimento” –, o desembargador autorizou o uso de força policial, o que não foi necessário, pois o cadeado foi retirado no mesmo dia.

mauricio.frighetto@diario.com.br


diario.com.br
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MAURÍCIO FRIGHETTO

 

GREVE NA SAÚDE

Categoria apresentou contraproposta

Em reunião na noite de ontem na sede do Ministério Público, em Florianópolis, que durou três horas, os integrantes do SindSaúde apresentaram uma contraposta de negociação salarial. Se aceita pelo governo do Estado, poderá representar o fim da greve ainda hoje.

O Ministério Público anunciou que irá esperar até hoje uma resposta da Secretaria de Estado da Saúde. Se não houver acordo, os promotores pedirão judicialmente a regularidade do atendimento à população.

O encontro entre os promotores Ricardo Paladino, Analú Librelato Longo e os sindicalistas do SindSaúde terminou por volta das 20h. De manhã, os promotores já haviam conversado com os integrantes da cúpula da Secretaria da Saúde.

Os detalhes da contraproposta apresentada pela comissão de greve não foram divulgados pela categoria, como queriam os promotores. Segundo o MP, a intenção dos grevistas era não surpreender os servidores com a divulgação do documento antes de uma discussão das propostas internamente

 

 

GREVE NA SAÚDE

Audiência digna de novela

Era tanta gente no plenário da Assembleia Legislativa na tarde de ontem, quando os servidores da Saúde fizeram uma manifestação, que até um telão teve de ser instalado do lado de fora para acompanhar a sessão.

A categoria também ocupou as galerias e grande parte do hall. Juntos, os manifestantes aplaudiam toda vez que algum deputado da oposição fazia críticas ao governo. Terminado o tempo reservado aos parlamentares, antes do início da sessão, o sindicato ganhou a oportunidade de se manifestar na tribuna.

O representante do SindSaúde, Pedro Paulo Chagas ponderou que pessoas em macas por horas em busca de atendimento não é raridade:

– Não concordamos com isso. E não estamos em greve apenas pela questão salarial, mas também por melhores condições de trabalho.

Chagas pediu aos deputados, em especial ao líder de governo, Elizeu Mattos (PMDB) e líder da bancada do PMDB, Antônio Aguiar, que mediassem a reabertura de um canal de negociações com o governo e com a Secretaria de Saúde.

– Estamos em greve por causa de uma data (para a incorporação do abono ao salário) e não foi por falta de aviso – completou

 

GREVE NA SAÚDE

Lages

O único hospital estadual da cidade – Hospital Geral e Maternidade Tereza Ramos – atende casos de emergência somente na maternidade, por isso a greve não afeta de forma tão dura a população. A maior dificuldade é enfrentada no hospital particular – Nossa Senhora dos Prazeres. Todos os 200 leitos estão ocupados desde o início da greve. Cirurgias sem urgência estão sendo reprogramadas.

 

 

GREVE NA SAÚDE

Sul do Estado

Criciúma e Araranguá não têm hospital estadual. A greve ganhou 70% de adesões de servidores das regionais de saúde. Os outros 30% são funcionários mantidos nos cargos para atender às coletas de sangue no Hemosc de Criciúma e nas regionais de saúde, encaminhando consultas de alta complexidade em hospitais e clínicas.

 

GREVE NA SAÚDE

Tubarão

Não conta com hospital estadual. A greve dos servidores não causa prejuízos à população. O único órgão gerido pelo governo do Estado na cidade é o Hemosc, onde os 10 funcionários continuam com suas atividades normalmente das 7h30min às 11h30min

 

GREVE NA SAÚDE

Chapecó

Funcionários do Hemocentro Regional aderiram à greve desde segunda-feira. De acordo com o sindicato, dos 25 funcionários, 22 estão parados. Segundo a gerência do Hemosc, dos 28, oito estão trabalhando, 12 estão de licença ou férias e apenas oito estão em greve. A coleta ficou prejudicada. Só sobraram três de 11 para o serviço. Para piorar a situação, faltou luz no início da tarde de ontem. A fila de doadores chegou a 30

 

 

 

 

Hospitais serão Fiscalizados

A Secretaria de Estado da saúde anunciou ontem a abertura de uma auditoria para verificar se procede a informação de que servidores estariam batendo o ponto sem cumprir o expediente. " Nosso objetivo é garantir o acesso da população aos serviços, e quem está com o cartão mecanizado tem obrigações funcionais a cumprir. Caso contrário, pode ser penalizado de acordo com a lei estatutaria" analisa a secretária Carmen Zanotto.

Em conjunto com a Procuradoria Geral do |estado, a Secretaria da Saúde tambérm está tomando as medidaas para garantir o cumprimento da liminar, concedida no dia 06 dwe novembro pelo Tribunal de Justiça, que determina o fum da Greve e o retorno integral do atendimento nas unidades da SES.

Legislativo

No oitavo dia de greve, servidores da Saúde ocupam a Assembléia Legislativa para pedir apoio aos Deputados." Estamos apelando a todos os meios e hoje viemos pedir ajuda aos representantes do povo", declarou o vice-presidente do SindSaúde, Pedro Paulo Chagas.

 

Geral

 

MPSC busca uma solução

 

O Ministério Público de Santa Catarina reuniu-se ontem com representantes da Secretaria da Saúde e representantes do movimento grevista com o objetivo de buscar uma solução que encerre a greve dos servidores. Como resultado, o movimento grevista fez uma contraproposta salarial, que foi levada ao conhecimento da secretária da Saúde em exercício, Carmen Zanotto.

O estado deverá apresentar sua resposta hoje. Pela manhã, os promotores de Justiça receberam, em reunião, a secretária em exercício, o titular da pasta, Luiz Eduardo Cherem, o superintendente dos Hospitais Públicos, Roberto Hess de Souza e o consultor jurídico da secretaria, Hélio Lacerda.

A reunião com os representantes do movimento grevista foi realizada no fim da tarde. “Preocupado com a situação dos usuários do sistema de saúde, o Ministério Público envidará todos os esforços necessários no sentido de resolver o problema”, afirmou o promotor Ricardo Paladino.

Caso não ocorra um consenso em torno das negociações salariais, que resulte no fim da greve, o Ministério Público de Santa Catarina adotará as medidas para assegurar a regularidade no atendimento prestado à população.

 

 

 

 

*Importante a proposta do deputado Kennedy Nunes, PP, solicitando uma reunião extraordinária da Comissão de Saúde, a fim de que seja designado um grupo de parlamentares para intermediar a negociação entre o governo e o movimento grevista

 

 

Campanha Nacional de prevenção ao cãncer da pele mobiliza o país

 

CAMPANHA NACIONAL DE PREVENÇÃO AO CÂNCER DA PELE MOBILIZA O PAÍS PARA A NECESSIDADE DA PREVENÇÃO SOLAR E ATENÇÃO A SINTOMAS


No dia 5 de dezembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia oferece atendimento gratuito à população brasileira. Em Santa Catarina, 12 cidades receberão a Campanha Nacional de Prevenção.

Mantendo seu compromisso de alertar a população sobre os perigos do câncer da pele, tipo de câncer mais comum no Brasil, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza, no dia 5 de dezembro, a 11ª edição de sua já tradicional Campanha Nacional de Prevenção, com cobertura simultânea em 23 estados, inclusive Santa Catarina.

A campanha será realizada das 8h às 16h, ininterruptamente, em hospitais públicos credenciados, postos de saúde e tendas montadas em pontos de grande circulação. Os pacientes serão atendidos pelas equipes médicas e, apresentando suspeita de câncer da pele, serão encaminhados para tratamento totalmente gratuito. Nos postos, estão previstas atividades educativas, como aulas expositivas que trazem orientações sobre fotoproteção e dicas de como suspeitar do câncer da pele. Os endereços dos locais de atendimento poderão ser consultados pelo site da SBD (www.sbd.org.br).

No Estado, 12 cidades farão parte da campanha e contarão com postos de atendimento à população: Florianópolis, Blumenau, Criciúma, Brusque, Joaçaba, Joinville, Chapecó, São Bento do Sul, Itajaí, Concórdia, Jaraguá do Sul e Tubarão. Cada unidade de atendimento contará com um médico responsável para a coordenação dos trabalhos durante o dia da campanha.

No ano passado, foram realizados 1611 atendimentos nos municípios catarinenses. Do total de pessoas examinadas, 53,6% confessaram tomar sol sem qualquer proteção e 12,8% foram diagnosticadas com câncer da pele. Destes, 17 indivíduos, o que corresponde a quase 1% do total, apresentaram melanomas malignos — considerado o câncer da pele mais perigoso, pois está associado a metástases e, consequentemente, a maiores índices de letalidade. De acordo com a Dra. Selma Cernea, coordenadora nacional da campanha, o diagnóstico precoce é determinante par a garantir a sobrevida nestes casos e assegurar a escolha do tratamento mais eficaz.

“A exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco do câncer da pele. Países como o Brasil estão mais expostos a esse tipo de doença e, por isso, é tão importante oferecer orientação a todos para diminuir a alta incidência e alcançar a cura”, explica a dermatologista, informando que a população de pele clara está mais sujeita ao mal, mas nem por isso representantes de outras etnias devem se descuidar.


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