Fim do bronzeamento artificialAnvisa proibiu ontem a venda e o uso de equipamentos, como as câmaras para bronzear, em todo o PaísA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu ontem, em todo o Brasil, a venda e o uso de equipamentos para bronzeamento artificial. A medida, que tem validade imediata, ocorre três meses depois de a Agência Internacional de Pesquisas em Câncer (Iarc, na sigla em inglês) alertar que raios ultravioleta das câmaras podem causar câncer. SAÚDEConsulta foi feita antes da decisãoEm reunião da OMS prevista para os dias 15 e 16, em Genebra, o Brasil deverá relatar sua experiência. A OMS estuda adotar uma postura mais rigorosa sobre o assunto e o caso brasileiro poderá ser usado como parâmetro. |
Impasse na Saúde. AL quer diálogo entre governo e grevistas
|
GREVE NA SAÚDEMP abre investigaçãoO Ministério Público (MP) de Santa Catarina instaurou inquérito civil para apurar a greve nas unidades de saúde estaduais. A intenção é investigar se a prestação de serviço está totalmente interrompida e se há pessoas prejudicadas com a paralisação, que já dura 10 dias.O promotor de Justiça Ricardo Paladino disse que a Secretaria da Saúde e o sindicato dos trabalhadores, o SindSaúde, têm até segunda-feira para entregar documentos sobre a greve: NANDA GOBBI E MAURÍCIO FRIGHETTO | São José
Grávida à espera de consulta
A doméstica Kelin Cristiane da Silva, 31 anos, grávida de sete meses, esperava, por volta das 7h, para fazer uma consulta de rotina. Na segunda-feira, ela disse não ter sido atendida. Ontem, estava na expectativa.
GREVE NA SAÚDERicardo cansou de esperarVítima de um acidente de trabalho há seis meses, o pedreiro Ricardo Stocco, 24 anos, procurou atendimento ontem, mas desistiu. Decidiu voltar para casa, em Nova Trento, de táxi. A mulher, Rosineia, foi quem ligou dizendo quanto custaria a corrida: R$ 160.
Bronzeamento artificial no país é proibidoA utilização de equipamentos emissores de radiação ultravioleta (UV) para bronzeamento artificial com finalidade estética está proibida em todo o território nacional por haver evidências de que pode causar câncer.
|
Estado
Greve. Ministério Público de Santa Catarina instaura inquérito civil para verificar prestação de serviço Dor e indignação
“Nem sorte resolve o problema da saúde no Brasil”, disse o zelador Samuel Quadros, 23, enquanto aguardava, por mais de duas horas, atendimento na emergência do Hospital Universitário (HU) ontem à tarde. O zelador aposentado Francisco de Paula Machado ferreira, 73, quase não se mexia de tanta dor, sentado em uma cadeira de rodas, na emergência do HU. “Estou apavorada. Ele contribuiu 45 anos com o Instituto Nacional de Previdência Social para esperar 16 horas para ser atendido?”, disse Beatriz Santana, 50, indignada. Francisco sofre do Mal de Parkinson, está com infecção urinária e com suspeita de tuberculose. Na última segunda-feira, ficou das 11h às 3 da madrugada sem comer, esperando ser internado no HU. “A saúde sempre foi uma vergonha, mesmo sem greve”, disse Beatriz, ao lado do pai e da irmã Cátia Regina. A emergência do Hospital Infantil Joana de Gusmão estava tranqüila ontem, às 17h, e as pessoas eram rapidamente atendidas. Inquérito
O Ministério público de Santa Catarina instaurou ontem inquérito civil para apurar a manutenção dos serviços nas unidades de saúde estaduais, em razão da paralisação dos servidores instaurado pelos promotores de Justiça Ricardo Paladino e Analú Librelato Longo, a apuração também objetiva a adoção das medidas que se fizerem necessárias para a preservação dos interesses sociais e públicos. A instauração do inquérito é decorrente das reuniões realizadas pelos promotores de Justiça na terça-feira, com representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e representantes do movimento grevista. Os promotores requisitaram À SES e ao presidente do SindSaúde, num prazo de 48 horas, a remessa da nominata e quantitativo dos servidores com adesão à greve. Ao SindSaúde, o MP requereu, para o prazo de 48 horas, informações a respeito do cumprimento ou não, por parte do movimento grevista, da liminar. Governo só negocia com volta ao trabalho
A greve dos servidores da saúde completa dez dias hoje com movimentação na 2ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça, onde o SindSaúde entrou com contestação da liminar que declarou a greve ilegal, e com petição da Procuradoria Geral do Estado, que pediu a majoração da multa de R$ 20 mil e a intimação do sindicato. A secretária em exercício Carmen Zanotto foi taxativa: não haverá negociação enquanto os servidores não voltarem ao trabalho. A greve da Saúde prejudicou principalmente o atendimento hospitalar e a coleta de sangue. A SES informa que, antes do início da greve, ofereceu 16,76% de aumento sob forma de abono progressivo, com a metade a ser paga em janeiro de 2010 e a outra metade em agosto do mesmo ano. O abono representaria de R$ 127 a R$ 435 – dependendo da posição de cada servidor na tabela de vencimentos. Na entrevista, a secretaria manifesta a preocupação com o atendimento. ND – A greve entra no décimo dia. Qual foi até agora o reflexo disso? Carmen Zanotto – Nossa preocupação é com o não cumprimento da liminar da Justiça que decretou a ilegalidade da greve. Nossa preocupação é com a redução da coleta de sangue no Hemosc e nos cinco hemocentros do estado. Somos responsáveis por 95% da coleta. Preocupação também com o atendimento ambulatorial nos hospitais Carmela Dutra , que está fechado, e no Infantil e São José, unidades que retomaram o serviço com número reduzido. ND – Quais os setores mais afetados com a greve? Carmen – A área hospitalar onde se concentra a maioria dos serviços de saúde. ND – Assim que foi deflagrada a greve, qual foi a orientação do governo para a SES? Carmen – Só negociar com o respeito dos grevistas a decisão da Justiça. ND – Grevistas que retornarem ao trabalho terão os dias descontados? Carmen – Sim, mas ao contrário do que disse o sindicato, o estado pagará todas as horas normais, plantão e sobreaviso de quem trabalhou. Vamos descontar dos que não trabalharam. ND – Quantos servidores estão em greve? Carmen – Sem registro de freqüência temos 6% dos 11 mil efetivos. O SindSaúde informa 70% de adesão. Já pedimos uma auditoria da freqüência. Ela será feita pelas secretarias da Administração e Fazenda. ND – Qual foi a última greve na Saúde? Carmen - Desde 2003 não temos greve. Tivemos apenas uma paralisação do Hemosc e Cepon, mas por conta do modelo de gestão que alegavam eles que estava sendo privatizado. ND – E o que preocupa nessa greve? Carmen – Nos preocupa a situação do atendimento dos pacientes internados. A ordem é manter o atendimento dos pacientes nos hospitais públicos e de urgência. ND – Quando a SES vai negociar com os grevistas? Carmen – Só quando eles cumprirem a decisão judicial.
|