Repasse para o São José

Pelo que tem se visto até agora, Carlito Merss – logo ele, que dizia na campanha que o problema da saúde não era de dinheiro e sim de gestão – foi convencido de que R$ 1 milhão a mais para o São José, para ajudar na folha, resolveria os problemas do hospital.

 

 

 

 

•  DUPLA- - O deputado Jorginho Melo desempenhou papel estratégico na reabertura do diálogo entre o governo e o Sindsaúde. Outro tucano também destacou-se no atendimento à reivindicação da categoria: o secretário Dado Cherem.

 

 

 

 

Visor

SEXO FORTE

Preocupado com o crescente número de mulheres com AIDS, o Ministério da Saúde acaba de colocar no ar uma campanha pra lá de bem sacada. O alerta é simples: a mulher que é inteligente, moderna e bem resolvida também leva na bolsa a sua camisinha. Sem nenhum problema. Porque sem camisinha, não dá.

 

 

Geral

HEMOSC

Aberta a semana do doador de sangue

 

Para comemorar o Dia Nacional do Doador de Sangue, quinta-feira, esta semana terá ações especiais nos centros de captação do país. A programação de comemoração inclui música, lanche especial e atendimento diferenciado nos hemocentros do Estado. Os servidores dos hemocentros vestirão camisetas preparadas para marcar a passagem da data, quando serão entregues adesivos, sacolinhas de lixo para carro e folhetos com informações sobre a doação de sangue, estimulando novos doadores

 

 

EXAME APÓS OS 50 ANOS

Médicos divergem sobre idade para mamografia

Recomendação de retardar o teste é baseada em custos desnecessários

As novas diretrizes do governo americano para prevenção do câncer de mama, que indicam mamografias de rotina apenas para mulheres a partir dos 50 anos, dividem os especialistas brasileiros.

ASociedade Brasileira de Mastologia mantém a orientação para que as pacientes façam o exame anual a partir dos 40 anos, um direito assegurado por lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2008, mas o Instituto Nacional do Câncer (Inca) concorda com a posição adotada pelos norte-americanos.

A mudança na orientação, publicada nos Anais de Medicina Interna na última semana, foi proposta pela Força-Tarefa de Serviços de Prevenção dos Estados Unidos. O grupo de especialistas concluiu que o risco de fazer o exame na faixa etária dos 40 e 49 anos é maior do que os benefícios.

Isso porque, a cada 1,9 mil mulheres avaliadas nessa idade, apenas uma morte é evitada. Ao mesmo tempo, a preocupação com resultados falso-positivos faz com que a paciente seja submetida a exames e até a cirurgias desnecessárias.


Exame é pouco preciso na faixa dos 40 anos


Apesar de criticada por organizações como a Sociedade Americana de Doenças da Mama e a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, a mudança está em sintonia com o Consenso da Mama publicado em 2004 pelo Inca, que prevê a realização do exame para mulheres a partir dos 50 anos. Segundo o médico Ronaldo Corrêa da Silva, da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica da instituição, ligada ao Ministério da Saúde, a mesma orientação é seguida em países da Europa.

– Na faixa dos 40 anos a mamografia não é tão precisa e pode levar a uma quantidade de procedimentos desnecessários, com custos monstruosos e sofrimento – defende Corrêa.

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que o exame seja feito a partir dos 40 anos. O mastologista José Luiz Pedrini cita estudos que mostram maior incidência de câncer em pacientes que fazem mais mamografias.

– A ideia é que algumas lesões desapareceriam sozinhas ou nunca evoluiriam para um câncer, mas acabam sendo tratadas como tal – analisa.

diario.com.br
> Você conhece alguém que teve câncer antes dos 50 anos?

Por que a mamografia aos 40 é polêmica
PRÓS
- Quanto mais cedo for feito o exame, maior a chance de detectar precocemente o tumor e tratá-lo
- Ao ser acompanhada, a paciente sente-se mais amparada e tem mais recursos para enfrentar a doença
- Estudos avaliam que o risco de mortalidade de pacientes entre 40 e 49 anos que realizam mamografias periódicas cai 15%, em média
CONTRAS
- Nessa faixa etária, o risco de “falsos positivos” é maior. Nos Estados Unidos, a estimativa é de que pelo menos 10% das pacientes façam outros exames e até cirurgias desnecessárias em consequência disso
- Entre pacientes com mais de 50 anos, as mamografias levam a uma queda no índice de mortalidade bem mais significativa, chegando a 30%
POR QUE OS NORTE-AMERICANOS RECOMENDAM MAMOGRAFIA SÓ A PARTIR DOS 50 ANOS
O custo-benefício de mamografias em pacientes de 40 a 49 anos é baixo porque tem pouco impacto na mortalidade:
- Na faixa dos 40 a 49 anos – A cada 1.904 pacientes, uma morte é evitada com mulheres rastreadas por câncer de mama a cada 10 anos
- Na faixa dos 50 e 75 anos – A cada 1.339 mulheres, uma morte é evitada por mamografia
- Na faixa dos 60 e 69 anos – A cada 377 mulheres rastreadas, uma morte é evitada por mamografia