Luiz Eduardo Cherem é dentista e ingressou na vida pública como ativista ambiental. Foi o primeiro vereador eleito pelo PV no estado de Santa Catarina, em 1988. Como vereador foi uma dos responsáveis pela criação do projeto de lei da primeira Secretaria Municipal de Meio Ambiente no estado. Dado já foi vice-prefeito, secretário de obras e saúde de Balneário e Assessor Parlamentar. Em 2002 elegeu-se deputado estadual pelo PSDB e em 2006 foi reeleito. Em 2008 disputou a prefeitura de Balneário Camboriú e foi derrotado por Edson Piriquito. A convite do governador Luiz Henrique da Silveira retornou para a Secretaria de Estado da Saúde, e é o responsável pela saúde no estado. Em entrevista ao jornal Gente, Dado fala sobre a Secretaria de Saúde, abertura do novo hospital , criação da Guarda Municipal entre outros assuntos.

Jornal Gente - O custo da saúde fica cada vez mais alto? O dinheiro para esse custeio está cada vez mais insuficiente? A que se deve isso?


Dado Cherem - Na verdade quando se fala que a saúde é um posso sem fundo, não é verdade, a medicina que esta cara, e porque a medicina está cara? Porque quem faz o investimento na área farmacêutica é o empresário, quem faz o investimento na área de imagem, de diagnóstico é o empresário e ele quer ver retorno no investimento, quer lucro, por isso que eu defendo cada vez mais a necessidade do poder público ampliar o investimento em biotecnologia, cada vez mais nos temos que partir para esse investimento porque essa conta está ficando cara demais e daqui a pouco nós não vamos mais ter dinheiro pra isso e nós estamos lidando com vidas e vidas não tem preço, por isso que cada vez mais existe a necessidade desse investimento.

Jornal Gente - Atualmente, qual tem sido a porcentagem destinada à saúde, aqui em Santa Catarina?

Dado Cherem - São 12% do orçamento que o mínimo que a legislação exige, mais como a emenda 29 não está regulamentada ainda nós não sabemos ao certo quanto é investido, eu não sei quanto nós investimos justamente porque a emenda não está regulamentada, alguns dizem que investir em saneamento é investimento em saúde já o Ministério da Saúde não entende assim, o nosso Tribunal de Contas diz que o gasto com os inativos é investimento em saúde, o Ministério também não aceita, ou seja, enquanto a emenda 29 não for regulamentada nós ficamos reféns de pareceres jurídicos ou da decisão das secretarias da fazenda.

Jornal Gente - Qual é a média de gasto com a saúde, hoje em Santa Catarina por pessoa ao ano?

Dado Cherem - Não temos esses dados.

Jornal Gente - De onde vem o dinheiro da saúde? Qual a contribuição hoje do municípios?

Dado Cherem - O dinheiro vem dos impostos que a população paga, já os municípios estão pagando uma conta muito cara, porque está sobrando pra eles o dia a dia no investimento em saúde, o mínimo é 15% do orçamento do municio, no atual governo não sei como está, mas na época do Rubens Spernau o investimento passava dos 25% em investimento em saúde.

Jornal Gente - O senhor acha que os investimentos na saúde estão cada dia mais caro?

Dado Cherem - Sim por tudo aquilo que já falei, hoje em dia você não consegue mais contratar um profissional médico por 2 ou 3 mil reais pra trabalhar vinte horas por semana, eles não querem mais trabalhar no serviço público de saúde, você tem que pagar muito bem senão eles não querem.

Jornal Gente - Está faltando profissionais?

Dado Cherem - Eu não acredito que falte profissionais, eu diria que falta incentivo financeiro. Hoje existe um problema salarial, de gestão salarial, se você conseguir convencer que aquele é um bom salário, que é um bom atrativo para subsistência dele com certeza ele vai querer trabalhar no serviço público.

Jornal Gente - Como está à situação da Gripe A em Santa Catarina hoje?

Dado Cherem - Ta com relativa tranqüilidade, mesmo que os números de óbto tenha sido menor no nosso estado, toda morte pra quem perdeu é 100% seja pai, mãe, um filho, o que precisava ser feito, foi feito. Hoje estou convencido que o que é importante no novo repique da gripe que nós vamos ter no ano que vem a informação é fundamental e a população precisa estar esclarecida e isso se dá através dos órgãos de imprensa. A capacitação do profissional lá na ponta também precisa estar capacitado, aquele profissional que faz o primeiro atendimento, porque o diagnóstico precoce tem sido fundamental, diagnosticou o caso inicia o tratamento.

Jornal Gente - Santa Catarina hoje é líder nacional de captação de órgãos pelo terceiro ano consecutivo, e foi até manchete da revista Veja como um estado “seis anos à frente” dos demais nesta área. Ao que se deve este dado positivo?

Dado Cherem - Primeiro a solidariedade do povo catarinense, porque antes de você captar e implantar, você tem que ter um doador, isso tem sido fundamental. Segundo a capacitação profissional que o estado começou a fazer dentro de um modelo de gestão voltado pra essa área, a sensibilização do neurocirurgião, do médico intensivista, a capacitação do cirurgião e em terceiro é o investimento em equipamentos que nós temos feito nos hospitais que é o que faz realmente o sucesso dessa captação de órgãos.

Jornal Gente - Quais as principais dificuldades na área da saúde no estado?

Dado Cherem - Eu diria que é a área de media complexidade, ofertar consultas e exames na média complexidade, que seria oftalmologia, otorrinolaringologia, exames de alto custo como tomografias e ressonância, exames de ultrassom, procedimentos de ortopedia e tudo isso é dificultoso porque os municípios que possuem tem dificuldades de ofertar porque os profissionais estão insatisfeitos com o que recebem e os prestadores de serviços, que são os hospitais, não querem  mais trabalhar pelo SUS. Outra dificuldade é fazer com que esses profissionais vão para o interior do estado, hoje eles querem viver nessa faixa que compreende Criciúma, Florianópolis até Joinville, preferem o litoral, eles não querem ir pro interior, ninguém quer ir pra Xanxere, Seara, Passos do Torre, Mafra, eles querem ficar nessa região do litoral e essas cidades são atrativas, tem potencial econômico, mas as vezes a distancia do litoral, cidades que muitas vezes não conseguem dar uma qualidade de vida que o litoral oferece pode dificultar a ida desse profissional para o litoral.

Jornal Gente
- Como o senhor vê a abertura do Hospital Municipal Ruth Cardoso?

Dado Cherem - Eu acho o hospital fechado um escândalo, é um escândalo moral, eu fico inconformado com essa situação, tem prefeitos de outros municípios desesperados atrás de construção de novos hospitais, de ampliação de leitos, de UTI's, prefeitos que vão atrás de equipamentos, que vão nos procurar pedindo um convênio, e aqui em Balneário nós temos um hospital pronto, equipado, mobiliado e fechado por falta de vontade política da atual administração de abrir esse hospital, não adianta ele ficar jogando a culpa nos outros, ele é o prefeito e ele tem que resolver. O senhor sabe se já existe algum equipamento com defeito devido a todo esse tempo parado? Desconheço porque eu nunca fui convidado pra visitar o hospital, eu nunca recebi um convite do atual secretário de saúde ou do prefeito para uma audiência comigo, simplesmente resolveram me atacar pela imprensa como se a responsabilidade da abertura do hospital fosse minha.

Jornal Gente - O hospital foi inaugurado sem estar pronto?

Dado Cherem - O hospital nunca foi inaugurado, foi feita uma visita pelo prefeito Rubens Spernau para que aquelas pessoas que não conheciam pudessem conhecer a estrutura, dos quais eu também não conhecia e estive lá no final do ano para conhecer. Todos nós sabíamos que o hospital não estava pronto naquele momento para ser entregue a população.

Jornal Gente - O senhor não acha que faltou planejamento da administração do prefeito Rubens Spernau para abrir esse hospital? O modelo de gestão, por exemplo, já não deveria ter sido discutido antes?

Dado Cherem - Não, não, muito pelo contrário, o prefeito Rubens Spernau mandou para a Câmara de Vereadores no ano passado um modelo de gestão que ele acreditava e é o mesmo que eu acredito, e o atual secretário de planejamento e na época vereador Claudir Maciel pediu vistas ao projeto que nunca mais retornou para a Câmara, então não faltou planejamento. Qual seria esse modelo de gestão? Por Organização Social. Os estudos comprovam que você aumenta em 25% a capacidade de atendimento e diminui em 10% os gastos desse hospital, um serviço 100% público pra você contratar um médico leva quase seis meses, porque tem que ter concurso, isso quando o médico aceita trabalhar, já num contrato direto você contrata o profissional em 15 dias. Para comprar medicamento ás vezes você precisa de licitação pública, e licitação tem demanda judicial porque os valores são significativos, uma licitação pode demorar de um a seis meses, já teve licitação que levou um ano e meio, se for uma organização social a compra é direta pelo menor preço, você tem liberdade e por isso é mais ágil. Outra questão que tem que ser discutida não é o modelo de gestão e sim se as pessoas vão ser bem atendidas, essa é a grande pergunta que tem que ser feita, no meu modo de ver pela organização social seria a melhor forma de atendimento a população.

Jornal Gente - Como o senhor vê a possibilidade do Instituto das Pequenas Missionárias Maria Imaculada, que já administram o Marieta Konder Bornhausen, assumir a administração do Ruth Cardoso?

Dado Cherem - Eu vejo com bons olhos, quer queira ou quer não o hospital Marieta nos últimos dez anos tem se qualificado pra qualquer tipo de atendimento, principalmente na alta complexidade e isso é fruto de muito trabalho, eu conheço a equipe que está lá hoje e tenho certeza que elas fariam um bom trabalho no hospital de Balneário. Você veja bem tem uma entidade que quer assumir e mesmo assim eles não querem abrir, eu não tenho dúvida que falta vontade política.

Jornal Gente
- O estado vai ser parceiro do município para manter o funcionamento do hospital?

Dado Cherem - Nós estamos sendo parceiro desde a construção, investimos 8 milhões de reais ali e somos parceiros pra investir em pronto socorro, em compra de equipamentos novos, não haverá problema nenhum. E um convênio com o SUS? O SUS passa por uma fase difícil, ele tem que ser universal, gratuito, tem que atender a população, mas você não, pode engessar um gestor de um hospital fazendo com que ele seja 100% SUS, ele tem que ter o direito de ter convênios, ele dá uma boa renda para o hospital.

Jornal Gente - O senhor acredita na cassação do prefeito Edson Piriquito?

Dado Cherem - Eu não vou falar sobre esse assunto, é um problema da justiça.

Jornal Gente - Se ele for realmente cassado, o senhor assume a prefeitura?

Dado Cherem - Esse é um problema da justiça e do Ministério Público, não é um problema meu, não quero entrar nesse assunto.

Jornal Gente - O senhor é a favor da aprovação da Guarda Municipal?

Dado Cherem - Olha eu tenho no meu plano de governo a criação de uma guarda municipal, eu não vou fazer disso um cavalo de batalha, isso é uma discussão que tem que partir de dentro pra fora, não pode ser por imposição do prefeito, se a sociedade entender por bem que ela é importante, se a sociedade entender que ela vai ajudar na segurança da cidade eu serei o primeiro a aplaudir até porque está no meu plano de governo, mas eu tenho uma visão de uma Guarda Cidadã, não uma guarda repressiva, repressão é com a Polícia Militar e Civil, a guarda que eu acredito é uma guarda de prevenção, de educação, de formação e cidadania. O projeto da sua guarda era igual a essa que está pra ser votada? Eu não sei por que eu não conheço o projeto dessa guarda.

Jornal Gente
- Na opinião sua, a tríplice aliança continua?

Dado Cherem - Eu espero que sim e vou trabalhar pra isso, meu candidato é o Pavan, acredito que ele seja hoje a pessoa mais preparada politicamente para administrar o nosso estado, até mesmo pela sua experiência de três vezes prefeito, senador, vice-governador e isso dá uma boa experiência e nós vamos trabalhar forte para que o Pavan seja o nosso governador.

Jornal Gente - O senhor vai buscar novamente uma vaga como deputado estadual no ano que vem?

Dado Cherem - Sim, eu estou no meu segundo mandato em 2010 vou novamente a reeleição e tentar o terceiro mandato como deputado estadual.

 

SAÚDE

Servidor da saúde discute paralisação

Funcionários de Joinville se encontram quinta para definir atendimento durante a greve que começa dia 3

Com greve já marcada para 3 de novembro em todo o Estado, servidores públicos da saúde de Joinville farão reunião na quinta-feira pela manhã na Maternidade Darcy Vargas e à tarde no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt.

O objetivo é discutir com os funcionários das duas maiores unidades de saúde estaduais da região como será a paralisação. De acordo com o diretor regional do sindicato dos servidores, Valério Rodrigues, a ideia é que todos os serviços eletivos (agendados) sejam suspensos.

Os hospitais atenderiam apenas pacientes de urgência e emergência. “Será um revezamento. O servidor trabalha para manter o atendimento. Faz metade do expediente e outro colega faz a outra metade”, explica o técnico de enfermagem do Regional.

O sindicato calcula que a adesão será perto de total entre os funcionários da maternidade (cerca de 900), e em torno de 80% no Regional, onde trabalham 1,1 mil servidores. Funcionários do Hemosc e da 23ª Regional de Saúde também devem aderir.

A greve foi aprovada em assembleia em Florianópolis no dia 21. Faixas na maternidade e no hospital, em Joinville, avisaram a população, no fim de semana, sobre o movimento. Os servidores querem reajuste real de salários.

Na cidade, os trabalhadores ainda criticam a diferença entre os pisos pagos pela Prefeitura e pelo governo do Estado.

JOINVILLE

 

 

CONTRA O CÂNCER

Uma grande fita rosa foi colocada no hall da Casa Branca, em Washington, nos Estados Unidos. A decoração é um meio de destacar a programação do “Mês de Prevenção ao Câncer de Mama”.

 

 

 

 

 

Greve na saúde! Emergências serão atendidas

Lages

              Mesmo com a eminência de uma greve, funcionários e direção do Hospital Tereza Ramos garantem que atendimento não será prejudicado. Mas isso não deve valer para quem está com cirurgia eletiva agendada para novembro. A representante do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde/SC), em Lages, Rita Isabel Gonçalves, garante que os funcionários do Hospital Tereza Ramos estão avaliando a maneira de realizar a greve, programada para acontecer a partir do próximo dia 3, de forma a causar o menor impacto no atendimento ao público. "Montamos comissões para encontrar uma maneira de minimizar ao máximo os problemas no atendimento dos pacientes", garante Rita, lembrando que nos casos de urgência e emergência, nada será modificado, mesmo com a greve.

               Ela explica que os servidores ainda torcem para que até o dia 3 a Secretaria de Estado da Saúde apresente uma proposta que evite o movimento de paralisação. "Embora seja nosso direito realizar greve, não queremos isso, mas também não podemos ficar acumulando prejuízos em nossos salários", conta Rita. Ela ressalta que a proposta feita pelo governo, além de não repor as perdas com a inflação, ser escalonada, não será incorporada aos salários, pois será em forma de abono salarial.

              "Não queremos prejudicar a população, mas precisamos ser reconhecidos, pois realizamos o trabalho com dedicação", afirma Rita. Ela diz ainda que se a saúde está precária, a responsabilidade não é do servidor e sim dos governos que não dão a devida atenção ao setor.  A representante do sindicato também destaca que os servidores da saúde não contam com auxílio transporte e que o de alimentação hoje é de R$ 136,00. "Em outras secretarias o auxílio alimentação chega a ser superior a R$ 500,00", denuncia a sindicalista. A proposta do governo prevê 16% de abono salarial, dividido em duas parcelas, uma em janeiro e outra em agosto.

               Dos cerca de 800 trabalhadores do Hospital Tereza Ramos, entre contratados, efetivos, estagiários e terceirizados, Rita acredita que entre 50% e 60% deverão aderir ao movimento de paralisação. "Estamos unidos neste movimento", afirma Rita.  Rita diz que os funcionários do hospital trabalham 12 horas por dia para atingir 60 horas semanais, por meio do regime de plantão. O horário é a única opção para garantir aumento de salário, mas os servidores reclamam que a hora-plantão não é um salário digno e pode ser cortada. Hoje o salário de um técnico em enfermagem em início de carreira, segundo a representante do sindicato, varia entre R$ 700 e R$ 800 e é o mesmo pago aos auxiliares de serviços gerais (ASGs), contratados para trabalhos na copa e na limpeza.

                Já o diretor do hospital, Osmar Guzatti, lembra que a greve ainda não é um fato consumado, pois ainda existem negociações entre o Governo do Estado e os servidores da Saúde. Mas, ele adianta que caso o movimento venha a ocorrer, a princípio o cronograma de trabalho só deve sofrer alteração em relação às operações eletivas agendadas anteriormente. "Tenho certeza que vamos chegar a um acordo que possibilite a continuidade normal no atendimento dos pacientes internados e nos casos de urgência e emergência", comenta o diretor.  "Vamos manter contatos com os servidores para encontrar a melhor solução".

                Segundo Osmar Guzatti, o Hospital Tereza Ramos atende em média mais de 1.100 pessoas por dia e 100% de seus leitos estão constantemente ocupados. "A exceção fica por conta da UTI neonatal, que graças às ações de prevenção e pré-natais bem feitos, a demanda neste setor tem diminuído", ressalta o diretor que também é médico.

 

Prevenção Alerta: vem aí a segunda onda da “Gripe A”

Fabiana Nonjah | Lages

              O número de casos da Gripe A H1N1 diminuiu significativamente, mas médico alerta que os cuidados preventivos devem ser mantidos, porque o Brasil pode sofrer com a segunda onda da doença.
              O infectologista Luiz Marcatto explica que o vírus H1N1 tem um comportamento sazonal. Isso significa que tem incidência maior nas estações frias (outono e inverno), quando há mais aglomeração e confinamento de pessoas nos ambientes. Com a chegada do calor o vírus resiste menos aos ambientes. Só que a proximidade do verão no Brasil não representa que o país está livre da Gripe A, pois é exatamente nesse período que o inverno inicia nos países da Europa, Estados Unidos e Canadá.

               Marcatto alerta que o intercâmbio entre brasileiros que vão passar férias nesses países e estrangeiros que vêm aproveitar o verão brasileiro é um alerta de que todas as medidas de precaução, como lavar as mãos e usar álcool em gel, não dividir copos e talheres, cobrir o rosto ao tossir ou espirrar, devem ser mantidas. “A preocupação agora é com uma nova onda, a segunda da Gripe A”, reforça o médico ao observar que o hemisfério norte deve sofrer com ela antes do Brasil.

               A boa notícia, de acordo com o infectologista, é que o governo brasileiro já encomendou 73 milhões de doses da vacina contra a gripe, de laboratórios franceses, que serão aplicadas  através do Ministério da Saúde, no outono e inverno do ano que vem.

              A vacinação vai ser gratuita, mas será destinada a apenas alguns grupos da população,  considerados de risco. Entre eles, crianças até dois anos de idade; idosos acima de 65 anos; pessoas com imunidade comprometida (HIV positivo, cardiopatas, pneumopatas) e profissionais da saúde. “Da mesma forma que hoje você toma a sazonal vai receber essa contra o H1N1, direcionada para esses grupos”, explica Marcatto, ao lembrar que a produção dessa vacina é mais trabalhosa que a contra a gripe comum, o que a torna mais cara.

               O médico ainda esclarece que atualmente mais de 80% das síndromes gripais registradas no Brasil como um todo são H1N1. A tendência, segundo Marcatto, é de que esse tipo da gripe passe a ser o predominante. “Haverá uma substituição da gripe comum pela H1N1. O que vai acontecer é que as pessoas vão desenvolver imunidade ao vírus”, diz ele. Existe também a chance de uma nova mutação do vírus, o que pode levar entre 20 e 40 anos para acontecer de forma significativa.           Por enquanto ele reforça a necessidade de preservar os cuidados básicos: “Devem ser mantidos permanentemente. As pessoas gripadas não podem esquecer dos cuidados”.


Quadro em Lages
De 2/7/09 a 23/10/09
• Foram monitorados 500 casos suspeitos.
• Do total, 309 receberam a medicação “Tamiflu”.
• 100 passaram pela coleta de exames.
• 128 foram hospitalizadas.
• Os exames confirmaram 17 casos e deram negativos para outros 34. Os resultados dos outros 49 exames ainda não saíram.
• Apenas uma morte por Gripe A foi confirmada.
A Secretaria Estadual da Saúde divulgou no dia 22 o resultado de 32 óbitos que estavam em investigação. Nove deram positivos, o que levou à centésima morte no Estado.

 

Crise no Infantil! Hospital acumula dívida de R$ 300 mil

 

Deyse Pessoa | Lages

               Com uma dívida em torno de R$ 300 mil e um déficit mensal de R$ 30 mil, o Hospital Infantil Seara do Bem irá reforçar a campanha da luz para ampliar a arrecadação de recursos.   Para manter o hospital funcionando com toda a sua estrutura são gastos por mês cerca de R$ 400 mil.  A arrecadação fica em torno de R$ 360 a 380 mil. Os dados são do diretor-presidente do Hospital, Gilberto Alves Duarte.  Em 2008 o hospital atendeu 4008 internações, destas 26,94% eram municípios da Serra Catarinense. Entretanto, de acordo com o diretor, nenhum contribui com o hospital. Pela proximidade e por serem os maiores depois de Lages, Correia Pinto e Otacílio Costa são os que mais encaminham crianças para o Seara do Bem.  O médico disse que por diversas vezes estes municípios foram procurados para que de alguma forma contribuíssem com o hospital. “A única resposta que temos é a queda de arrecadação”, reclama.

O prefeito de Otacílio Costa, Denilson Luiz Padilha, confirma o que foi dito pelo diretor. “Não há como ajudar, a prefeitura já desembolsa R$ 90 mil para manter o hospital Santa Clara, valor que também será reduzido”, diz. O prefeito de Correia Pinto, Vânio Forster, diz que também não há como ajudar, e que os procedimentos que podem ser feitos em Correia Pinto são realizados lá.

                Além de atender esta demanda sem remuneração, o diretor destaca a desatualização da tabela do SUS há cerca de oito anos e os altos valores cobrados por radiologistas e anestesistas. “Eles não trabalham com a tabela do SUS e têm um custo muito alto para o hospital”, salienta. Os remédios e funcionários também têm aumento acima da inflação”, diz.

                Do governo do Estado  há um repasse de R$ 12 mil e do governo federal nada. A prefeitura de Lages nos repassa um valor de R$ 68 mil há três anos e os convênios representam apenas 20% dos atendimentos.

Por enquanto o hospital ainda não tomou nenhuma medida drástica no atendimento, mas segundo o médico há a necessidade de serviço cirúrgico durante 24 horas, entre outras coisas. Wallace Vitor Pimentel, de oito meses, já precisou por três vezes do atendimento do Hospital. Segundo a mãe, Vanessa Kelen Pimentel, ele sempre foi bem atendido. “Não tenho reclamações”, diz ela.
Para tentar amenizar a situação o presidente explica que nos próximos dias o Hospital irá reforçar a campanha da luz. “Ela já existe, mas será reforçada”, salienta. O valor mínimo para ser doado por pessoa física é R$ 1 e jurídica é R$ 5.

Em 2008 foram 4.008 internações. 26,94% de outros municípios, principalmente
Otacílio Costa e Correia Pinto

Denilson Padilha, prefeito de Otacílio Costa
  Para mim é novidade saber que tantas crianças de Otacílio são encaminhadas para o Seara do Bem.”

Vânio Forster,
prefeito de Correia Pinto
  Nunca fui informado do número de crianças atendidas”.

 

 

 

Serviço- Brechó - A Associação das Voluntárias da Maternidade Carmela Dutra promove um brechó da solidariedade amanhã e quinta-feira, das 9h às 18h. Estarão à venda artigos como roupas e sapatos e a verba arrecadada será revertida para a confecção de enxovais para mamães e bebês carentes pacientes da maternidade. O evento beneficente é realizado na Maternidade Carmela Dutra, Rua Irmã Benwarda, Centro de Florianópolis. O pagamento das mercadorias será recebido somente em dinheiro

 

Geral-

ANTIFUMO

Sua fumaça, nosso ar

Leis federal e estadual já restringem o tabagismo. Fumantes da Capital terão ainda mais restrições depois que a lei municipal entrar em vigor

O presidente não quer. O governador também não. Os fumantes estão na mira das autoridades. A cada projeto de lei, o cerco aos adeptos da fumaça se torna um assunto de saúde pública e ganha status de prioridade nas esferas federal, estadual e municipal. A Capital entrou com tudo nessa briga.

O projeto de lei que restringe o cigarro em Florianópolis deve ser votado ainda esta semana. Além de incorporar as proibições previstas nas leis superiores, a norma municipal será ainda mais dura com os adeptos do tabagismo.

Os fumódromos em bares e restaurantes serão algo parecido com jaulas, onde os clientes da fumaça ficarão confinados, sem acesso à comida, bebida e sequer à visita do garçom.

A proposta do vereador Gean Loureiro (PMDB) impede, ainda, que se fume em instituições de ensino, mesmo que seja ao ar livre.

Para acelerar a votação do projeto, foi aprovado na Câmara de Vereadores, na noite de ontem, um requerimento de tramitação em regime de urgência urgentíssima.

No dia 13 de outubro entrou em vigor a lei antifumo que vale para todo o Estado, muito semelhante à lei federal.

– Na essência, é a mesma ideia. Agora ela precisa de regulamentação para que se comece a fazer a fiscalização. Senão, vai ficar uma lei morta como a primeira – afirma o deputado César Souza Júnior (DEM), um dos responsáveis pela novidade.

Tire suas dúvidas sobre o que pode e o que não pode e confira abaixo as diferenças e semelhanças entre as três leis de combate ao tabagismo. Em comum, a tentativa de proteger aqueles que optaram por não fumar e acabam pagando a conta pela fumaça tóxica que sai do cigarro dos outros.

* Colaborou Mariana Ortiga

O fumante e o estabelecimento podem ser multados se descumprirem a lei?

Nem a lei federal nem a estadual falam em multas para os fumantes. Apenas os estabelecimentos podem sofrer sanções. No projeto de Florianópolis já é diferente. Tanto o fumante quanto o estabelecimento podem ser multados. A cobrança para quem desobedecer será de R$ 300. A multa ocorrerá depois de duas advertências. Cada reincidência fará dobrar o valor. Na quinta multa, o estabelecimento poderá perder o alvará de funcionamento durante um mês. Na sexta, o alvará pode ser cassado.

O restaurante ou bar tem obrigação de informar a seus clientes sobre a proibição na casa?

Sim. Um aviso precisa ser afixado em local de ampla visibilidade, de acordo com as três leis.

Fumar nas mesas que estão em calçadas dos bares e restaurantes é permitido?

Sim. Desde que o espaço seja aberto, sem cobertura.

Ainda existem os fumódromos?

Pelas leis federal e estadual, sim. Elas descrevem um espaço “fechado” com “arejamento convincente”. Falta regulamentar em Santa Catarina. No projeto de Florianópolis os fumódromos serão verdadeiras vitrines. Lá dentro, não poderão circular garçons, nem será permitida a venda de bebida e comida. O cliente vai lá só mesmo para fumar.

É permitido fumar nas praças de alimentação dos shoppings?

Não. A menos que o espaço tenha um fumódromo exclusivo para este fim.

É permitido para fumar em rodoviária, terminal de ônibus e aeroporto?

Não, a menos que sejam lugares abertos, arejados.

O passageiro pode fumar no táxi?

A lei federal não especifica o assunto. De acordo com a lei estadual e municipal, não pode. A medida também vale para ônibus, tanto municipal quanto intermunicipal.

É permitido fumar em parques e praças?

Sim, porque são lugares abertos.

É permitido fumar em hotéis e pousadas?

Apenas em locais permitidos, como os quartos destinados para fumantes. Em áreas fechadas, a proibição permanece. No projeto de Florianópolis, estes estabelecimentos poderão reservar até 30% dos quartos para os fumantes.

É permitido fumar em condomínios?

Não nas áreas coletivas e cobertas. Dentro do apartamento, o morador é livre para fumar.

A pessoa que se sentir incomodada pela fumaça do cigarro de outra reclama para quem?

Para o dono ou para o responsável pelo estabelecimento.

Quem fiscaliza isso?

A Vigilância Sanitária. Em Florianópolis, o secretário municipal de Saúde, Antônio Cândido da Silva, garantiu que será divulgado um número de telefone para contato com a fiscalização. Outros órgãos, como a Guarda Municipal, também poderão participar da fiscalização.

MAURÍCIO FRIGHETTO *

 

 

Risco de doença igual ao de um fumante

Eles não precisam de isqueiro, não usam cinzeiro e nem compram cigarro, mas têm chances aumentadas de sofrer um infarto agudo do miocárdio um derrame cerebral.

São os fumantes passivos, os principais beneficiados pela lei antifumo e prejudicados pela fumaça, mesmo que não fumem. O pneumologista Alberto Chterpensque explica que quem convive ou trabalha com fumantes inala a chamada corrente secundária do cigarro. A corrente principal é fumaça que entra diretamente nas vias aéreas da pessoa que fuma. A secundária resulta da mistura entre a queima do papel do cigarro e a fumaça exalada pelo fumante.

Filhos asmáticos sofrem com os pais fumantes

– Os fumantes passivos podem ter uma série de doenças que pessoas não expostas à fumaça não teriam. São quatro grupos de doenças: infarto agudo do miocárdio, derrame cerebral, doença pulmonar obstrutiva crônica (como enfisemas e bronquites) e o câncer de pulmão – esclarece Chterpensque.

O especialista acrescenta que, além de garantir o direito ao ar puro para os não fumantes, proibir o tabagismo em lugares fechados serve como incentivo para abandonar o vício:

– Só tem uma lei mais eficaz do que esta. A que aumenta violentamente o preço do cigarro. A lei antifumo é criticada pelos fumantes, que argumentam tratar-se de uma necessidade fisiológica. Isso tem lugar específico para ser feito – ironiza.

Quem tem filhos asmáticos tem uma razão extra para não fumar. Crianças nesta condição, filhas de pais fumantes, têm três vezes mais chance de ter crises de asma, mesmo que se fume do lado de fora

 

 

 

 

 

 

Secretaria da Saúde abre 125 vagas para médicos residentes
27 de Outubro de 2009

A Secretaria de Estado da Saúde está com inscrições abertas, até 6 de novembro, para o processo seletivo que prevê a contratação de 125 médicos residentes. As inscrições podem ser feitas pela internet, nas fichas disponíveis nos sites: http://mr.fepese.ufsc.br e http://www.saude.sc.gov.br. O valor da inscrição é R$ 230,00 e os aprovados serão lotados em nove unidades de Saúde. A prova escrita será realizada no dia 15 de novembro de 2009, às 14h, na UFSC.


Secretaria de Estado da Saúde