CAMPANHA CONTRA PARALISIA

Dia de tomar a segunda dose

De hoje até sábado, Joinville pretende imunizar 36,8 mil crianças de até 5 anos

A partir de hoje, todas as crianças com menos de cinco anos poderão tomar a segunda dose da vacina contra poliomielite (paralisia infantil) nos postos de saúde e postos volantes. O Dia D da campanha nacional será no sábado, 19. Em Joinville, a meta é atingir 36,8 mil pequenos.

A vacina será oferecida nos 57 postos de saúde da cidade (das 8 às 17 horas), além de mais 60 pontos de distribuição (entradas e saídas de Joinville e lugares de grande fluxo de crianças). Os pais devem levar a carteirinha de vacinação dos filhos. Inicialmente, a segunda fase da campanha estava marcada para ocorrer dia 22 de agosto, mas a preocupação com a gripe A fez com que o Ministério da Saúde adiasse a campanha.

Em todo o Estado, na primeira etapa, a Secretaria da Saúde registrou a imunização de 433.847 crianças, ultrapassando a meta de imunizar 95% da população nesta faixa etária. Na segunda fase, o objetivo continua o mesmo. A campanha nacional foi criada para impedir que o vírus causador da paralisia volte a circular no Brasil.

Os bebês devem receber a vacina aos dois, quatro e seis meses. Aos 15 meses, as crianças recebem o primeiro reforço. Mesmo assim, é importante que até os cinco anos elas tomem anualmente as duas doses. Esses reforços são importantes porque a poliomielite é transmitida por três tipos de vírus. Se a criança não desenvolveu a imunidade com relação a um deles, com as várias doses, ela tem oportunidade de se proteger.

O Ministério recomenda que crianças que estejam com febre ou alguma infecção procurem um médico antes de receberem as gotinhas. Sob orientação profissional, a vacinação desse paciente pode ser adiada.

JOINVILLE
SERVIÇO
O QUÊ: segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra poliomielite (paralisia infantil)
QUANDO: de hoje até sábado
PARA QUEM: crianças de zero a 4 anos, 11 meses e 29 dias.
ONDE: em todos os postos de saúde e mais 60 locais de grande movimentação de crianças.
HORÁRIO: das 8 às 17 horas, sem fechar para o almoço.
O QUE LEVAR: carteirinha de vacinação da criança.
QUANTO: a vacina é gratuita.

 

 

CAMPANHA CONTRA PARALISIA

Saúde reforça a importância

Com o slogan “Não dá pra vacilar. Mais uma vez, tem que vacinar”, o Ministério da Saúde começou a reforçar ontem o alerta aos pais e responsáveis sobre a importância de levar as crianças aos postos de vacinação. As peças publicitárias começam a ser veiculadas em emissoras de rádio e TV neste fim de semana. Também serão utilizados anúncios em sites, outdoors e mobiliários urbanos.

A meta da segunda etapa da campanha é proteger cerca de 14,7 milhões de crianças – o que representa 95% das crianças menores de cinco anos. Serão de 115 mil postos de vacinação no País.

 

 

 

 

Visor

Vacinação

Inicialmente marcada para o dia 22 de agosto, a segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra a poliomielite (paralisia infantil) foi adiada pelo Ministério da Saúde diante da preocupação com a pandemia de gripe A. Tudo indica que a fase mais aguda de disseminação do vírus H1VI foi superada. Assim, a partir esta desta segunda-feira todas as crianças com menos de cinco anos devem tomar a segunda dose da gotinha salvadora nos postos de saúde. No próximo sábado, dia 19, Dia D da campanha, as equipes de vacinação estarão disponíveis em locais públicos de todo o Estado. Na primeira etapa em Santa Catarina foram imunizadas 433.847 crianças, ultrapassando a meta de vacinar 95% da população enquadrada na faixa etária. Que o número não regrida

 

Geral

POLIOMIELITE

Começa segunda etapa da vacinação no Estado

Até sábado, campanha da Secretaria da Saúde deve imunizar 406 mil catarinenses contra paralisia infantil

Doses da vacina contra a poliomielite estão disponíveis a partir de hoje nos postos de saúde em Santa Catarina. O “dia D” da segunda etapa da campanha está marcado para o próximo sábado. De acordo com a Secretaria do Estado de Saúde, as vacinas já foram encaminhadas para todos os municípios, que têm autonomia para decidir sobre a antecipação da vacinação, que é gratuita.

Com o tema “Não dá pra vacilar. Mais uma vez, tem que vacinar”, a meta de Santa Catarina é imunizar 406.407 crianças. O número equivale a 95% da população com menos de cinco anos de idade. No Brasil, o Ministério da Saúde pretende vacinar 14,7 milhões de crianças dentro dessa faixa etária.

Na Capital, a vacina estará disponível em todos os postos de saúde, além da policlínica e do posto volante que fica em frente ao Ticen. No sábado, haverá mais 104 postos volantes. A meta da secretaria municipal é imunizar cerca de 23 mil crianças.

Joinville também terá atendimento especial a partir de hoje, com meta de atingir 36,8 mil crianças. A vacina será oferecida nos 57 postos de saúde, além de mais 60 pontos especiais. É importante levar a carteirinha de vacinação.

A segunda etapa da campanha estava prevista para o dia 22 agosto, mas foi adiada para 19 de setembro, como forma de evitar aglomerações e colocar em risco mulheres e crianças, além de não sobrecarregar os serviços de saúde por conta da gripe A.

Na primeira etapa, realizada em junho, 433.947 crianças foram vacinadas no Estado. Isso equivale a 99,84% da população-alvo.

Serviço
O quê: Segunda fase da campanha contra paralisia infantil
Quando: de hoje até sábado
Para quem: crianças de zero a 4 anos, 11 meses e 59 dias.
Onde: em todos os postos de saúde de Florianópolis e Joinville
Horário: das 8 às 17 horas sem fechar para o almoço, em ambas as cidades
O que levar: carteirinha de vacinação
da criança
Quanto: a vacina é gratuita

 

TALIDOMIDA

Vítimas podem ser indenizadas

Governo estuda pagamento por danos morais

Todas as gerações de vítimas do medicamento talidomida, que causa malformação nos braços e pernas do bebê caso seja utilizado por gestantes, podem receber indenização por danos morais. Segundo a médica Izabel Maior, responsável pela Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa com Deficiência (Corde), há consenso no governo federal para o pagamento da indenização. O problema, no entanto, é definir de onde deve sair o recurso.

Atualmente, lei federal de 1982 define que as vítimas da talidomida, exceto os novos casos suspeitos, devem receber auxílio por danos físicos – de R$ 465 e R$ 1.985.

A droga, cuja produção e distribuição no Brasil está sob controle do governo, é indicada principalmente para reações à hanseníase, mas também tem uso autorizado para lúpus, sintomas da Aids e contra alguns tipos de câncer.

O Brasil, onde a distribuição do medicamento cresceu 143% desde 2000, é o país com maior utilização do remédio na rede pública em razão de sua vice-liderança em número absoluto de casos de hanseníase.

Entre 2000 e 2006, a região Nordeste registrou 4,8 casos a cada 10 mil nascimentos, índice superior ao da Região Sul, que tem menos casos no país, 2,17 por 10 mil.

Desvende os corticoides

Remédio muito usado no tratamento de doenças crônicas, como alergias, tem efeitos colaterias fortes e até pode contribuir para o desenvolvimento de outras enfermidades graves, como o diabetes

Para muitos, um medicamento capaz de resolver os mais sérios problemas de saúde. Para outros, um temível e assustador vilão. Quem recebe do médico a notícia de que precisará usar corticoide não consegue deixar de se fazer algumas perguntas. Será que vou engordar? Vou ter insônia? O abismo que separa os dois modos de enxergar o remédio tem fundamento.

A substância é muito importante no tratamento de várias doenças crônicas, como alergias, mas ao mesmo tempo traz efeitos colaterais fortes e pode até desenvolver outras enfermidades graves, como o diabetes. A explicação para essas duas manifestações antagônicas está na forma como o remédio atua no corpo.

O corticoide sintético altera a ação do corticoide natural (cortisol), produzido pela glândula suprarrenal. Em linhas gerais, a aplicação pode desequilibrar funções do organismo, como o sistema imunológico e os níveis de glicose no sangue, ou seja, minar toda a saúde do corpo.

Uso é prescrito de acordo com estado dos pacientes


No entanto, as últimas gerações de medicamentos à base do hormônio melhoraram a qualidade do tratamento e reduziram os riscos. O segredo está em usar os mais de 20 tipos de corticoides sintéticos com precisão, em doses menores e pelo menor período de tempo possível. Se no passado a substância era aplicada da mesma forma para diferentes doenças, hoje o uso é prescrito de acordo com as peculiaridades de cada paciente. O bom resultado são menos efeitos colaterais.

– Para cada caso, um tratamento. Em pacientes com problemas respiratórios, por exemplo, usamos o corticoide de duas maneiras diferentes: nas fases agudas, são usados os sistêmicos, por via injetável ou via oral, dependendo do caso. Nas fases crônicas, utilizam-se os inalados, de ação mais lenta, mas muito mais seguros no tratamento prolongado. Assim, não aplicamos a substância além da conta – explica o pneumologista Enio do Valle.

A evolução também chegou à possibilidade de combinação com outros tipos de medicamento. Quem sofre traumatismo craniano com edema cerebral, por exemplo, recebe corticoide apenas em uma etapa do tratamento. O hormônio ajuda a reduzir o inchaço no cérebro, o que permite que os médicos administrem outras drogas.

DANIEL CARDOSO