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Florianópolis, 22 de outubro de 2015

Em vários países no mundo, 25 de outubro é marcado como Dia Internacional da Pessoa com Nanismo. Mas em Santa Catarina, o Dia Estadual da Pessoa com Nanismo será lembrado pela primeira vez, pois a lei que instituiu a data foi sancionada pelo governador do Estado, João Raimundo Colombo, em abril deste ano. De acordo com a geneticista do Hospital Infantil Joana de Gusmão, Gisele de Luca, o nanismo está relacionado a um comprometimento da estatura, que tem como principal causa falhas no crescimento e desenvolvimento esquelético.

O objetivo da data, instituída pela Lei 16.615, é difundir informações sobre essa anomalia e promover a inclusão profissional e a melhoria da qualidade de vida da pessoa com nanismo, além de combater a discriminação.

No Brasil, não há levantamento oficial sobre a quantidade de pessoas que têm a anomalia, mas a Medicina estima que a cada 20 mil crianças nascidas vivas, uma tem acondroplasia, um dos tipos de nanismo.

Gisele de Luca explica que o diagnóstico pode ser feito por meio de radiografias do esqueleto. “Em alguns casos, é possível diagnosticar as displasias esqueléticas por meio da ultrassonografia morfológica durante a gestação. É fundamental, no entanto, que o pediatra esteja alerta frente ao quadro clínico da criança e encaminhe ao geneticista para averiguação das possibilidades terapêuticas e aconselhamento genético a fim de evitar riscos para futuras gestações”, completa. É importante que o acompanhamento seja realizado por equipe multidisciplinar, buscando a comunicação entre profissionais assistentes e de referência.

Cada criança pode apresentar sintomas diferenciados. Conheça os mais comuns:

  • Membros encurtados e curvos, com os braços e coxas mais reduzidas do que os antebraços e pernas. Pés planos pequenos e largos
  • Tamanho da cabeça grande com testa proeminente e uma ponte nasal achatada
  • Dentes apinhados ou desalinhados
  • Parte inferior da coluna curvada - uma condição também chamado de lordose que pode levar à cifose , ou o desenvolvimento de uma corcova pequena perto dos ombros que geralmente desaparece depois que a criança começa a andar
  • Tônus muscular baixo e as articulações soltas
  • Freqüentes infecções no ouvido médio que pode levar à perda auditiva
  • Inteligência normal
  • Retardo em marcos de desenvolvimento, como caminhar (que pode ocorrer entre 18 a 24 meses em vez de cerca de um ano de idade)