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Em todos os serviços de saúde do país, durante o mês de maio, comemoram-se datas alusivas ao Controle de Infecções Hospitalares. Assim como ocorreu com o Dia Mundial de Higiene das Mãos, em 5 de maio, hoje (15) é celebrado o Dia Nacional do Controle das Infecções Hospitalares.

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Divulgação ANVISA

Santa Catarina se destaca pela alta adesão à notificação de dados epidemiológicos de infecção hospitalar na Angência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Isto é reflexo de um constate trabalho da Coordenação Estadual de Controle de Infecção em Serviços de Saúde (CECISS), junto às Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) das unidades que, por sua vez, estão qualificando os seus indicadores e desenvolvendo intensas ações para a máxima redução dos índices de infecção encontrados nos hospitais.

A higienização das mãos é um fator importante para o controle de infecções hospitalares. A lavagem com água e sabão e o uso das formulações alcoólicas são considerados os procedimentos de baixo custo e efetivos para evitar a transmissão de infecções durante o atendimento aos pacientes, contribuindo também para a segurança de outros usuários dos serviços de saúde e dos profissionais que atuam na assistência.

A CECISS incentiva os profissionais de controle de infecção, com treinamentos e projetos, a implementarem a estratégia multimodal ou multifacetada para a melhoria da higiene das mãos em serviços de saúde, que engloba cinco componentes: disponibilização da preparação alcoólica no ponto de assistência, pia/lavatório, sabonete líquido e água; capacitação dos profissionais; observação das práticas de higiene das mãos e retorno de indicadores de adesão à equipe; fixação de lembretes e cartazes no local de trabalho; e estabelecimento de um clima institucional seguro, com obtenção do apoio de gestores e líderes.

Outro fator que contribui significativamente para a redução de permanência dos pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, consequentemente, a redução das infecções associadas aos dispositivos invasivos é a visita multidisciplinar a beira leito, dentro da UTI, com discussão de cada caso clínico. A aplicação de checklist de inserção e manutenção de dispositivos invasivos, além da implantação de protocolos clínicos e protocolos de uso racional de antibióticos para redução da indução da resistência microbiana, também são fundamentais para diminuição do risco de infecção.