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Febre baixa a febre alta incapacitante (39° a 40°C) de início abrupto, associada à forte dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, dores musculares, nas articulações e fraqueza. Esses são os principais sinais e sintomas da dengue. Manchas pelo corpo aparecem em metade dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

A Secretaria de Estado da Saúde orienta que ao apresentar algum desses sinais e sintomas, deve-se procurar atendimento médico para evitar o agravamento do quadro. “Apesar de não haver um medicamento específico contra o vírus da dengue, o diagnóstico precoce é muito importante para reduzir o risco de dengue grave e de morte pela doença”, explica João Augusto Brancher Fuck, diretor da DIVE/SC.

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Manter a hidratação e ficar em repouso ajuda o organismo no combate ao vírus. “Também é preciso evitar a automedicação. Medicamentos com ou derivados do ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios derivados não devem ser usados, pois podem aumentar o risco de hemorragias”, salienta João Fuck.

O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado. Após a picada, os sintomas podem surgir entre quatro e 10 dias.

Dados estaduais
De acordo com o informe epidemiológico divulgado nessa sexta-feira, 13, SC já registra 37.330 casos de dengue, desse total, a maioria (33.634) é autóctone, ou seja, foram casos contraídos dentro do território catarinense.

O número de municípios em epidemia de dengue subiu para 47. A caracterização de epidemia ocorre pela relação entre o número de casos confirmados e de habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o nível de transmissão epidêmico quando a taxa de incidência é maior de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes

Até o momento, foram notificados 54 óbitos suspeitos da doença, sendo que 30 foram confirmados, quatro (04) foram descartados e 20 permanecem em investigação pelas Secretarias Municipais de Saúde com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde.

  pdf Clique aqui e confira o informe completo.

Prevenção
A melhor maneira de prevenção às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti (dengue, zika e chikungunya) continua sendo eliminar locais com água parada:

- Evite que a água da chuva fique depositada e acumulada em recipientes como pneus, tampas de garrafas, latas e copos;
- Não acumule materiais descartáveis desnecessários e sem uso em terrenos baldios e pátios;
- Trate adequadamente a piscina com cloro. Se ela não estiver em uso, esvazie-a completamente sem deixar poças de água;
- Manter lagos e tanques limpos ou criar peixes que se alimentem de larvas;
- Lave com escova e sabão as vasilhas de água e comida de seus animais de estimação pelo menos uma vez por semana;
- Coloque areia nos pratinhos de plantas e remova duas vezes na semana a água acumulada em folhas de plantas;
- Mantenha as lixeiras tampadas, não acumule lixo/entulhos e guarde os pneus em lugar seco e coberto.

A DIVE/SC preparou um Manual de Orientação para a População sobre os principais pontos que devem ser observados para ajudar no controle do mosquito. Acesse o documento aqui.

E há também um vídeo instrutivo sobre as formas de eliminar os criadouros do Aedes aegypti. Clique aqui e veja.