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Florianópolis, 24 de outubro de 2014.

No Brasil, estima-se que 200 mil pessoas nasçam com traço falciforme todos os anos, e outras 3,5 mil tenham anemia falciforme. Por isso, no Dia da Luta pelos Direitos das Pessoas com Doença Falciforme, comemorado em 27 de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) chama atenção para o diagnóstico precoce feito pelo Programa de Triagem Neonatal (Teste do Pezinho), aliado aos cuidados multiprofissionais. Esses fatores permitem reduzir significativamente a morbidade e a mortalidade decorrentes da doença.

A data, instituída pela Lei Federal nº 12.104/2009, é considerada um passo fundamental de incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento de campanhas de educação sobre o problema. Em Santa Catarina, segundo dados publicados pelo Ministério da Saúde (MS), a incidência de traço falciforme diagnosticado pelo teste de triagem neonatal  é de  um para cada 65 nascidos vivos. E o da doença falciforme é de  cerca de um para cada 13,5 mil nascidos vivos.

“A principal característica da doença é a presença de anemia crônica e outras complicações que podem afetar quase todos os órgãos e sistemas, com expressiva morbidade, redução da capacidade de trabalho e da expectativa de vida”, explica a pediatra do Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), Denise Bousfield da Silva.

Doença falciforme

Considerada uma das doenças mais comuns no Brasil, ela afeta principalmente pessoas de etnia negra. Cerca de um em cada oito afro-brasileiros tem o chamado traço falcêmico. A anemia falciforme se caracteriza por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem a forma arredondada e elástica, adquirem o aspecto de uma foice (daí o nome falciforme) e endurecem dificultando a passagem do sangue pelos vasos de pequeno calibre e a oxigenação dos tecidos.

Os principais sintomas são dor forte provocada pelo bloqueio do fluxo sanguíneo e pela falta de oxigenação nos tecidos, dores articulares, fadiga intensa, palidez e icterícia (cor amarelada na pele, mucosas e olhos), atraso no crescimento, feridas nas pernas, tendência a infecções, cálculos biliares, problemas neurológicos, cardiovasculares, pulmonares e renais e priapismo.

O diagnóstico é feito através de testes hematológicos e estudo da hemoglobina.  À medida que a população toma consciência da gravidade dessa doença e de sua alta prevalência, mais  deverá buscar diagnóstico precoce por meio do Teste do Pezinho em recém nascidos.