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Florianópolis, 12 de novembro de 2015

Em alusão ao Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE) destaca a importância de uma alimentação saudável e da prática de atividades físicas para evitar o Diabetes Mellitus, doença que atinge 9 milhões de brasileiros, o que corresponde a 6,2% da população adulta. Em torno de 500 novos casos são diagnosticados a cada dia, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde (MS) em parceria com o IBGE.

Em Santa Catarina, o Diabetes Mellitus, ou Diabetes Tipo 2, foi responsável pela morte de 14.303 pessoas nos últimos dez anos. A doença também provocou a internação hospitalar de 44.081 pessoas nesse mesmo período. O Diabetes se caracteriza pelo acúmulo de açúcar no sangue, aumenta o risco de doenças do coração e rim, e pode levar à cegueira, amputações de membros, entre outras complicações.

“Com a evolução da doença, muitas pessoas tornam-se incapazes de continuar trabalhando ou permanecem com alguma limitação no seu desempenho profissional”, explica a médica Jane Laner Cardoso, chefe de Divisão de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis da DIVE. O Diabetes Mellitus é a maior causa de cegueira na idade adulta e de amputações no Brasil.

A importância de cuidados, como o controle da alimentação e a prática de atividades físicas, é ressaltada como a melhor forma de prevenir e controlar o Diabetes Tipo 2, responsável por mais de 90% dos casos da doença e o único tipo que pode ser evitado e controlado por meio de um estilo de vida saudável. A mudança de comportamento em busca de uma melhor qualidade de vida pode estar refletida na tendência de queda do número de internações e de óbitos por Diabetes Mellitus nos últimos anos em Santa Catarina, ainda que pequena. A redução da mortalidade, entre 2013 e 2014, foi de 5,4%, totalizando 1.579 óbitos notificados. No mesmo período, o número de internações caiu de 4.048 para 3.846. No Brasil, as mulheres apresentaram maior proporção da doença do que os homens, sendo 5,4 milhões de mulheres contra 3,6 milhões de homens. Em Santa Catarina, as mulheres também representavam a maioria dos óbitos registrados em decorrência do Diabetes Mellitus (59%).

A doença

O Diabetes Mellitus (DM), ou Diabetes Tipo 2, é uma doença crônica metabólica caracterizada pelo aumento da glicose no sangue. O distúrbio acontece porque o pâncreas não é capaz de produzir a insulina - responsável por metabolizar a glicose e transformá-lo em energia - - em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo. A insulina promove a redução da glicemia ao permitir que o açúcar que está presente no sangue possa penetrar as células, para ser utilizado como fonte de energia. Se não tratado, o Diabetes pode causar insuficiência renal, amputação de membros, cegueira, doenças cardiovasculares, como AVC (derrame) e infarto.  O organismo desenvolve resistência à insulina produzida ou a produz com deficiência devido a uma dieta inadequada, com excesso de refrigerantes, açúcares, carboidratos, alimentos industrializados e ricos em gorduras, e está associada com o excesso de peso, além do sedentarismo.

Diagnóstico e tratamento

Os sintomas da doença são muito variáveis, e é preciso realizar um exame de sangue para verificar se há alteração na taxa de glicemia para o correto diagnóstico. Caso necessário, o profissional de saúde solicitará exames mais aprofundados.

Os medicamentos para controle do diabetes são prescritos pelo médico conforme avaliação clínica do paciente. O Ministério da Saúde oferece seis medicamentos de forma gratuita pelo programa Farmácia Popular desde 2011. Para ter acesso aos remédios, basta o paciente apresentar um documento de identidade com foto, CPF e receita médica dentro do prazo de validade, que são 120 dias. A receita pode ser emitida tanto por um profissional do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto por um médico que atende em hospitais ou clínicas privadas.

Possíveis consequências

  • nos olhos: retinopatia diabética e edema macular diabético (EMD);
  • no sistema nervoso central: acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame, neuropatia diabética;
  • nos dentes: inflamação das gengivas e doença periodontal;
  • no sistema cardiovascular: arteriosclerose, enfarte do miocárdio e doença vascular periférica;
  • nos rins: insuficiência renal, falência dos rins e necessidade de transplantes;
  • nos membros: úlcera nos pés, que, se não tratadas adequadamente, podem levar à amputação.
  • As ulcerações nos pés e as amputações de membros inferiores podem ser evitadas por meio de cuidados específicos, que podem reduzir tanto a frequência como a duração de hospitalizações;
  • O tratamento da hipertensão arterial e de alterações dos lipídios no sangue reduz substancialmente o risco de complicações do Diabetes Mellitus;
  • O diagnóstico e o tratamento precoce da retinopatia diabética podem prevenir a cegueira.
  • Prevenir ou retardar a progressão da insuficiência renal controla a progressão da doença;
  • Cessar o consumo de cigarro auxilia no controle do DM, visto que o tabagismo se associa ao mau controle do diabetes, hipertensão e doença cardiovascular;
  • Educação nutricional pode melhorar a aderência às mudanças na alimentação. Através do conhecimento, é possível ao portador de diabetes compreender a importância e a influência dos alimentos no controle da glicemia e prevenção de complicações;
  • Perder peso e a aumentar a frequência da atividade física são medidas fundamentais.

Prevenção das complicações

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