Hospital Tereza Ramos oferece acolhimento emocional a gestantes de alto risco

O Hospital e Maternidade Tereza Ramos (HMTR), unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realiza o atendimento de gestantes de alto risco na Serra Catarinense. Ao longo de 2025, o ambulatório de atenção especializada realizou o acompanhamento de 681 mulheres com gestação de alto risco, oferecendo suporte integral e multidisciplinar.


Com uma equipe composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas e nutricionistas, o suporte psicológico tem impacto diretamente na recuperação das mamães, especialmente em casos de prematuridade extrema. Debora Corrêa Vaz, moradora de Lages, experimentou esse cuidado após dar à luz em setembro de 2025, com apenas 24 semanas de gestação. Após mais de três meses de internação, ela relata como o atendimento fez a diferença.

WhatsApp_Image_2026-01-16_at_09.16.30_2.jpegFoto: Divulgação SES
“O apoio psicológico foi fundamental. Poder conversar com alguém fora do círculo familiar me deixou mais segura emocionalmente. Aprendi que cada fase era uma etapa, uma ‘escadinha’ que precisava ser subida com paciência. Isso me deu a tranquilidade necessária para enfrentar todo o período de internação”, afirma Debora.


As pacientes chegam à unidade encaminhadas pela Atenção Primária à Saúde (APS), abrangendo moradoras de Lages e das demais cidades da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures). O cuidado prevê avaliações iniciais completas, com retornos e novos encaminhamentos definidos conforme a necessidade clínica de cada caso.

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Saúde mental e atendimento humanizado


Além do acompanhamento clínico, o HMTR disponibiliza suporte emocional. A psicóloga hospitalar Patrícia de Barros, que atua tanto no ambulatório quanto no alojamento conjunto, explica que o acolhimento abrange desde o pré-natal até o pós-parto, tratando de temas sensíveis como o luto parental e a depressão.


“Realizamos o acolhimento de gestantes que sofreram perdas gestacionais ou natimortos, trabalhando com a cartilha do luto e seguindo as diretrizes da nova Lei do Luto”, destaca Patrícia. O trabalho também foca na prevenção: a equipe monitora as mães no alojamento para identificar precocemente sinais de depressão pós-parto ou do baby blues — uma melancolia temporária, comum nos primeiros dias após o nascimento, causada por exaustão e intensas mudanças hormonais.

 


Mais informações:
Josiane Ribeiro
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Saúde
(48) 99134-4078
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