
Foto: Divulgação Ascom/SES
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Atenção Primária à Saúde (DAPS), realizou a oficina técnica do Proadi–Planifica SUS, voltada à avaliação do 4º ciclo e ao planejamento do ciclo de controle do programa entre os dias 16 e 18 de junho. O encontro reuniu, em Florianópolis, tutores e responsáveis técnicos regionais e estaduais para analisar resultados e definir estratégias para o próximo período.
Durante a programação, foram discutidos indicadores de financiamento da Atenção Primária à Saúde (APS), como o acompanhamento de gestantes e o monitoramento de doenças crônicas, nas cinco regiões participantes: Alto Vale do Rio do Peixe, Alto Uruguai Catarinense, Meio Oeste, Serra Catarinense e Foz do Rio Itajaí. As atividades incluíram análise de dados, atualização dos planos de ação e definição das diretrizes do 5º Ciclo de Controle, com foco na sustentabilidade das ações e na integração entre equipes.
O encerramento contou com reunião estratégica com a diretora de Atenção Primária à Saúde, Priscila Subtil Figueiredo, e representantes do Hospital Israelita Albert Einstein, instituição parceira na implementação da Planificação no estado. Entre os encaminhamentos, destacam-se o fortalecimento da sustentabilidade do projeto, a ampliação da articulação com serviços especializados e o alinhamento das próximas etapas.
No triênio 2024–2026, o Planifica SUS prioriza a gestão baseada em dados, a estruturação da APS e a implantação das linhas de cuidado Materno Infantil e de Saúde Mental na Rede de Atenção Psicossocial. Como resultado, o programa viabilizou a criação de dois ambulatórios de acompanhamento de gestantes de alto risco, referência no estado pelo modelo de Ponto de Atenção Secundária Ambulatorial (PASA), custeados pelo Governo do Estado.
Na Saúde Mental, o Planifica SUS tem fortalecido a capacitação das equipes da APS e a organização dos processos de trabalho. Nas regiões da Serra Catarinense e da Foz do Rio Itajaí, 160 profissionais foram capacitados no instrumento mhGAP, da Organização Mundial da Saúde, com multiplicação do conteúdo para cerca de 1.150 trabalhadores da APS. Além disso, 80 profissionais estão em formação no programa Enfrentando Problemas Plus (EP+), voltado a intervenções de baixa intensidade para adultos em sofrimento emocional.
Desde 2024, o programa tem contribuído para a identificação precoce de necessidades em saúde mental nos territórios, a organização das agendas de cuidado e a estratificação de risco, fortalecendo um modelo de atenção em rede e integral para a população catarinense.
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